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Temer passa a ser investigado pelo STF

Professor de Direito Constitucional e procurador de justiça aposentado, o peemedebista Michel Temer começou a cair em desgraça, ainda na noite da última quarta-feira (17), quando o jornal “O Globo” publicou em seu site trechos de um diálogo dele com o empresário Joesley Batista supostamente dando aval para a “compra” do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, um dos réus na Operação Lava Jato.
Para piorar sua situação, nesta quinta-feira o ministro do STF, Edson Fachin, a pedido da Procuradoria Geral da República, autorizou a abertura de inquérito para investigar a conduta dele.

Com isso, Temer passa à condição de “investigado”, o que por si só é um componente negativo para a sua biografia. E, caso o áudio da conversa comprove o que foi publicado hoje por todos os jornais do país, ele tem tudo para ser denunciado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, e consequentemente tornar-se “réu”, nivelando-se ao ex-presidente Lula.

De acordo com a Constituição, o presidente da República só pode ser investigado por atos cometidos durante o exercício do mandato, e com autorização do STF. A conversa com Joesley Batista ocorreu em março deste ano, portanto com Michel Temer entronizado na Presidência da República.

Fachin decidiu também homologar a delação premiada dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista, donos do grupo JBS. Essa dupla, até 15 anos atrás, figurava na lista dos empresários bem sucedidos no Estado de Goiás.

De lá para cá, com apoio do BNDES, decidiu internacionalizar o grupo, que se tornou rapidamente o maior produtor de proteína animal do mundo, com fábricas instaladas nos cinco continentes (só nos Estados Unidos são 56).

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Inaldo Sampaio