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PSDB poderia ter saído em bloco do governo Temer

Coluna Fogo Cruzado – 14 de novembro
Decisão de Bruno Araújo de sair do governo Michel Temer foi pessoal e não partidária
O deputado Bruno Araújo teve um gesto de desprendimento, ontem, ao entregar ao presidente Michel Temer o seu pedido de exoneração. Alegou que já não tinha respaldo no partido para permanecer à frente da pasta, que foi uma das quatro que lhe foram oferecidas após o impeachment de Dilma Rousseff. Ao pernambucano foi oferecido o Ministério das Cidades para o que contou com o apoio do ex-presidente FHC e do senador Aécio Neves. Agora, todavia, após a popularidade de Temer ter chegado ao fundo do poço, setores influentes do PSDB começaram a cobrar sua saída do governo. FHC foi uma dessas vozes através de artigo que escreveu para jornais do Sul. Mas antes dele o senador Tasso Jereissati e o governador Geraldo Alckmin já haviam externado essa mesma posição. Já em defesa da permanência do partido na esplanada posicionavam-se Aécio Neves e o governador Marconi Perillo, candidato a presidente contra Tasso Jereissati. Estabelecido o “racha”, pois, Bruno Araújo resolveu sair. Foi uma decisão pessoal, e não partidária, o que comprova a divisão interna. Se a decisão fosse partidária, teriam caído fora os quatro ministros, e não apenas o deputado pernambucano.

Com atraso, mas falou

Com atraso de quatro dias, o governador Paulo Câmara resolveu falar sobre o “cerco” da Polícia Federal ao Palácio do Campo das Princesas na última quinta-feira, dia 9. Ele disse o que seus aliados gostariam que tivesse dito no dia em que se deflagrou a “Operação Torrentes”: que seu governo não compactua com “erros”, mas também não admite a “criminalização” de inocentes.
Música – O Governo do Estado poderia lançar um programa de apoio às bandas de música do interior, muitas das quais já são centenárias. A de Gravatá, por exemplo, vai completar amanhã 123 anos de existência, 23 dos quais sob a regência do maestro Adelson Pereira.
Senado – O advogado Antônio Campos está levando a sério sua candidatura a senador pelo Podemos e pretende trazer para o lançamento o senador Álvaro Dias (PR), pré-candidato do partido a presidente da República.
Saída – Dois dias antes da saída de Bruno Araújo do Ministério das Cidades, Aécio Neves disse o seguinte na convenção do PSDB de Minas: “Vamos sair pela porta que entramos. Sugiro aos dois candidatos a presidente (Tasso Jereissati e Marconi Perillo) que combinem com os nossos ministros a hora de sair”. Bruno não esperou por essa conversa e saiu antes.
Pelo avesso – Num país em que Bolsonaro (PSC) pode ser a “opção do mercado” contra Lula, conforme diz a Folha de São Paulo, não se deve estranhar que Roberto Freire e Raul Jungmann estejam atrás de Luciano Huck para ser o candidato do PPS a presidente da República.
Cobiça – Assim que Bruno Araújo pediu exoneração do Ministério das Cidades, o PP iniciou uma ofensiva para ficar com o comando da pasta. O partido alega que tem 45 deputados, quase todos leais a Michel Temer. O PSDB tem 46, mas apenas 20 são governistas.

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Inaldo Sampaio