Presidente do PEN diz que foi traído pelo grupo de Bolsonaro e Bivar dá resposta ao “Livres”

O presidente nacional do PEN/Patriotas, Adilson Barroso, disse nesta quinta-feira (11) que o deputado Jair Bolsonaro foi “enganado” por um grupo “mal-intencionado” que o cerca.

“Esse grupo não quer elegê-lo presidente. O que eles querem é tomar um partido. Fui traído pelo grupo dele”, afirmou Adilson Barroso, com quem Bolsonaro acertara o ingresso no PEN e depois deu uma banana para esse partido e decidiu se filiar ao PSL do deputado pernambucano Luciano Bivar.

Segundo Barroso, o grupo de Bolsonaro lhe pediu inicialmente o controle de cinco Estados, entre eles Pernambuco, cuja comissão provisória saiu das mãos do vereador David Muniz (Recife) para as do empresário Sílvio Nascimento.

“No fim já estavam com 23 e querendo o diretório nacional”, acrescentou. Disse também que não guarda mágoa de Bolsonaro e que poderá apoiá-lo nas próximas eleições.

“Aqui (no PEN) ainda tem vaga para ele. Mas com a condição de eu ter o controle político do partido. Já tem muito arranhão lá no PSL. Eles (o grupo do Bolsonaro) vão pedir tudo e vai dar briga. Aqui no PEN nós temos uma unidade grande. Quando eu falo ‘a’ é ‘a’. E quando digo ‘você será candidato’, todos acompanham. No PSL metade é contra o Bolsonaro e metade a favor. No PEN, não tem essa questão de maioria, aqui tem unanimidade”, disse Adilson Barroso.

Enquanto isso, a jornalista mineira Valéria Monteiro (ex TV Globo), que se lançou candidatura a presidente da República em setembro do ano passado, desafiou Jair Bolsonaro a participar de um debate com ela.

“Marque local e hora e vamos debater, Bolsonaro, porque seus 15 minutos de fama acabaram”, disse a jornalista por meio das redes sociais. Ela chamou o deputado de “mentiroso” e disse que o discurso de ódio dele faz as pessoas brigarem.

“Hitler começou assim. Pegou uma Alemanha pobre e descrente, que precisava de autoestima, e convenceu as pessoas através do medo a acreditar nas suas mentiras, assim como você”, disse a ex-apresentadora do “Fantástico” que hoje mora em Minas Gerais.

Ainda a propósito de Bolsonaro, o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, defendeu-se das críticas do “Livres”, movimento de jovens liberais que militavam no seu partido e resolveu sair depois da entrada do presidenciável nos quadros da legenda.

Confira o texto:

O QUE É SER “LIVRES”

I- Este foi o nome que escolhi para uma nova forma de fazer política além dos preconceitos da mente. Nasce, num dos mandamentos da lei de Deus, “amar o próximo como a ti mesmo”.

II- Estimulei e aceitei tergiversar com as mais incríveis ideias e pensamentos, sem radicalismo nem preconceitos. Livre de amarras e de vieses ideológicos, humano e firme nas minhas convicções.

III- Livres é conceder sem se violentar, é entender o outro sem concordar, é separar-se sem rancor, sem vendeta e sem agressão, e viver por amor dentro de nossas crenças e dos nossos ideais.

IV- As escolhas são opções de cada um, a vida é uma longa caminhada, muitas bifurcações encontraremos até nossa partida final para a eternidade. O que deixamos para trás nada mais é do que nossa história de vida; o que não devemos fazer é parar por medo ou covardia diante da estrada da vida.

V- Opte e aja, senão você irá para o limbo e será perseguido nu pelas vespas do “inferno de Dante”. Nesta vida, só erramos por omissão.

VI- A política também é assim, temos nossas convicções e desejos, formados em algo inegociável e que se chama caráter. Fora disso, você é um escárnio humano, que certamente pode até alcançar um enorme acúmulo de riquezas, mas jamais alcançará a felicidade em sua plenitude.