Prefeito de Petrolina defende saída da Compesa do seu município

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, durante reunião com o presidente da Compesa, Roberto Tavares, na manhã desta quarta (23) na sede do Ministério Público, defendeu a municipalização dos serviços de água e esgoto da cidade para que os recursos arrecadados sejam investidos em outras áreas.

Ele justificou sua posição com base no volume de reclamações contra a Compesa que recebe todos os dias. Disse que apenas uma fatia pequena do que se arrecada com a conta de água e esgoto é aplicada em Petrolina.

Reclamou também da “ausência total” da Compesa no atendimento à zona rural, cujo território é maior que o da área urbana, e da falta de cobertura em diversos bairros e habitacionais da cidade.

O prefeito apresentou ao Ministério Público o plano de municipalização de água e esgoto, onde tudo que for arrecadado com a tarifa hoje destinada para a Compesa passa a ser usada exclusivamente em Petrolina.

Miguel ainda colocou a Prefeitura à disposição para realizar as obras de expansão da Bacia do Dom Avelar, cujos recursos de R$ 38 milhões estão garantidos há um ano, porém a Compesa se recusa a investir alegando “insegurança jurídica”.

“A população de Petrolina é testemunha de que passamos o ano inteiro de 2017 tentando um entendimento com a Compesa, mas não houve avanço. Conseguimos com o senador Fernando Bezerra destravar recursos volumosos para obras sonhadas pela população e, mesmo com o dinheiro na mão, a Compesa não age. Então, decidimos assumir o serviço e fazer o que a população exige, que é investir em Petrolina tudo o que for arrecadado com um serviço de qualidade”, disse o prefeito.

Ficou combinado que no final de fevereiro representantes da Prefeitura, da Compesa e do Ministério Público voltarão a se reunir para tentar construir uma saída.

“Estamos à disposição para resolver o problema. Se a Compesa atender o que a prefeitura e a população exigem, podemos negociar uma extensão da permissão. Caso contrário, continuaremos o processo de municipalização com um modelo que vai aumentar a cobertura para toda a cidade e zona rural, ofertando um serviço de qualidade. O que as pessoas não aguentam mais é ficar do jeito que está”, disse Miguel Coelho.