PRB é o 5º partido a substituir o nome

Coluna Fogo Cruzado – 8 de maio de 2019

Está virando regra no país partido político trocar o nome para se apresentar ao
eleitorado como “algo novo”. Quem inaugurou a prática ainda em 2007 foi o PFL, que
se transformou em “Democratas”. Depois o PTN virou “Podemos”, o PMDB aboliu o
“P” de partido para retomar à mesma denominação de quando foi criado em 1966, o
PPS se transformou em “Cidadania” e o PRB decidiria ontem em convenção nacional
mudar o nome para “Republicanos”. Para o professor da UFMG, Leonardo Avritzer,
é inimaginável o Partido Republicano dos Estados Unidos mudar o nome. Mas, em se tratando se tratando de Brasil tudo é possível, pois até mesmo o PSDB já admite encomendar uma pesquisa após a investidura do ex-deputado Bruno Araújo na sua presidência para avaliar se permanece ou não com o nome atual, apesar desta sábia advertência do atual presidente Geraldo Alckmin: “Hoje está na moda mudar de nome, como se nome tornasse um partido melhor ou pior, nos trouxesse alguma virtude ou, de outro lado, perdoasse algum erro. Isso é acessório. Temos é que fortalecer aquilo que fez a origem do PSDB, que é a social-democracia”. Fica o conselho do ex-governador, que encerrará seu período na presidência do partido no próximo dia 31

Mais Brasília e menos Brasil

O fórum dos governadores vai se reunir hoje em Brasília com o ministro Paulo Guedes para ouvir da boca dele a ladainha de sempre: a União está pronta para ajudar estados e municípios, desde que o Congresso aprove a reforma previdenciária. Enquanto isso não ocorrer, a pisada será exatamente igual à dos governos passados: “Mais Brasília e menos Brasil”.

Defecção não sentida

O líder Isaltino Nascimento (PSB) minimizou a saída do deputado Wanderson Florêncio (PSC) da base governista porque Paulo Câmara tem uma maioria confortável na Assembleia Legislativa. Já para a oposição foi um prato cheio a chegada de quatro parlamentares nos últimos dois anos: Álvaro Porto (PTB), Antonio Coelho (DEM), Marco Aurélio (PRTB) e agora Wanderson.

Debate antecipado

Ainda faltam 1 ano e 5 meses para a eleição municipal. Mas, pelo menos em Garanhuns, a campanha já está nas ruas. De um lado, o prefeito Izaías Régis (PTB) que está bem avaliado e deseja fazer o sucessor. Do outro, o deputado estadual Sivaldo Albino (PSB), o campeão de votos no município em 2018 para a Assembleia Legislativa.

Tem a cara do PSOL

A política às vezes tem razões que a própria razão desconhece. Veja, leitor, o caso do ex-deputado Edilson Silva, um dos fundadores do PSOL em Pernambuco e, na legislatura passada, o melhor deputado da Assembleia Legislativa. Ele acaba de pedir desfiliação porque não aguentou o volume de mesquinharias de que era vítima por parte de próprios companheiros de partido. Mesmo assim, continua tendo a cara do PSOL.

Por que não te calas?

Embora Bolsonaro diga em público que o escritor Olavo de Carvalho foi um dos principais responsáveis pela sua vitória, o estrago que este cidadão já causou ao seu é
Incomensurável. Raro é o dia em que ele não posta em seu twitter algum tipo de ataque aos militares que estão no governo. Como diz o vice-presidente Hamilton Mourão, a melhor maneira de enfrentá-lo é dando-lhe o desprezo, ou seja, ignorar o que ele diz.

Para descer do muro

Nascido de uma costela do PMDB, o PSDB sempre foi acusado de “viver em cima do muro” porque ao longo dos últimos 30 anos não conseguiu construir uma identidade. Agora, o governador de SP e novo manda-chuva do partido, João Doria, confiou ao futuro presidente Bruno Araújo a tarefa de tirá-lo de “cima do muro”, a fim de transformá-lo num partido de centro.

A força do líder

Como o governo de Bolsonaro é cercado por “amadores”, a visível a influência, cada vez maior, do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) nos altos escalões governamentais. Ele, que é uma “águia”, está sabendo fazer uso da liderança do governo no Senado para tentar viabilizar-se como candidato a governador em 2022.