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PPS pode ser o primeiro partido a desembarcar do governo Temer

O ministro da Cultura e presidente nacional do PPS, Roberto Freire, deverá desembarcar do governo Temer devido às denúncias contra ele divulgadas a partir da delação premiada do empresário Joesley Batista. Ele se encontraria com o presidente da República para entregar o cargo na noite desta quinta-feira.

Mesmo que Freire entregue sua carta de demissão, seu companheiro de partido, Raul Jungmann, deverá permanecer à frente do Ministério da Defesa. Ele entrou no governo na “quota pessoal” do presidente e não do partido a que é filiado (PPS), que tem apenas sete representantes na Câmara Federal.

Já o senador Aécio Neves tirou licença da presidência nacional do PSDB para dedicar-se exclusivamente à sua defesa. Ele deverá ser substituído pelo senador Tasso Jereissati (CE), atropelando o desejo da bancada do partido na Câmara Federal que havia indicado para o cargo o deputado Carlos Sampaio (SP).

O PCdoB, presidido nacionalmente pela deputada pernambucana Luciana Santos, defendeu hoje a realização de eleições diretas para presidente da República como forma de tirar o Brasil da crise.

Segundo ela, o presidente da República não tem mais condições de governabilidade e a única saída para tirar o país da crise é devolver ao povo o direito de escolher pela via direta o seu próximo presidente da República.

Por sua vez, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) disse no Recife que “o sentimento em Brasília, hoje, é de que o governo Michel Temer acabou”.

Segundo ele, o que se discute agora é o “pós-Temer”, ou seja, se a escolha do novo presidente da República se dará de forma direta ou indireta.

“A base do governo está se deteriorando e a situação dele (Temer) está insustentável”, disse o deputado pernambucano. Acrescentou não haver mais dúvidas de que Michel Temer vai sair, restando saber agora se o afastamento será pela renúncia, pelo impeachment ou pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Frisou que em caso de afastamento do presidente a Constituição prevê eleição indireta para a escolha do substituto, “mas há um forte debate no Congresso pela convocação de eleição direta, ao qual me incorporo”.

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Inaldo Sampaio