Pacto começa a ser ressuscitado em 2019

Coluna Fogo Cruzado – 12 de janeiro de 2019

Pacto começa a ser ressuscitado em 2019

Implantado por Eduardo Campos em 2007, o programa “Pacto pela vida” deu bons resultados até 2013. A partir de 2014 começou a desandar. Os índices de homicídio voltaram a crescer e o Governo do Estado perdeu o controle da situação. A criminalidade subiu, vertiginosamente, deixando Pernambuco na condição de terceiro Estado mais violento do Brasil (2017). Quando Paulo Câmara assumiu em 2015, deu prioridade à área de segurança, fazendo pesados investimentos tanto na Polícia Civil como Militar. Os resultados somente agora é que começaram a aparecer, dado que os índices de assassinatos começam a cair nos últimos 12 meses. No próximo dia 15, a Secretaria de Defesa Social irá divulgar os dados de 2018 mas já sabe, antecipadamente, que houve uma redução de mais de 20% na taxa de assassinatos em relação a igual período de 2017. Mesmo assim, os resultados ainda são modestos. Pernambuco continua tendo cerca de 37 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes, o que é um índice assustador para um país que se presume civilizado. Em todo caso, o fato de o “Pacto” ter voltado a dar resultados positivos é uma boa notícia para o governo, que tem que investir nele mesmo como principal programa antiviolência do Estado.

Pernambuco continua registrando média de 37 homicídios por 100 mil habitantes

O rompimento

O presidente da Câmara de Vereadores de Riacho das Almas, Getúlio Cardoso (Rede), rompeu com o prefeito Mário Mota (PSB) alegando falta de atenção política. Ele foi o mais votado em 2016 e sua passagem para a oposição deixará o prefeito em maus lençóis. Ele obteve 1.439 votos, sendo o vereador mais votado da história da cidade.

A reforma – À frente da Secretaria do Turismo de Pernambuco, o deputado Rodrigo Novaes (PSD) deveria eleger como prioridade a reforma do Centro de Convenções, que se encontra em situação lastimável. Tem apenas um elevador, precário, que só transporta três pessoas, e uma lanchonete. Comparado ao do CE perde de 10 a zero.

As trapalhadas – Ocorreram tantas trapalhadas nesses primeiros 11 dias do governo Bolsonaro que o presidente da República deve estar surpreso com o que foi obrigado a testemunhar. É mais uma prova de que ser governo é muito diferente de ser candidato.

Dois Brasis – Fazer a reforma da previdência sem incluir os militares no “pacote” é estimular a permanência dos dois Brasis. Um com privilégios e outros sem. O problema é que Bolsonaro parece decidido a não mexer com seus colegas de farda.

A disputa – Há municípios em Pernambuco em que o controle do PSL está sendo disputado por vários grupos, mas a palavra final será do deputado Luciano Bivar. Hoje, seria muito bom disputar eleição pelo PSL. Mas daqui a dois anos será uma incógnita.

A oposição – Se todos os partidos que não fecharam com Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara unirem-se em torno de uma chapa única, ela passa a ser competitiva e pode levar a eleição para o segundo turno. De todos os pré-candidatos, o mais competitivo é Fábio Ramalho (MDB) por ser do Estado de Minas Gerais.

A encruzilhada – A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), pagará um alto preço por ter ido à posse de Nicolas Maduro na presidência da Venezuela, um governante que mergulhou o seu país no caos político e econômico. Mas também pagaria um preço elevado se não comparecesse pelas ligações que o PT tinha com Hugo Chavez.