O livro de memórias de Pedro Corrêa Neto

Coluna Fogo Cruzado – 4 e 5 de maio de 2019

O ex-deputado Pedro Corrêa (PP) está escrevendo um livro de memórias. Foi a forma que ele encontrou para livrar-se do ócio no Recife, onde atualmente está cumprindo pena, em regime domiciliar, por seu envolvimento nos processos do mensalão e da Lava Jato. Corrêa é médico radiologista, mas nunca exerceu a profissão. Tinha apenas dois anos de idade quando o pai, Fábio Corrêa, elegeu-se deputado estadual pelo PSD. E desde então foi atraído pela política. Foi eleito seis vezes para a Câmara Federal, tendo passado também pela presidência nacional do PP graças ao trânsito livre que sempre manteve com todas as correntes do partido. Como parlamentar e dirigente partidário, testemunhou centenas de fatos que não chegaram ao conhecimento público e agora os deseja relatar em livro, já que não será mais candidato a nada. Já fez delação premiada ao Ministério Público Federal para acertar suas contas com a justiça, com a sua consciência e com a história, contando aos procuradores da Lava Jato tudo o que presenciou de certo e errado em seus 30 anos de vida pública. Só falta agora publicar o livro, que deverá concluir ainda este ano a fim de lançá-lo em 2020 antes das eleições municipais.

Para tirar Moro do sério

De todos os réus da Lava Jato, o único que fez Sérgio Moro rir durante uma audiência foi Pedro Corrêa (foto). Discutia-se, na ocasião, o caso de uma testemunha arrolada por seus advogados da defesa, que residira no município de Limoeiro mas já havia morrido. “Tem problema não, excelência! Lá em Pernambuco tem um xangozeiro que faz esse camarada ressuscitar”, brincou o ex-deputado. Moro, que não é de rir para ninguém, saiu do sério.

Primeira missão

O primeiro “abacaxi” que o ex-prefeito Severino Otávio (Bezerros) terá que descascar como novo presidente da Arpe será deferir, ou não, o reajuste tarifário de 17% solicitado pela Compesa. A empresa precisa de dinheiro para concluir uma série de obras no interior e o contribuinte é quem vai arcar com a conta. Ela tem a receber R$ 41,6 milhões de órgãos do Governo do Estado, mas não sabe ainda como cobrar.

Mudanças na imprensa

A editora Abril (que edita a “Veja”) foi vendida ao empresário Fábio Carvalho, a “IstoÉ” fechou sua sucursal de Brasília e o jornalista Jânio de Freitas deixou o Conselho Editorial da “Folha de São Paulo”. É a imprensa escrita em permanente ebulição.

Faltam interlocutores

Paulo Câmara (PSB) continua sem interlocutores no Palácio do Planalto, onde despacha apenas um pernambucano: o porta-voz Otávio Rêgo Barros. Deputados que hoje são próximos a Bolsonaro como Sílvio Costa Filho (PRB), Augusto Coutinho (SD), André de Paula (PSD) e Daniel Coelho (CD) fazem oposição ao Governo do Estado.

Em céu de brigadeiro

Dos prefeitos que o PT elegeu em Pernambuco em 2016, o único que deverá eleger o sucessor sem dificuldades é o de Serra Talhada, Luciano Duque, que faz um governo muito bem avaliado pela maioria da população. As oposições tentam se entender em torno da candidatura do ex-prefeito Carlos Evandro (PSB), mas não será fácil.

Missão não cumprida

Virou uma obsessão para o advogado Antônio Campos a cassação do mandato do prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), que o derrotou em 2016. Ele ajuizou ação contra o prefeito ainda em 2016 e enquanto a justiça não decide as candidaturas de oposição estão aparecendo: Ossésio Silva (PRB), Jorge Federal (PR), Teresa Leitão (PT), Izabel Urquiza (PSC) e Ricardo Costa (MDB).

Sob nova direção

Próximo dia 31, em SP, o ex-deputado Bruno Araújo será eleito para a presidência nacional do PSDB em substituição a Geraldo Alckmin. Seu substituto no comando do partido em Pernambuco vai passar por esses três prefeitos: Raquel Lyra (Caruaru), Joaquim Neto (Gravatá) e Edson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe).