O “campo” voltou a ter voz na Assembleia Legislativa

Coluna Fogo Cruzado – 2 de fevereiro de 2019

Desde ontem, os trabalhadores rurais de Pernambuco voltaram a ter voz na Assembleia Legislativa. O representante será o petista Doriel Barros, que presidiu a Fetape até abril do ano passado. Ele é natural de Águas Belas, na região Agreste do Estado, e sempre trabalhou na agricultura familiar ao lado do ex-prefeito Genivaldo Menezes e de outros colegas de partido. Doriel retomou a cadeira que pertenceu em passado recente ao advogado Romeu da Fonte, que depois foi indicado para o cargo de conselheiro do TCE. Depois de Romeu, o “campo” teve outro representante na Alepe, que foi o deputado Manoel Santos. Ele era natural de Serra Talhada e morreu no exercício do mandato. Agora, após uma pausa de 8 anos, a Fetape conseguiu os apoios necessários à eleição de Doriel Barros, que será a voz do “campo” na casa de Joaquim Joaquim. A mesma Fetape emplacou também o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, numa cadeira de deputado federal. E já se prepara para disputar algumas prefeituras no interior do Estado. Isso é bom para a democracia, para os próprios trabalhadores e também os seus patrões, dado que numa casa pluralista como a Alepe é importante que todos os segmentos da sociedade estejam lá representados.

Eu quero dinheiro!!!

Décio Padilha, novo secretário de Fazenda do governo Paulo Câmara, garante que se Pernambuco não obtiver autorização do governo federal para contrair empréstimo externo vai enfrentar uma quadra muito difícil no que diz respeito à execução de obras.
Sem dinheiro “novo”, o Estado se limitará a pagar a folha e as despesas de custeio.

Voto secreto – Câmara, Senado e Assembleia Legislativa fizeram ontem suas eleições, para a escolha das novas mesas diretoras, por intermédio do voto secreto. É assim que prevê o Regimento Interno e ponto final. Voto secreto é extremamente necessário em certos tipos de votação, como a escolha de membros da mesa e veto presidencial.

A indigência – Além de Renan Calheiros (MDB-AL) ser o mais talentoso senador dos 81 que compõem a Casa, os senadores que tentaram impedir o seu retorno à presidência são de uma indigência política a toda prova. Não foram capazes, sequer, de articular uma chapa de oposição.

Os líderes – Pernambuco não tem ministros no governo Bolsonaro, mas terá várias bancadas na Câmara Federal lideradas por pernambucanos. Daniel Coelho vai liderar o PPS, André de Paula o PSD, Tadeu Alencar o PSB e Augusto Coutinho o Solidariedade.

Ele murchou – Se não tivesse o nome envolvido no chamado “escândalo da rachadinha”, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) seria um dos mais influentes políticos, do Congresso, no governo do pai. A liderança política dele murchou, a ponto de querer “distância regulamentar” dos órgãos de imprensa que cobrem o Congresso.

A origem – É pernambucano do Recife o novo presidente da OAB nacional, Felipe Santa Cruz Oliveira. Ele é filho do “desaparecido político” Fernando Santa Cruz e sobrinho do advogado Marcelo Santa Cruz, e substituirá no cargo o gaúcho Carlos Lamachia.

A vistoria – Que os governos federal e estaduais façam vistorias regulares em viadutos, pontes e barragens sob sua responsabilidade, é de sua obrigação. Agora, não consta que nenhuma barragem do interior de Pernambuco esteja sob ameaça de “estouro”. Jucazinho, que foi citada da relação, está precisando é de água e não de fiscalização.

De baixo – Eriberto Medeiros (PP), presidente reeleito da Assembleia Legislativa, teve uma carreira política meteórica. De modesto agente da Polícia Civil, com presença marcante na Rua da Lama, virou vereador no Recife, deputado estadual e presidente da Alepe. E seu padrinho político é ele próprio.

A ascensão – Milton Coelho, chefe de gabinete do governo Paulo Câmara, ainda não perdeu a esperança de assumir uma cadeira na Câmara Federal depois das eleições municipais. Ele é o 1º suplente da Frente Popular e quem se encontra nesta situação tem sempre a expectativa de assumir.

A troca – Marília Arraes, deputada federal eleita pelo PT, não pensa em trocar de partido para disputar a prefeitura do Recife em 2020. O controle do partido não é dela, e sim do senador Humberto Costa, que defende a permanência do PT na Frente Popular.

Em campo – Desde que foi empossado ontem como deputado estadual, o ex-presidente da Câmara de Garanhuns, Sivaldo Albino (PSB), colocou sua campanha para prefeito nas ruas. Vai medir forças com o candidato do prefeito Izaías Régis (PTB).