Nem mesmo o DEM de Onix se assume como governista

Coluna Fogo Cruzado – 1º de março de 2019

O presidente Jair Bolsonaro trocou o líder do governo na Câmara, saiu o deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO) e entrou a deputada Joyce Halsseman (PSL-SP), porém a base governista no Congresso ainda carece de arrumação. Não se sabe ao certo quantos partidos desejam fazer parte da base governista e muito menos com quantos parlamentares essa base será constituída. Sabe-se de certeza, até agora, que apenas o partido do presidente – PSL – assume-se como governista. Nem mesmo o Partido Democratas (DEM) se assume como tal, malgrado ter sido contemplado com três ministérios (Casa Civil, Agricultura e Saúde) e mais recentemente ter abocanhado as presidências da Câmara e do Senado. É certo que o senador Davi Alcolumbre (AP) e o deputado Rodrigo Maia (RJ) não se tornaram presidentes por serem filiados ao DEM mas o fato de não terem tido a oposição do Palácio do Planalto ajudou bastante. Ambos parecem decididos a ajudar o presidente a aprovar a reforma previdenciária, mas querem também que Bolsonaro faça a sua parte, ou seja, escolha um maestro para comandar a orquestra governista, que é numerosa mas está desafinada.

Vida curta

Desde que Bolsonaro escolheu um deputado de primeiro mandato – Major Vitor Hugo – para liderar a bancada do governo na Câmara Federal sabia-se que o rapaz teria vida curta. Pra lidar com uma base de cerca de 350 deputados, tem ser alguém experiente, traquejado na vida parlamentar e que conheça o Regimento Interno. O major não atende a nenhum desses requisitos.

Sem dinheiro público

Pelo segundo ano consecutivo, o prefeito de Olinda, Professor Lupércio (SD), promete realizar o carnaval sem dinheiro público. Tudo estaria sendo bancado por empresas privadas. O prefeito acertou este ano na ornamentação da cidade, que está um primor.

Quem conhece mais?

Murilo Cavalcanti, secretário de Segurança Urbana da prefeitura do Recife, conhece mais a Colômbia do que o ministro Ricardo Valez (Educação) o Brasil. Murilo já foi 30 vezes a Bogotá e escreveu um livro sobre o sucesso das políticas de combate ao crime naquele país. Velez, ministro da Educação do Brasil, nada conhece sobre o nosso país.

O bolsonarista

otornou-se um dos mais convictos bolsonaristas da Câmara Federal. O pai, que bateu pesado no então candidato do PSL a presidente, decidiu não interferir na atuação parlamentar dos dois filhos que são deputados – Silvinho e João Paulo (Avante).

Luta solitária

Por enquanto, a luta dos deputados Felipe Carreras (PSB) e Alberto Feitosa (SD) contra o leilão do Aeroporto Internacional dos Guararapes no próximo dia 15 não teve repercussão no governo estadual. O governador Paulo Câmara mantém-se afastado da querela.

Qual a alternativa? 

Até agora, a voz mais radical dentro do PT contra a reforma da previdência é a do senador Humberto Costa (PE). Ele não concorda com nenhum dos itens da proposta que foi enviada ao Congresso pelo presidente Bolsonaro. Já os três governadores do partido (BA, PI e CE) não só são a favor da reforma, como vão se empenhar pela sua aprovação.

Tem que dar 

Mesmo tardiamente, Bolsonaro teria chegado à conclusão de que só com o “dando é que recebe” é que aprovará os projetos do governo no Congresso Nacional. Esse negócio de dizer que não troca votos por emenda parlamentar e cargos no governo é bobagem. Ou dá os que os deputados e senadores querem, ou não aprova nem voto de pesar.

Invasão estrangeira

Nunca, antes, na história de Pernambuco, um carnaval foi tão “invadido” por músicas sertanejas (da pior qualidade) e “forró fuleiragem” (expressão criada por José Teles) como o deste ano. Mas o que conforma os pernambucanos é que tudo isso é passageiro. Rodam, rodam, mas não conseguem se livrar das genuínas músicas do carnaval pernambucano, sobretudo as que nos foram legadas por Capiba e Nélson Ferreira.

Olho no olho

Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo Bolsonaro no Senado, ainda não teve aquela conversa “olho no olho” com o presidente para discutir a agenda governamental. Logo na primeira conversa, o presidente chegará à conclusão de que escolheu para a liderança um político hábil, preparado, inteligente, capaz de dar nó em pingo de éter no escuro.

Local inadequado

O plenário da Câmara do Recife é um local inadequado para a sessão de entrega do título de “cidadão” ao vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, no próximo dia 8. É apertado e pouco acolhedor. O presidente Eduardo Marques (DEM) poderia pedir emprestado o auditório do TCE, bem maior e mais confortável.