Justiça põe em liberdade 43 menores da Funase de Abreu e Lima

Por ordem da Justiça, 43 adolescentes da Funase de Abreu e Lima tiveram a liberdade concedida após a realização de um mutirão.

O mutirão teve o objetivo de dar celeridade à avaliação de processos que envolvem internos da unidade, que é administrada pela própria Funase.

Outros centros geridos pela instituição, como o de Jaboatão dos Guararapes, também estão sendo contemplados por audiências concentradas realizadas ao longo do mês de dezembro.

Segundo a assessoria do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, dos 43 liberados, 23 obtiveram a liberdade assistida, ou seja, puderam deixar a unidade e voltar para casa, mas terão que se apresentar à Justiça periodicamente.

Já os outros 20 tiveram a medida socioeducativa extinta. Para avaliar a possibilidade de liberação, o Judiciário leva em conta relatórios produzidos pelas equipes técnicas da Funase sobre o comprometimento dos socioeducandos com as atividades pedagógicas oferecidas no ambiente de cumprimento da medida, como a participação em aulas e em cursos profissionalizantes.

No caso de Abreu e Lima, foram enviados 43 relatórios, o que significa que todos os adolescentes e jovens indicados pela Funase foram avaliados pela Justiça como em condições de obter a liberdade e se reintegrar à sociedade.

As audiências foram presididas pela juíza Maria Amélia Pimentel Lopes, da 1ª Vara Regional da Infância e Juventude da Capital.