JORNALISTA CLÓVIS ROSSI SERÁ ENTERRADO NESTE SÁBADO NA CAPITAL PAULISTA

O jornalista Clóvis Rossi, colunista internacional e decano do jornal “Folha de São Paulo”, que morreu nesta sexta-feira (14), na capital paulista, aos 76 anos de idade, em consequência de complicações decorrentes de um infarto, será sepultado neste sábado naquela cidade.

Rossi estava na “Folha de São Paulo” desde 1980 e fazia parte do seu conselho editorial. Ele escreveu os livros “Clóvis Rossi, Enviado Especial, 25 Anos ao Redor do Mundo” e “O Que é Jornalismo”. Ele morreu em casa, onde convalescia do infarto.

Nascido em 25 de janeiro de 1943, no bairro do Bexiga, em São Paulo, Rossi começou no jornalismo em 1963. Trabalhou nos jornais “Correio da Manhã”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”, com passagens também pela Revistas “Isto É” e pelo extinto “Jornal da República”.

Ele foi correspondente da “Folha” em Buenos Aires e escreveu reportagens em vários países do mundo. O velório é o enterro acontecerão no cemitério Gethsêmani, na zona sul da capital paulista.

BOLSONARO ANUNCIA DEMISSÃO DO PRESIDENTE DOS CORREIOS

Durante café da manhã, com jornalistas, no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (14), o presidente Jair Bolsonaro antecipou que vai demitir o presidente dos Correios, Juarez Aparecido Paula Cunha por comportamento político inadequado.

É que, na semana passada, em audiência pública na Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, Aparecido criticou a privatização da estatal. Bolsonaro comparou a atitude dele à de um sindicalista e criticou o fato de o presidente dos Correios ter tirado fotos com parlamentares de oposição e com sindicalistas do PT e de outros partidos de oposição.

Bolsonaro ficou irritado porque já autorizou a realização de estudos sobre a privatização da empresa, que é uma das mais ineficientes hoje no Brasil. Ela é subordinada ao Ministério das Comunicações, Ciência, Tecnologia e Inovação.

TADEU ALENCAR AINDA ACREDITA QUE ESTADOS E MUNICÍPIOS ENTRARÃO NA REFORMA

O líder do PSB na Câmara Federal, deputado Tadeu Alencar, disse nesta quinta (13) que ainda tem esperança de que o relator da reforma da previdência na comissão especial, Samuel Moreira (PSDB-SP), reinclua os estados e municípios em seu relatório.

Moreira os retirou do texto, por pressão dos próprios deputados, inconformados porque os governadores do Nordeste não moveram uma palha até agora pela aprovação dessa reforma.

“Nossa grande questão, agora, é continuarmos o trabalho para verificar como estados e municípios vão ser introduzidos nessa reforma”, disse o relator, admitindo apresentar um texto complementar até o próximo dia 25.

“Estados podem ser incluídos a qualquer momento. Eles podem ser incluídos ainda na comissão, por um voto complementar, ou podem ser incluídos também no plenário. O processo de negociação liderado pelo nosso presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por um grande entendimento nacional, continua”, declarou Samuel Moreira.

Para o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), o parecer do relator representa a “quase perfeita calibragem na matéria, garantindo uma economia fiscal na casa de R$ 1 trilhão, preservando as pessoas mais humildes e, além de tudo, dando um sinal para a sociedade de os banqueiros também darão a sua parcela de contribuição”.

MILITAR DEVE DEFENDER A SOBERANIA NACIONAL, DIZ O EX-PRESIDENTE LULA

O ex-presidente Lula disse em entrevista à Rede TVT, que foi exibida na noite de ontem (13), que as Forças Armadas existem para defender a soberania nacional e que general que aceita se subordinar a um presidente da República que “bate continência” para a bandeira dos Estados Unidos não merece ser general.

Em resposta, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que participou nesta sexta-feira (14) do café da manhã que o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a jornalistas no Palácio do Planalto, defendeu prisão perpétua para presidentes condenados por corrupção.

O ex-presidente disse também que o STF “tem que ter coragem de assumir papel de guardiã da Constituição” e que o procurador Deltan Dallagnol, que o denunciou à Justiça Federal, “não poderia mais pegar na Bíblia porque mentiu”.

Já o ex-juiz Sérgio Moro, acrescentou, “estava condenado a me condenar porque a mentira havia ido muito longe”. Ele chamou Moro e Dallagnol de “mentirosos” e disse que o procurador da Lava Jato “deveria ter sido preso”.

“Eu estou mais tranquilo hoje por que a minha tranquilidade é daquele que sabe que é honesto. Que sabe que Deus sabe que eu sou honesto. O Moro sabe que eu sou honesto”.

Foi a primeira entrevista do ex-presidente depois que o site “Intercept Brasil” divulgou trechos de conversas entre o procurador e o então juiz sobre a condução da Operação Lava Jato.

Ele disse que o país “pariu essa coisa chamada Bolsonaro” que resultou de uma série de fatores, entre eles o impeachment de Dilma e a deflagração da campanha “Volta, Lula”.

GENERAL FAZ QUESTÃO DE DIZER QUE FOI “DEMITIDO” POR BOLSONARO

Após o Palácio do Planalto confirmar sua saída da Secretaria de Governo da Presidência da República, na última quinta-feira (13), o general Carlos Alberto dos Santos Cruz fez questão de divulgar uma carta esclarecendo que foi demitido pelo presidente  Jair Bolsonaro, que negou nesta sexta-feira (14) que a demissão esteja relacionada com o desentendimento do militar com o escritor Olavo de Carvalho, “guru” dos seus três filhos. 

“Ao presidente Bolsonaro e seus familiares, desejo saúde, felicidade e sucesso”, diz a carta do general, o terceiro ministro a deixar o governo. Os outros foram Gustavo Bebbiano e Ricardo Velez Rodriguez.

Veja a íntegra da carta:

Na oportunidade em que deixo a função de ministro da Secretaria de Governo (Segov) da Presidência da República, por decisão do Excelentíssimo Presidente Jair Messias Bolsonaro, expresso minha admiração e agradecimento:

– A todos os servidores da Segov, pela dedicação, capacidade e amizade com que trabalharam, desejando que continuem com a mesma exemplar eficiência;

– Aos Excelentíssimos Deputados e Senadores, digníssimos representantes do povo brasileiro, pelo relacionamento profissional respeitoso, desejando sucesso no equacionamento e na solução das necessidades e anseios de todos os brasileiros, com especial destaque para o Excelentíssimo Senador Davi Alcolumbre (presidente do Senado Federal) e Excelentíssimo Deputado Rodrigo Maia (presidente da Câmara dos Deputados);

– Aos Governadores e Prefeitos que deram a honra de trazer à Segov suas contribuições;

– À imprensa, de modo geral, pelo profissionalismo que sempre me trataram em todas as oportunidades;

– Às autoridades do Poder Judiciário, Ministério Público e do Tribunal de Contas da União, pela cortesia no relacionamento e nas oportunidades em que tive a honra de travar contato, desejo que sejam sempre iluminados em suas decisões;

– Às diversas instituições e organizações civis, empresas, servidores públicos, embaixadores e todos os cidadãos que travaram contato com o governo por meio da Segov;

– Ao Presidente Bolsonaro e seus familiares, desejo saúde, felicidade e sucesso.

CARLOS ALBERTO DOS SANTOS CRUZ

GENERAL HELENO MINIMIZA SAÍDA DE COLEGA DA SECRETARIA DE GOVERNO

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, negou a saída do general Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo tenha sido fruto de desentendimento com o presidente Jair Bolsonaro.

“Não teve briga, não teve nada. Continua amor, são amigos de 40 anos, continuam a ser amigos”, disse o general Heleno, que trata o presidente de “senhor”, ao passo que Santos Cruz o chamava de “você”.

“O presidente está usando uma metáfora bastante apropriada para a situação: é um casamento, de muito longa duração, mas chegaram à conclusão de que não era mais hora de continuar porque o casamento precisava ser interrompido”, disse o general Heleno.

Na mesma noite, o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros, confirmou a nomeação do general de Exército Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira para o lugar de Santos Cruz. O general Ramos é comandante militar do Sudeste e amigo de Bolsonaro desde quando estudaram juntos na Academia Militar das Agulhas Negras.

PSD CONQUISTA O PASSE DO PREFEITO DE BELO HORIZONTE

Presidido nacionalmente pelo ex-ministro Gilberto Kassab, o PSD acaba de conquistar o passe do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que foi eleito em 2016 pelo PHS.

A filiação ocorreu nesta sexta-feira (14) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais com a presença do próprio Kassab e de outros líderes do partido.

Kalil, que será candidato à reeleição, vai assumir a presidência do PSD de Minas. Ele será apoiado pelo senador Antonio Anastasia, que é o que restou do PSDB mineiro após o ex-governador Eduardo Azeredo e o deputado Aécio Neves terem caído em desgraça.

Kalil chegou a ser convidado pelo então governador de Pernambuco, Eduardo Campos, para se filiar ao PSB mas declinou o convite.

É IMPORTANTE QUE O POVO SAIBA O QUE SE PASSOU NA LAVA JATO, DIZ DILMA ROUSSEFF

Durante palestra proferida na quinta-feira (13) na Universidade de Brasília, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que perdeu a disputa para o Senado em seu Estado natal, Minas Gerais, disse ser importante que o povo saiba o que ocorreu nos bastidores da Operação Lava Jato.

Referia-se à divulgação pelo site “Intercept Brasil” de diálogos entre o procurador Deltan Dallagnol e o então juiz Sérgio Moro, a dupla que denunciou a condenou Lula, respectivamente, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Dilma participou do lançamento do livro “In Spite of You: Bolsonaro and the New Brazilian Resistance”  (Apesar de você; Bolsonaro e a Nova Resistência Brasileira), editado pelo inglês Conor Foley, pesquisador do Centro de Direitos Humanos da Universidade de Nottingham. 

O livro reúne artigos de Dilma, dos ex-ministros Fernando Haddad e Eugênio Aragão sobre o processo de impeachment da ex-presidente.

“Eu estou indo para a China daqui a pouco, mas o (Eugênio) Aragão me fez mudar a rota para Brasília, para estar aqui hoje, o que não é exatamente uma linha reta, mas, como estamos em tempos tortuosos, eu aceitei, com prazer”, disse a ex-presidente.