Humberto denuncia em Buenos Aires “escalada do autoritarismo” no Brasil

Durante reunião do Parlasul, nesta quinta-feira (8), em Buenos Aires, o senador Humberto Costa (PT-PE), denunciou uma “escalada de autoritarismo” no Brasil depois que Jair Bolsonaro (PSL) venceu a eleição presidencial.

Para o senador, as “ideias extremistas” do capitão reformado do Exército “atentam contra o Estado Democrático de Direito e exigem uma vigilância permanente dos países-membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Venezuela)”.

“Não sabemos o que vai acontecer no Brasil depois da posse de Jair Bolsonaro, um militar que deixou o Exército por ter concepções políticas e sociais muito extremas. Agora, temos certeza de que os direitos humanos não serão respeitados. Vivemos um momento político de muito temor por conta de uma pessoa que tem aversão aos direitos humanos”, disse o senador pernambucano.

Ele lembrou aos colegas parlamentares dos outros países que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já declarou que o Mercosul não será prioridade e que Bolsonaro defende abertamente a tortura como método legítimo a ser usado pelo Estado.

“O presidente eleito já afirmou que a ditadura militar no Brasil deveria ter matado 30 mil de pessoas. É um absurdo”, disse o senador. Ele pediu o apoio e a solidariedade dos colegas para que fiquem atentos ao desenrolar dos fatos no Brasil, “que já registra casos de violência e intolerância contra homossexuais, negros, indígenas e professores e estudantes”.