Governadores nordestinos estão preocupados com a reforma previdenciária de Bolsonaro

Reunidos em Brasília nesta quarta-feira (6), os governadores do Nordeste demonstraram preocupação com a reforma da Previdência do presidente Jair Bolsonaro porque ela tende a prejudicar as camadas mais pobres da população.

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara, disse ser a favor da reforma. Até porque Pernambuco tem um déficit de R$ 3 bilhões na sua conta de inativos. Mas gostaria que ele não prejudicasse, por exemplo, os que recebem o Benefício de Prestação Continuada.

Para o governador Camilo Santana (CE), os participantes do fórum compreendem a importância do tema, mas seu conteúdo precisa ser discutido amplamente com a sociedade brasileira.

“Estamos priorizando alguns temas importantes que estão no debate nacional como a reforma da previdência que, apesar de não haver nenhuma representação oficial por parte do Governo Federal, é um tema de grande relevância. Mas, mais do que isso, queremos que ela não prejudique os mais pobres, principalmente os homens e mulheres da área rural, que é a grande maioria do povo brasileiro”, disse o governador cearense.

Na mesma linha, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), diz que seus colegas reconhecem que a questão previdenciária precisa ser priorizada.

“Alertamos, contudo, a necessidade de pontos atinentes à preservação de direitos dos mais pobres, do campo e da cidade, serem melhor debatidos”, declarou.

“Nós consideramos que o déficit tem que ser naturalmente enfrentado, porém, não devem ser os mais frágeis a pagar a conta”, disse Flávio Dino.

Documento assinado por todos os governadores do Nordeste apresenta ainda outros três pontos a serem discutidos nacionalmente. São eles: segurança pública; ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); e retomada da discussão de temas específicos dos estados como a cessão onerosa relativa aos royalties do petróleo e a securitização das dívidas.