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Goldman critica João Doria e depois pede desculpas públicas

O ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), teve um gesto de humildade em relação ao prefeito da capital, João Doria, que o chamado de “improdutivo” e “inútil” no inicio desta semana.

Goldman admitiu ter cometido uma “injustiça” com o prefeito ao afirmar que todas as licitações da Prefeitura de São Paulo eram dirigidas. A acusação foi feita por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais na última sexta-feira (6).

Segundo o ex-governador, “no meu post em que critico a ausência do prefeito João Doria na direção da cidade de São Paulo, cometi um equívoco e, consequentemente, uma injustiça que me cabe, humildemente, corrigir”.

“Baseado em observações pessoais e em decisões do Tribunal de Contas do Município, eu disse que todas as licitações da atual administração eram dirigidas, com editais que já pré determinam as empresas que vão ganhar. Cometi o equívoco ao usar a expressão todas”, disse o ex-governador.

Disse não ter “elementos suficientes” para fazer esta afirmação e que a simples impugnação de licitações pelo TCM “não é suficiente para confirmar o direcionamento”. Admitiu também ter sido “apressado e injusto” com alguns servidores da prefeitura e pediu a eles que o desculpem.

Goldman havia dito anteriormente que a cidade de São Paulo não tem prefeito, e sim um candidato a presidente da República, e foi duramente atacado por João Doria, que o chamou de “fracassado” e “improdutivo”.

O senador José Serra (PSDB-SP) saiu em defesa do ex-governador dizendo o seguinte: “Goldman é um dos homens públicos mais preparados do país. É correto, dono de capacidade invejável de trabalho e de senso crítico rigoroso. Esteve sempre do lado certo. Merece todo o nosso respeito”.

Em vídeo gravado em Belém (PA), no último sábado (7), Doria afirmou que Goldman “viveu a vida inteira na sombra do Orestes Quércia e do José Serra”.

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Inaldo Sampaio