É preciso ir além do combate à corrupção

Coluna Fogo Cruzado – 18 de maio de 2019

Desde que se deflagrou, há cinco anos, a “Operação Lava Jato” por meio da qual foi desbaratada a organização criminosa que assaltava os cofres da Petrobrás havia anos, o Brasil passou a acompanhar com mais interesse a ação de seus órgãos fiscalizadores no combate à corrupção. Até aí, nada a reparar. De fato é preciso jogar duro com os que roubam o dinheiro público, independente de sua condição política, econômica ou social. É o que a “Operação” tem feito, apesar de certos excessos praticados por procuradores e juízes. Como disse acertadamente a ministra Laurita Vaz (STJ) no julgamento do habeas corpus que determinou a soltura do ex-presidente Michel Temer, combate à corrupção, sim, mas “caça às bruxas”, não. É preciso ter em mente que corrupção é também um problema cultural, que não se combate apenas com novas leis e sim com a melhoria do nível da educação. Até porque o Brasil tem leis em vigor para todos os gostos. Corrupção existe, sempre existiu e sempre existirá. É preciso, portanto, ter um olho nela, sem esquecer que o país tem outros problemas graves para resolver nas áreas de educação, saúde, segurança, ciência e tecnologia e infraestrutura. Mãos à obra, pois!

Dedicação exclusiva

A AGU publicou ontem no Diário Oficial da União portaria criando instituindo escritórios regionais de dedicação exclusiva ao combate à corrupção, cada um deles com 100 advogados. Advogados públicos que atuavam em casos de corrupção dispersos por diversas áreas ficarão concentrados nos “Grupos Regionais de Atuação Proativa”.

A sorte do presidente

O governo de Bolsonaro só não está mais desarrumado, politicamente falando, por causa do vice Hamilton Mourão e dos ministros Paulo Guedes (Economia) e Sérgio Moro (Justiça). Os três, cada qual a seu modo, têm procurado consertar as bobagens ditas pelo presidente, tirando-o do rumo belicoso que ele decidiu imprimir ao governo.

Porta-voz do liberalismo

Candidato do NOVO a presidente da República em 2018, o empresário João Almoêdo começou a viajar pelo Brasil atrás de potenciais candidatos a prefeito em 2020. Passou 5ª pelo Recife e na 6ª por João Pessoa. É o mais genuíno representante do pensamento liberal no país, que começou a tomar corpo depois que o PT deixou o poder em 2013.

Cargo cobiçado

Como Caruaru tem mais de 200 mil eleitores e horário político de televisão, cresce o número de interessados em disputar a prefeitura nas eleições do próximo ano. Além dos veteranos José Queiroz (PDT) e Tony Gel (DEM), também deverão entrar no páreo o deputado estadual Delegado Lessa (PR) e o deputado federal Fernando Rodolfo (PR).

Responde, José!

Preso por suspeita de corrupção, o ex-ministro José Dirceu (PT) não dá uma explicação convincente aos brasileiros sobre os motivos que o levaram à prisão. Dizer apenas que recebeu dinheiro de empreiteiras pela prestação de serviços de “consultoria” é muito pouco, sobretudo para quem foi 1º ministro no 1º governo do então presidente Lula.

Pelo braço

O prefeito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), já começou a preparar o candidato à sua sucessão. É o advogado Francisco Padilha, chefe de gabinete da prefeitura. Ele tem circulado pela cidade ao lado do prefeito, que, por razões óbvias, ainda não pôs o bloco na rua. Só pretende anunciar o nome do candidato em abril do próximo ano.

Prestação de serviço

O escritor Olavo de Carvalho resolveu prestar um serviço ao governo Bolsonaro, ao qual mais atrapalhou do que ajudou desde que começou a dar “pitacos” sobre os seus rumos. Ele disse que não pretende mais “se meter” no atual governo após ter-se atritado, desnecessariamente, com os generais Hamilton Mourão, Villas Bôas e Santos Cruz.