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Doria reafirma a empresários paulistas que não é político e sim gestor

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), continua se apresentado ao povo brasileiro como “não político” a fim de tentar viabilizar-se com esse discurso como candidato a presidente da República em 2018.

É uma flagrante contradição um prefeito eleito pelo povo e filiado a um partido político dizer que não é “político”, mas é esperteza do tucano. Ele sabe que a classe política está com o prestígio no fundo do poço e por isso se autoproclama “não político”.

Nesta terça-feira (12), durante um evento de que participou na capital paulista, com a presença de muitos empresários, Doria afirmou que tentou montar na prefeitura de São Paulo uma boa equipe.

“Montamos um time pelas qualidades, e não pela oportunidade política. E onde precisa mudar, mudamos. Aliás, já mudamos quatro”, disse ele. Um dos secretários que foram trocados foi a vereadora Soninha Francine, filiada ao PPS.

Em seguida, para agradar aos ouvidos dos empresários que o ouviam, o prefeito reafirmou mais uma vez sua condição de gestor, e não de político.
“Político não gosta de uma coisa nem de outra. Eu gosto, acordo cedo, trabalho muito, sou dedicado”.

Depois, numa crítica direta ao PT, disse que cresceu na vida trabalhando, e não recebendo propina de quem quer que seja. “Não foi roubando, não foi estilo PT, construindo tríplex, sítio, pedalinho e conta na Suíça. E quem não assistiu, vá ver o depoimento do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, para ver a frieza com que ele conta o volume de corrupção bancado pelo PT durante 13 anos”, disse o prefeito paulistano, que está doido para ser o “antipetista” na eleição do próximo ano.

Por falar no tríplex, advogados de Lula protocolaram ontem (11) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, um recurso contra a sentença do juiz Sérgio Moro, que o condenou a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá (SP).

O recurso tem 490 páginas e, nele, os 12 advogados de defesa alegam que um conjunto de “equívocos” detectados no processo justifica o reexame da pena.

Segundo o texto, o juiz Sérgio Moro nunca teve interesse em apurar a realidade dos fatos e atuou no processo muito mais como acusador do que como magistrado.

“Enquanto o Ministério Público Federal fez 138 perguntas a Lula durante o seu interrogatório, o juiz formulou 347 questões, a maior parte delas sem qualquer relação com o processo”, dizem os advogados.

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Inaldo Sampaio