DORIA COMEÇA A ATRAIR DESCONTENTES COM O GOVERNO BOLSONARO

Pré-candidato a presidente da República em 2022 pelo PSDB, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), começa a atrair para o seu palanque pessoas que votaram em Bolsonaro mas estão descontentes com os rumos do governo. O encarregado de fazer esses contatos é o presidente nacional do partido, ex-deputado Bruno Araújo (PE).

Quem primeiro fez a travessia foi o empresário carioca Paulo Marinho, primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro. Sexta-feira passada (14), ele fez um jantar em sua casa para cerca de 400 pessoas e convidou João Doria para participar. Marinho cedeu as instalações de sua casa em 2018 para a gravação dos programas eleitorais de Bolsonaro.

O jantar em homenagem a Doria assinala seu ingresso no PSDB e a missão, conferida por Doria, de reorganizar o partido no Rio de Janeiro, que já teve até governador (Marcelo Alencar) e hoje está destroçado.

Entre os convidados de Marinho estavam o ex-ministro Gustavo Bebianno e a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

JOAQUIM LEVY PEDE DEMISSÃO DO BNDES

O presidente do BNDES, Joaquim Levy, pediu demissão do cargo neste domingo (16) após o presidente Jair Bolsonaro ter dito que estava “por aqui” com ele (fazendo gestos com a mão direita até o pescoço) por ter nomeado um militante do PT para uma das diretorias do banco estatal.

Segundo Bolsonaro, a nomeação de Marcos Barbosa Pinto, que trabalhou nos governos petistas, o deixou profundamente contrariado, daí ele ter dito que Joaquim Levy estava “com a cabeça a prêmio”.

“Eu já estou por aqui com o Levy. Falei para ele demitir esse cara (Marcos Barbosa Pinto) na segunda-feira (17) ou então eu o demito sem passar pelo Paulo Guedes”, disse o presidente, sábado (15), na porta do Palácio do Alvorada. Pinto assumiria a diretoria de Mercado de Capitais.

Segundo o presidente, o governo não pode ter “gente suspeita”em cargos importantes. “Essa pessoa… o Levy já vem há algum tempo não sendo aquilo que foi combinado e aquilo que ele sabe a meu respeito. Ele está com a cabeça a prêmio já há algum tempo”.

Ao tomar conhecimento da reação do presidente, Joaquim Levy redigiu seu pedido de demissão nos seguintes termos:

Mensagem do presidente do BNDES

Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda.Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas.

Agradeço também, por oportuno, a lealdade, dedicação e determinação da minha diretoria. E, especialmente, agradeço aos inúmeros funcionários do BNDES, que têm colaborado com energia e seriedade para transformar o banco, possibilitando que ele responda plenamente aos novos desafios do financiamento do desenvolvimento, atendendo às muitas necessidades da nossa população e confirmando sua vocação e longa tradição de excelência e responsabilidade.

Joaquim Levy

Ainda na noite do sábado, Barbosa Pinto entregou sua carta de demissão da diretoria de Mercado de Capitais. Ele foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

CEM POR CENTO A GENTE SÓ CONFIA EM PAI E MÃE, DIZ BOLSONARO

Ao ser novamente questionado, neste final de semana sobre novas conversas entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, reveladas pelo site “The Intercept Brasil”, o presidente Jair Bolsonaro disse seu ministro da Justiça foi responsável por “por buscar uma inflexão na questão da corrupção”, mas, mesmo assim, sua confiança nele não é absoluta.

“Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias. Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: confie 100% só em mim e na mãe”, disse o presidente.

ZEMA AINDA ACREDITA QUE ESTADOS E MUNICÍPIOS SERÃO INCLUIDOS NA REFORMA

O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), disse neste final de semana em Belo Horizonte que ainda acredita na reinclusão dos estados e municípios no texto da reforma previdenciária.

A exclusão foi decidida pelo relator da PEC na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), para se vingar do “corpo mole” dos governadores do Nordeste, que não moveram uma palha até agora pela aprovação do projeto.  

“Não deu para incluir os estados e municípios nesse início agora mas com certeza nessas próximas etapas nós seremos incluídos”, disse o governador de Minas.

Segundo ele, “Infelizmente temos muitos governadores que não tiveram uma postura mais incisiva, uma postura mais clara a respeito da questão da previdência. Isso fez com que os relatores da reforma e deputados federais pensassem: ‘não vamos assumir um ônus nos quais os governadores deveriam também estar plenamente comprometidos’. Então, estamos tendo esse momento de tensão, mas estou otimista de que vamos caminhar bem”, afirmou.

ATÉ AGORA, BOLSONARO JÁ DEMITIU TRÊS GENERAIS

Por ser capital da reserva do Exército, muita gente não acreditava que o presidente Jair Bolsonaro tivesse coragem de exonerar generais que ele levou para o governo, mas até agora ele demitiu três: Carlos Alberto dos Santos Cruz (ministro da Secretaria de Governo), Franklimberg Freitas (presidente da Funai) e Juarez de Paula Cunha (superintendente dos Correios).

Santos Cruz supostamente caiu por ter brigado com o vereador Carlos Bolsonaro e o escritor Olavo de Carvalho, Franklimber por incompetência e Juarez Cunha por ter questionado numa audiência pública no Congresso a privatização da estatal.

Ele assumiu a presidência dos Correios ainda no governo de Michel Temer por indicação de Gilberto Kassab, então ministro de Ciência e Tecnologia e Comunicações.

“Eu não queria falar de privatização, até porque não é problema meu, mas tenho de dizer: se privatizarem uma parte dos Correios, que acredito que será do lado bom (que dá lucro), o que tirar daqui vai faltar lá (nos demais municípios), vai faltar do outro lado”, disse Cunha durante a audiência pública.

Dois dias depois, o presidente postou em suas redes sociais: “Serviços melhores e mais baratos só podem existir com menos Estado e mais concorrência, via iniciativa privada. Entre as estatais, a privatização dos Correios ganha força em nosso governo”. Ele disse que o general adotou uma postura de “sindicalista” e por isso resolveu demiti-lo.

DEPOIS DO RECIFE, O VICE-PRESIDENTE RECEBE HOMENAGEM EM PORTO ALEGRE

Uma semana após ter recebido no Recife o “titulo de cidadão”, projeto de autoria do então vereador e hoje deputado estadual, Marco Arélio (PRTB), o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, foi homenageado em Porto Alegre com o título de “cidadão emérito”. O projeto foi de autoria do vereador Valter Nagelstein (MDB).

O título de “cidadão emérito” é concedido a pessoas que nasceram em Porto Alegre e que tenham contribuído para desenvolver a sociedade gaúcha. Segundo Nagelstein, “nos 246 anos de existência desta Casa o general Mourão foi o primeiro vice-presidente da República a visitá-la”.

Compareceram o governador Eduardo Leite (PSDB), o prefeito de Porto Alegre, Nélson Marchezan Jr (PSD), o senador Lasier Martins (PSD), além de vários deputados e vereadores.

Tal qual no Recife, o general também fez em Porto Alegre um discurso telúrico. “Nasci em 1953 no Hospital Moinhos de Vento. O quintal da minha casa era o Parque da Redenção (Farroupilha), foi ali que aprendi a andar de bicicleta, a remar nos barquinhos do lago da Redenção. Me lembro também dos passeios na Rua da Praia e dos bailes da adolescência e reuniões dançantes com as meninas do Instituto de Educação. Essa é a minha Porto Alegre e podem ter certeza: me sinto em casa quando chego a esta capital. Porto Alegre é demais”, disse o vice-presidente.

PAULO GUEDES DIZ QUE RELATOR CEDEU AO “LOBBY” DOS SERVIDORES PÚBLICOS

Repercutiu negativamente na Câmara Federal declarações feitas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo as quais o relator da reforma da previdência na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) cedeu ao “lobby” das corporações do serviço público, daí a economia que estava prevista em R$ 1,2 trilhão, em 10 anos, ter caído para cerca de R$ 900 bilhões.

De acordo com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), Paulo Guedes é um “ingrato” por não ter reconhecido os esforços feitos pelo relator para, com o seu relatório, agregar o maior número de votos possível para a aprovação da reforma.

Guedes afirmou na última sexta-feira (14) que as alterações feitas pela comissão especial da Câmara tinham acabado com a reforma da previdência.

“Se sair só R$ 860 bilhões de cortes, o relator está dizendo o seguinte: abortamos a nova previdência e gostamos mesmo é da velha. Cedemos ao lobby dos servidores públicos, que eram os privilegiados”, disse o ministro da Economia.

Para Rodrigo Maia, o governo Bolsonaro é uma “usina de crises”, sendo que, “desta vez, infelizmente, foi meu amigo Guedes” (o protagonista). Quero saber por que o ministro Guedes assinou uma regra de transição mais flexível no projeto de reforma para os militares”, perguntou o presidente da Câmara.

SÃO JOÃO DE GRAVATÁ COMEÇA SEM NENHUMA OCORRÊNCIA POLICIAL

Tiveram início na última sexta-feira (14) os festejos juninos de Gravatá, cidade serrana que faz uma das maiores festas juninas de Pernambuco.

Segundo o prefeito Joaquim Neto (PSDB), além de a cidade estar tomada por turistas e com quase 100% de sua rede hoteleira ocupada, o ponto alto da festa foi o “clima de paz”, apesar da multidão que se achava presente no pátio de eventos Chucre Zarzar.

A programação foi aberta com shows das bandas Capim com Mel, Amazan e Saia Rodada.

“A melhor coisa é ver a alegria de nossa gente, tanto por poder aproveitar um evento como este, com tranquilidade e segurança, quanto por receber turistas que melhoram a economia de nossa cidade”, disse o prefeito. No sábado, apresentaram-se no pátio de eventos Mano Walter, Fulô de Mandacaru e Galeguinho de Gravatá. E no próximo dia 23, a BANDA PINGA FOGO estará se apresentando naquele município com um repertório genuinamente junino.

PETROLINA ABRE SÃO JOÃO DA CIDADE COM A JUAZEIRENSE IVETE SANGALO

O São João de Petrolina foi aberto na última sexta-feira (14) no pátio Ana das Carrancas com atrações que não podem ser consideradas “juninas”: Ivete Sangalo, que nasceu do outro lado da ponte, em Juazeiro (BA), Luan Santana e Mano Válter.

Após o show de Luan Santana, se apresentaria o cantor Gabriel Diniz, morto há duas semanas num acidente de avião. O prefeito Miguel Coelho (sem partido) subiu ao palco para agradecer ao público presente e reverenciar a memória do cantor mostrando um vídeo com imagens dele num telão para as cerca de 50 mil pessoas que se encontravam no local.

“Ele (Gabriel) não pôde estar conosco, mas seguirá no coração de Petrolina e de todo o Brasil”, declarou o prefeito.

A programação seguiu no sábado (15) com Fabiana Santiago (artista da terra), Magníficos e Jorge de Altinho, que já morou em Petrolina quando era funcionário público estadual.