Consultora da CNI explica reforma tabalhista na Fiepe de Petrolina

A consultora jurídica da CNI, Maria Inez Diniz, participou de um debate na última sexta-feira (7) com empresários de Petrolina sobre a reforma trabalhista aprovada no governo do presidente Michel Temer.

“Eu não vinculo apenas a reforma trabalhista à geração de empregos. Na verdade, o status de pleno emprego existe quando a economia está sadia, as empresas são sustentáveis e as políticas públicas realmente viabilizam empreendimentos”, disse a consultora sobre a Lei 13.467/2017.

Empresários, gerentes, supervisores, advogados e contadores participaram do debate, intitulado “Diálogo Industrial”. Em vigor desde novembro do ano passado, várias empresas ainda não se adequaram às novas modalidades de contratação e muitas dúvidas pairam sobre patrões e trabalhadores.

Maria Inez é advogada trabalhista da CNI e tem viajado o Brasil tirando dúvidas e orientando o empresariado das federações estaduais.

Antes de viajar a Petrolina, ela esteve em Joinville, em Santa Catarina, e Porto Velho, em Rondônia.

“Os empresários estão interessados em saber qual a conduta que devem assumir, quais seus direitos, sua atuação dentro desse novo momento e quais procedimentos deverão adotar para agirem em acordo com a reforma trabalhista. Eles sempre questionam sobre as negociações coletiva e individual, os novos tipos de contrato, quedas de processos burocráticos, os intervalos e jornadas de trabalho”, disse a consultora.

Na busca de informações sobre a nova Lei, a supervisora administrativa da indústria de suco de uva Paluma, Maria Silva, foi um dos que mais fizeram perguntas. Diante disto, o gerente regional da Fiepe, Flávio Guimarães, disse que o tema deverá ser revisitado em 2019 pela Casa da Indústria.

“Nós tivemos 40 pessoas e 21 indústrias aqui e todas elas tiveram algo a perguntar à professora Maria Inez, o que mostra que a Fiepe precisa promover mais diálogos sobre esta reforma trabalhista”, disse ele.