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Osvaldo acusa o governo de tratar o São Francisco com indiferença

osvaldo-coelho - reprodução internet

Mesmo no seu exílio voluntário, em Petrolina, o ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) continua sendo um defensor incansável da preservação do rio Francisco e dos projetos de irrigação que impulsionaram o desenvolvimento na região do vale. Vejam o texto que ele enviou ao Blog:

I) À semelhança do Rio Nilo que é dádiva da natureza para o Egito, o Rio São Francisco é uma dádiva para nossa região semiárida. Durante mais de cinco mil anos o Rio Nilo tem sido a força que movimenta a economia egípcia e o Rio São Francisco, bem aproveitado, deveria ser a força para movimentar a economia do vale.

II) O Rio São Francisco, no semiárido, é vítima do governo da União. A União lhe devota indiferença. Ignora a sua importância, o seu potencial. Exceção ao governo Dutra, ao período revolucionário, ao governo Sarney e Fernando Henrique. O Dutra libertou a região da malária, a Usina de Paulo Afonso e a ponte Petrolina-Juazeiro. O período revolucionário ativou a navegação e a irrigação. Sarney e FHC prosseguiram com a irrigação. Em 1855, no Império, o engenheiro alemão Henrique Halfeld, foi encarregado de efetuar com vistas à navegação desde a cachoeira de Pirapora até a foz, no Atlântico.

III) As 11 barragens a serem construídas para vitalizar o caudal ficaram no papel. O que falta no vale não é chuva. É governo. Não é governo bom. É simplesmente governo.

IV) Enquanto isto o rio emagrece. Definha. Tira o sono dos ribeirinhos, enquanto o governo dorme em Brasília.

V) O que acontece não é problema regional. É nacional. Tem dinheiro para Cuba, para campo de futebol, para a África, para trem bala, para a corrupção. Não tem dinheiro para dar vida ao Rio São Francisco. Um basta a tanto descaso.

VI) O governo deve ter mil olhos, não deixar de investir para populações mais fracas. Urge reativar a navegação. A irrigação é responsável pela inserção das nossas frutas no mercado internacional.

VII) O potencial para a piscicultura, para a irrigação, para a navegação, para o turismo e para a energia é enorme.

VIII) Contudo, hoje para o rio o que é enorme é a indiferença.

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União trata o São Francisco com indiferença, diz Osvaldo Coelho

Osvaldo Coelho - foto Jornal Tabira - Reprodução

Mesmo no seu exílio voluntário, em Petrolina, o ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) continua sendo um defensor incansável da preservação do rio Francisco e dos projetos de irrigação que impulsionaram o desenvolvimento na região do vale. Vejam o texto que ele enviou ao Blog:

I) À semelhança do Rio Nilo que é dádiva da natureza para o Egito, o Rio São Francisco é uma dádiva para nossa região semiárida. Durante mais de cinco mil anos o Rio Nilo tem sido a força que movimenta a economia egípcia e o Rio São Francisco, bem aproveitado, deveria ser a força para movimentar a economia do vale.

II) O Rio São Francisco, no semiárido, é vítima do governo da União. A União lhe devota indiferença. Ignora a sua importância, o seu potencial. Exceção ao governo Dutra, ao período revolucionário, ao governo Sarney e Fernando Henrique. O Dutra libertou a região da malária, a Usina de Paulo Afonso e a ponte Petrolina-Juazeiro. O período revolucionário ativou a navegação e a irrigação. Sarney e FHC prosseguiram com a irrigação. Em 1855, no Império, o engenheiro alemão Henrique Halfeld, foi encarregado de efetuar com vistas à navegação desde a cachoeira de Pirapora até a foz, no Atlântico.

III) As 11 barragens a serem construídas para vitalizar o caudal ficaram no papel. O que falta no vale não é chuva. É governo. Não é governo bom. É simplesmente governo.

IV) Enquanto isto o rio emagrece. Definha. Tira o sono dos ribeirinhos, enquanto o governo dorme em Brasília.

V) O que acontece não é problema regional. É nacional. Tem dinheiro para Cuba, para campo de futebol, para a África, para trem bala, para a corrupção. Não tem dinheiro para dar vida ao Rio São Francisco. Um basta a tanto descaso.

VI) O governo deve ter mil olhos, não deixar de investir para populações mais fracas. Urge reativar a navegação. A irrigação é responsável pela inserção das nossas frutas no mercado internacional.

VII) O potencial para a piscicultura, para a irrigação, para a navegação, para o turismo e para a energia é enorme.

VIII) Contudo, hoje para o rio o que é enorme é a indiferença.

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Comitê do São Francisco realiza visita técnica ao canal da transposição

Marcones Sá - reprodução internet

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, através da Câmara Consultiva Regional, realizará nos dias 2 e 3 de dezembro próximos a sua sexta e última reunião do ano na Câmara Municipal de Salgueiro (PE).

No primeiro dia, está prevista uma visita técnica ao canal de transposição do rio no trecho que liga as cidades de Cabrobó a Salgueiro, ambas no sertão pernambucano, cujos prefeitos Auricélio Torres e Marcones Sá pertencem ao PSB.

Já no dia 03, acontecerá um debate sobre os resultados da reunião com o setor elétrico, ocorrida no ultimo mês de outubro, em Salvador (BA) e sobre os projetos do governo federal para construção de novas barragens no submédio São Francisco.

Além disso, será definido o calendário de atividades do Comitê para o ano de 2015. A programação dos dois dias está marcada para ter início às 8 horas.

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco é um órgão colegiado, integrado pelo poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água, cuja finalidade é realizar a gestão descentralizada e participativa dos seus recursos hídricos na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável.

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Petrolina participa no Equador de Encontro Internacional de Boas Práticas

Júlio Lossio - reprodução internet

Petrolina foi convidada para participar na cidade de Cuenca, no Equador, ao longo desta semana, de um Encontro Internacional de Boas Práticas de cidades intermediárias.

Para representar o município neste evento, o prefeito Júlio Lossio (PMDB) designou o secretário de Desenvolvimento Econômico e Agrário, Jorge Assunção.

Participam do evento representantes de cerca de 30 cidades da Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Costa Rica, México e Brasil, além de municípios alemães.

O encontro propõe um intercâmbio de Boas Práticas de Gestão entre os vários municípios e ações que possam ser replicadas visando ao desenvolvimento urbano sustentável.

O secretário Jorge Assunção disse o seguinte antes de embarcar: “Espero, ao final do evento, levar para nossa gestão mais experiência e conhecimentos para multiplicar boas práticas de gestão com nossa equipe e melhor atender às necessidades do nosso município”.

O secretário municipal vai apresentar no encontro as ações de qualificação profissional feitas em parceria com o Governo Federal (Pronatec), com as entidades do sistema “S” (Sesi, Senac, Senai e Sebrae) com o Instituto Federal de Educação.

Apenas duas cidades brasileiras foram selecionadas para o encontro por atenderem ao perfil econômico sugerido: Petrolina (PE) e Jundiaí (SP).

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Petebista denuncia paralisação das obras da maternidade de Santa Filomena

adalberto_cavalcanti_foto_joao_bita_alepe

O deputado estadual e federal eleito Adalberto Cavalcanti (PTB) pediu explicações ao Governo do Estado, nesta terça-feira (25), por meio de discurso na Assembleia Legislativa, sobre a paralisação das obras da maternidade de Santa Filomena, no Sertão do Araripe.

O petebista acrescentou que diversas cidades receberam verbas do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) para a realização de obras, sendo que a grande maioria delas não foi concluída.

Ele quer saber que a causa da paralisação foi o não repasse dos recursos por parte do Governo do Estado ou se o responsável é a própria prefeitura.

Adalberto Cavalcanti foi prefeito de Afrânio, reside em Petrolina e nas últimas eleições foi o deputado federal mais votado no município.

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Arcoverde vai ganhar seis novos cursos superiores

Madalena Britto - divulgação

O vice-prefeito Wellington Araújo (PTB) anunciou nesta terça-feira (25) durante a abertura do XI Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão do Centro de Ensino Superior de Arcoverde que a autarquia municipal de ensino (AESA) vai criar mais sete cursos a partir de 2015, entre os quais Engenharia Civil, Arquitetura, Farmácia, Psicologia, Fisioterapia, Analise de Desenvolvimento de Sistema e Gestão Comercial.

O vice esteve na solenidade representando a prefeita Madalena Britto (PTB), que não pôde comparecer.

Sua fala foi recebida com surpresa por muita gente porque a Faculdade de Odontologia da UPE instalada no município em 2013 está em vias de fechar as portas por absoluta falta de professores (e consequentemente de aulas).

De acordo com o diretor da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, Franklin Freire, o curso de Gestão Comercial terá apenas dois anos de duração.

“Ele já está em análise no Conselho Estadual de Educação e os demais estão com os projetos sendo encaminhados em dezembro para um possível vestibular em julho de 2015”, afirmou.

Recentemente, a AESA deixou de cobrar taxa de vestibular e a consequência disto, em apenas 10 dias, foi a inscrição de 800 candidatos.

O Congresso ocorrerá nas dependências da AESA até o dia 27 com uma programação de mais de 50 atividades, incluindo roda de conversas, minicursos, palestras, exposições e grupos de trabalho, além de apresentações culturais no encerramento de cada dia.

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Prefeito de Sertânia é o único alvo do PSDB (até agora)

betinho_gomes_foto_moises_barbosa_Alepe

O prefeito de Sertânia, Guga Lins, filiado ao PSDB, poderá ser excluído do partido por não ter votado nos seus candidatos nas eleições de outubro último.

De acordo com decisão da executiva estadual do partido, caberá ao secretário-geral, deputado federal eleito, Betinho Gomes, fazer o levantamento dos infiéis para em seguida enviar os nomes para o Conselho de Ética.

Guga Lins, por questões da política local, votou em Dilma Rousseff (PT) para presidente e no senador Armando Monteiro (PTB) para o Governo do Estado.

Isso porque o seu opositor no município, que é o deputado estadual reeleito Ângelo Ferreira (PSB), apoiou Aécio Neves (PSDB) para presidente no segundo turno (Marina Silva no primeiro) e Paulo Câmara (PSB) para o Governo do Estado.

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Prefeito de Serra desmente perseguição a Inocêncio Oliveira

luciano duque - foto reprodução da internet

Por meio de nota oficial, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), negou conotação política na decisão da justiça de determinar a reintegração de posse de um terreno onde está instalada a antena da Rádio “A Voz do Sertão” de propriedade de familiares do deputado Inocêncio Oliveira (PR).

Eis a íntegra da nota:

Diante de matéria que circulou na imprensa a respeito da decisão da justiça, sobre a reintegração de posse do terreno onde está instalada a antena da Rádio “A Voz do Sertão FM”, em favor da Prefeitura de Serra Talhada, e buscando dar maior transparência a todo caso, o Governo Municipal faz questão de explicitar ao público todo o caso.

1 – Em momento nenhum o Governo de Serra Talhada agiu com intenções de prejudicar o meio de comunicação (Rádio a Voz do Sertão), pois reconhece sua utilidade pública e o respeita como formador de opinião e instrumento de aproximação da comunidade com os poderes constituídos, tanto que, o próprio Governo Municipal é cliente da emissora e também faz uso do seu espaço para se comunicar com a população, logo, registra-se aí o apreço que tem pela emissora e por todos que a compõe.

2 – É estranho os dirigentes da Rádio dizerem ter sido pegos de surpresa sobre a decisão da Justiça, por diversos motivos, entre eles por que o Governo de Serra Talhada, desde agosto de 2013, negocia com os proprietários da Rádio a desocupação do terreno e explicando que a área será usada para construção de um CIE (Centro de Iniciação ao Esporte), um empreendimento do Governo Federal no valor de aproximadamente R$ 4 milhões, que trará benefícios para jovens de toda cidade, inclusive para jovens com deficiência, já que no local funcionará um Centro de Excelência Esportiva na preparação de novos talentos olímpicos e paraolímpicos. Mesmo com toda esta alegação, não conseguiu fazer com que os proprietários da emissora dessem sinais de que pretendiam resolver a demanda e ainda, a decisão judicial em favor da Prefeitura de Serra Talhada foi emitida para os interessados desde agosto passado.

3 – Diversas negociações verbais foram mantidas com os interessados (Prefeitura e dirigentes da Rádio A Voz do Sertão) e em todas as ocasiões a Prefeitura sempre acenou com a liberação de outro terreno para colocação da antena em questão. Em momento algum os dirigentes da Rádio demonstraram interesse em atender às solicitações do município.

4 – Preocupado em não perder o investimento do CIE e, diante da necessidade de apresentar ao Ministério do Esporte a titularidade de uma área onde será construído o equipamento, até o dia 15 do próximo mês de dezembro, sob pena de perder tal investimento, trazendo prejuízos incalculáveis para população, a Prefeitura, sem conseguir uma resposta favorável dos outros envolvido, não teve outra solução a não ser apelar para justiça, pois, cientes dos seus direitos, e certos de que busca o bem coletivo, acreditava, como de fato aconteceu, em uma decisão favorável.

5 – Por 37 anos o terreno foi usado em favor da Rádio “A Voz do Sertão”, sem ônus. Fruto de uma doação irregular, nunca concluída legalmente e, mesmo assim, o Governo do Município em momento nenhum se negou a disponibilizar uma outra área, provando o respeito que nutre pela emissora e pelo seu trabalho Não obtendo uma resposta em tempo hábil, e, antes que tal comportamento viesse prejudicar toda a população, apelou para os meios legais.

6 – O gerente da Rádio, Sr. Marcos Oliveira, juntamente com o secretário executivo de Esportes do município, Sr. Vinicius Feitosa, visitaram áreas onde instalar a antena. Na ocasião, o próprio gerente escolheu uma área que a prefeitura conseguiu liberar, no entanto, nem assim a transferência do equipamento foi feita, o que é lamentável, pois diante do que foi exposto, existe um prazo para que o município habilite-se no projeto do CIE e seria lamentável que se perdesse tal investimento por falta de definição de uma das partes envolvidas na questão.

7 – Mais uma vez, o Governo de Serra Talhada reitera seu respeito e admiração pela primeira emissora de Rádio do município, como também por todos os profissionais que fazem parte deste grupo de comunicação e tem certeza, por tudo que conhece de cada um, que também eles almejam e desejam a instalação do Centro de Iniciação ao Esportes em Serra Talhada, assim sendo, resta juntar forças para realização deste sonho, que passa pela boa vontade dos dirigentes da emissora.

8 – Estaremos sempre abertos ao diálogo e prontos a cumprir a legalidade. O Governo de Serra Talhada defende apenas os interesses da sua população, sem em momento algum pensar em prejudicar qualquer segmento da sociedade. Às vezes, na busca pela legalidade, algumas ações podem parecer mais duras, no entanto, o bem a ser alcançado é infinitivamente maior que os interesses individuais.

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Odacy propõe conselho para acompanhar o Canal do Sertão

odacy amorim - foto rinaldo marques-alepe

O deputado Odacy Amorim (PT-PE) reuniu-se ontem com moradores do distrito de Rajada (Petrolina) para começar a discutir a construção do “Canal do Sertão”, obra que resolverá em definitivo o problema de água na região.

Como o Canal deverá passar pelas terras do distrito, Odacy, que nasceu lá, propôs a formação de um “conselho de nativos” para acompanhar a evolução da obra.

Na última semana, técnicos da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) estiveram na área para iniciar o processo de delimitação das áreas e posteriormente, negociar futuras indenizações com a população nativa local.

“Minha maior preocupação é garantir as futuras gerações o desenvolvimento sustentável da região, por isso estivemos nesta reunião que marca o início do aprofundamento das discussões do projeto. A reunião teve a presença de muita gente da comunidade que estará atenta a todas as etapas do projeto e nós vamos acompanhar também de perto”, afirmou o parlamentar, futuro candidato a prefeito de Petrolina em 2016.

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Pároco de Ingazeira critica uso das emissoras católicas para pedir votos contra Dilma

Padre Luizinho - reprodução internet

O padre da paróquia de Ingazeira, Luiz Marques, conhecido no Pajeú como “Padre Luizinho”, natural de São José do Egito, usou sua conta no “facebook” para criticar o uso das emissoras católicas para combater a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Em agosto deste ano, durante evento de que o editor deste Blog participou, lá mesmo em Ingazeira, o padre fez o seguinte alerta ao prefeito Luciano Torres (PSB):

“O candidato de vocês (Paulo Câmara) pode até ganhar a eleição aqui no Pajeú, mas o voto de Dilma ninguém tira. O povo pobre, que é maioria, votará nela de novo porque aprova os programas sociais do governo federal”.

Premonição de quem convive com o povo e sabe interpretar os seus sentimentos. Paulo Câmara, de fato, ganhou a eleição em Pernambuco com 68% dos votos válidos. Mas o candidato dele no segundo turno, Aécio Neves (PSDB), perdeu para Dilma em Pernambuco por 29% a 71%.

Veja o que o padre postou em seu “facebook”:

I) Terminada as eleições, passado o momento de tensões que é próprio desse tempo, no coração do poder político, Congresso Nacional e Poder Executivo, trava-se agora uma luta efervescente entre situação e oposição que também é normal num sistema democrático.

II) Gostaria apenas de expressar minha opinião e sentimentos que me despertaram durante o pleito sobre a atitude equivocada e pretensiosa de alguns sacerdotes que têm programas televisivos em redes católicas, rádios e também inserções em redes sociais, sobretudo aqueles que vivem ofuscados pelas luzes da fama efêmera e ilusória.

III) Refiro-me a canais de televisão de nossa Igreja que não ficaram atrás das demais emissoras que, orquestradamente, escolheram um lado, talvez pensando que o povo inteiro iria atender todos os seus apelos.

IV) Quando um sacerdote diz: “O católico que votar em D vai pro inferno”, outro que diz “onde estão as vozes proféticas do Brasil?”, outro diz ainda que “a Igreja está em perigo se ‘A’ não vencer e será uma grande perda para o Brasil”, etc.

V) Enfim, muitos desses meus colegas, através de pregações, declarações e postagens, usaram do aceno que ainda têm na mídia católica para que, de forma pretensiosa e com orientação teológica recheada de traços medievais, desassociados da realidade
realidade e do sentimento do povo, metessem medo nos que porventura escolhessem a candidata renegada por eles.
VI) A forma de como estes colegas se colocaram e logo era repetido pelo mesmo segmento nas redes sociais, leva-me a lembrá-los que eles não representam e nem expressam o modelo, o jeito e a identidade da maioria dos presbíteros brasileiros.

VII) Lembrem-se de que somos diversos, em lugares e comunidades com características incomuns a à de vocês.

VIII) Somos do Sertão do Pajeú, do semiárido nordestino, onde este povo ímpar em sua expressão cultural, religiosa e política tem inteligência e também tem seus pastores, em sua maioria nativos que estudaram como vocês, conhecem e estão em comunhão profunda com a Igreja e seus anseios atuais.

IX) Portanto, somos do mesmo tamanho. Talvez a diferença é por que muitos de vocês estão imbuídos do mundo da fantasia, embebidos pela luz das câmaras ou dos palcos, que basta serem apagadas que pode levá-los a uma profunda crise vocacional.

X) O lugar onde vivemos é o Brasil real. Quando um de vocês diz: “As vozes proféticas do Brasil se calaram”, tudo porque não se posicionaram diante dos casos de corrupção. Estão também equivocados, pois não existe nenhuma instituição no Brasil que, ao longo de seus 50 anos, tem combatido com todo vigor a falta de ética e de moral na política do país.

XI) Na verdade, o que não vemos é vocês e tais canais se empreenderem nessa luta que a CNBB, a OAB e vários movimentos eclesiais abraçaram. Logo percebo que a indagação do Padre Paulo Ricardo talvez fosse porque a Igreja do Brasil não tenha oficialmente recomendado votos ao candidato tucano (Aécio Neves).

XII) Não sou petista, não defendo nenhum partido. Em nossa história de Igreja aqui (no Pajeú) sempre nos opusemos à corrupção e à política pequena que instrumentaliza o povo. Mas nós, que convivemos diariamente com a realidade concreta do nosso povo, podemos diferenciar o tempo em que nossas Casas Paroquiais viviam constantemente cheias de pessoas atrás de comida, passagem, remédios, roupas, etc.

XIII) Isto não existe mais. E é falso dizer que só foi por causa do Bolsa Família. Os tantos programas, tais como Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, Seguro Safra, Pronaf, Ciência sem Fronteira, cotas estudantis, FIES, etc, contribuíram para que este povo fosse incluído, considerado gente. Isto não é favor, é conquista de uma gente que há 500 anos vivia sob domínio dos coronéis, sem ter autonomia nem liberdade.

XIV) Existe corrupção, desvio de conduta, falta de ética (impregnada na formação do povo brasileiro), mas nossa Igreja, pelo menos a que está no Sertão do Pajeú, não está sendo conivente. Entretanto, os vários programas sociais implantados não são obras de ficção científica, eles existem. As pessoas nos últimos 12 anos têm o que nunca tiveram e é bom lembrar que aqueles que optaram por Dilma não foram só os contemplados com tais programas.

XV) Muita gente quer mudança, mas não necessariamente mudança de pessoa, os que queriam já foram do poder e não desenvolveram nenhuma política de inclusão verdadeira. Todas estas conquistas levaram o povo mais humilde dessa região a reconduzir a presidente Dilma ao poder. O que devíamos fazer? Ficar contra o povo de Deus, só para satisfazer o ego de alguns que têm um modelo de Igreja desassociado da realidade da vida do povo?

XVI) Não sou a favor da perpetuação no poder nem de um partido nem de um grupo. A alternância de comando é importante e fortalece a democracia, mas para que isso aconteça não basta só dizer que “vai pro inferno” quem votar em A ou em D.

tem que comer do que comemos,

tem que provar do que provamos,

tem que passar nessas estradas,

tem que andar com quem andamos,

tem que rezar, suar e crer

pra ver o dia amanhecer,

tem que amar o que amamos…

Fraternalmente seu colega, Padre como vocês, da Igreja que está no Sertão do Pajeú,

Pe. Luisinho