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Câmara ainda tem muita gordura para queimar

Coluna Fogo Cruzado – 27 de março

Devido à crise que aflige Pernambuco, Paulo Câmara não conseguir resgatar suas principais promessas de campanha

O governador Paulo Câmara iniciou pelo Sertão o seminário “Pernambuco em ação” com o qual percorrerá todo o Estado até o final do mês de maio. Passou, sucessivamente, por Afogados da Ingazeira, Petrolândia e Arcoverde e, diferentemente do que se esperava, recebeu tantos elogios dos correligionários que até parece que Pernambuco não foi afetado pela crise. Aliás, nesses dois anos e três meses de gestão o governador pouco fez pelo Estado não por falta de vontade e sim pela conjuntura adversa. Isso o impediu, por exemplo, de resgatar suas principais promessas de campanha, entre elas construir 4 novos hospitais, dobrar o salário dos professores e duplicar a BR-232 de São Caetano a Cruzeiro do Nordeste. No entanto, ele quase não ouviu cobranças no Sertão sobre a palidez administrativa do seu governo, salvo na área de segurança. É a prova de que sua imagem continua positiva e que ainda tem muita gordura para queimar até 2018.

Todos de um lado só

O esforço do PSB para pôr num lado só todos os seus aliados deu errado em Serra Talhada e em Ipojuca. Na 1ª, houve a junção artificial em 2012 dos deputados Sebastião Oliveira (PR) e Augusto César (PTB). O PT furou o cerco e conquistou a prefeitura (Luciano Duque). Na 2ª, forçou-se também em 2016 a união dos ex-prefeitos Pedro Serafim (PDT) e Carlos Santana (PSDB). Ganhou Romero Sales (PTB). Apesar disto, o governo está tentando cooptar o prefeito de Floresta, Ricardo Ferraz (PRP), que nunca foi da Frente Popular. Ouvido, o deputado Rodrigo Novaes (PSD) disse que “todos são bem vindos no palanque de Paulo Câmara”.

Travessia – Armando Monteiro (PTB) encontrou-se em SP com Geraldo Alckmin (PSDB) e assim ampliou ainda mais o seu distanciamento do PT. A aliança do senador com os petistas de Pernambuco foi “conjuntural”, e não “ideológica”, e esgotou-se em 2016.

Campanha – Como homem mais forte da prefeitura do Recife depois do prefeito Geraldo Júlio, (PSB), o secretário Sileno Guedes (governo) está montando sua eleição para deputado estadual com apoio de vários vereadores e um “exército” de suplentes.

Ataque – Lula tem coragem de mamar em onça. Chamou a operação Lava Jato de “a coisa mais sem vergonha” que já foi feita no Brasil, ignorando que ela tem o apoio de 90% dos brasileiros. O deputado Sílvio Costa foi testemunha do desabafo lulista.

Adiamento – O ex-deputado Pedro Corrêa aguarda ordem médica no Recife para submeter-se a uma cirurgia de coluna. A cirurgia seria realizada na semana passada. Mas, devido a uma infecção urinária, foi adiada. O juiz Sérgio Moro está sendo avisado de tudo por meio do advogado Fábio Neto, filho do ex-parlamentar.

Abuso – Cresce o apoio do Congresso ao projeto de lei que trata do “abuso de autoridade” depois que o delegado Marcelo Grillo (PF) mobilizou 1.100 colegas para deflagrar a operação “Carne fraca”, que deu um prejuízo ao Brasil que ainda não foi calculado.

Extinção – Relator da comissão especial da reforma política na Câmara dos Deputados, Vicente Cândido (PT-SP) incluiu em seu parecer a extinção do cargo de vice. Dando-se o impedimento do presidente da República, do governador e do prefeito, diz ele, assumiria o presidente do Poder Legislativa e se marcaria nova eleição para 90 dias.