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Recife ganhará mais um voo internacional ainda este ano

O Recife ganhará ainda este ano mais um voo internacional, desta vez para Bogotá, capital da Colômbia. O anúncio será feito nesta segunda-feira (14) pelo governador Paulo Câmara no Palácio do Campo das Princesas. Semana passada, anunciou-se que Pernambuco terá um voo direto para Munique, na Alemanha, a partir de setembro. O voo para Bogotá será operado pela Avianca, que já faz esta linha há vários anos saindo de Fortaleza.

A região metropolitana de Bogotá é quarta mais populosa da América do Sul (8,5 milhões de habitantes), superada apenas por São Paulo, Rio de Janeiro e Buenos Aires.

Hoje, o Recife conta com 11 voos diretos para diferentes cidades do mundo, a saber: Lisboa (TAP), Montevidéu (GOL), Buenos Aires (LATAM e GOL), Cabo Verde (TACV), Frankfurt (Condor), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Miami (Latam), Milão (Meridiana), Orlando (Azul) e Munique (Condor).

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Destemperada da USP pede a Trump que interfira na Venezuela

A professora de Direito Penal da USP, Janaína Paschoal, que virou “celebridade nacional” após ter subscrito o pedido de impeachment da então presidente Dilma Rousseff junto com o também professor e ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, enviou mensagens (vejam só!) ao presidente Donald Trump (EUA) pedindo a interferência dos Estados Unidos na Venezuela.

Segundo ela, que considera os Estados Unidos a “polícia do mundo”, se Trump nada fizer para conter o ímpeto autoritário do presidente Nicolás Maduro poderá ser responsabilizado por “omissão”.

A professora escreveu também no seu twitter que os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff são “profundamente responsáveis pela ditadura estabelecida na Venezuela”, referindo-se ao apoio que sempre foi dado pelo PT ao governo do vizinho país desde à época do presidente Hugo Chávez.

A professora “uspiana” enviou 10 mensagens ao presidente norte-americano, que, tendo mais o que fazer, não respondeu nenhuma delas.

A primeira teve a seguinte redação: “Presidente Trump, meu nome é Janaína Paschoal. Eu sou um dos advogados que pediram o impeachment da Presidente Dilma. Como você sabe, Senhor presidente, Leopoldo Lopez e outros líderes opositores foram presos de novo. O que você vai fazer?”, pergunta ela.

Ela diz também que “as sanções que o seu governo impôs (a governo venezuelano) não são suficientes” e que Trump, se nada fizer, pode ser responsabilizado por “omissão”.

Estranho que uma professora da USP defenda a interferência dos EUA em assuntos internos de outro país e que queira responsabilizar Donald Trump “por omissão”. Se lesse sobre o que os EUA fizeram em 1964 para derrubar o governo do presidente João Goulart, no Brasil, não teria fazendo essa bobagem.

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Pernambuco passa a contar com 11 voos internacionais

A partir do dia 7 de novembro, Pernambuco ganhará mais um voo internacional, elevando para 11 as rotas que o ligam ao exterior. A empresa Condor voará para a cidade de Munique, na Alemanha, capital da Baviera, um dos principais centros econômicos, políticos e culturais do país.

De acordo com o secretário do Turismo de Pernambuco, deputado Felipe Carreras, o voo será operado por um Boeing 767/300 e disponibilizará classe executiva, comfort e econômica.

A frequência será semanal, saindo de Munique sempre as segundas, e do Recife na terça. Com essa nova rota de ligação com a Alemanha, o voo de Frankfurt, que hoje sai do Recife às terças-feiras, passará a sair na quarta.

Com mais esta rota para a Europa, Pernambuco passa a ter 11 voos internacionais, o que representa a maior conquista na história da aviação comercial de Pernambuco.

O Estado está conectado aos seguintes destinos: Lisboa (TAP), Montevidéu (GOL), Buenos Aires (LATAM e GOL), Cabo Verde (TACV), Frankfurt (Condor), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Miami (Latam), Milão (Meridiana), Miami (Latam) e Orlando (Azul).

Por outro lado, em comemoração ao 1º aniversário da implantação do Hub da Azul, em Pernambuco (ligação do Recife com mais 12 cidades), a Empetur promoveu uma ação durante um voo da companhia de São Paulo para a capital pernambucana.

Os 118 passageiros que voaram de Campinas para o Recife receberam o kit “Boa viagem ao coração do Nordeste” composto de encosto de pescoço, máscara de dormir e cartão de agradecimento personalizados.

Durante o voo, uma comissária de bordo fez uma apresentação sobre a parceria entre a Azul e Pernambuco. A apresentação dela foi gravada e disponibilizada nas redes sociais.

Partindo do Recife, a Azul tem vôos para Brasília, Belém, João Pessoa, Petrolina, Juazeiro do Norte, Campina Grande, São Paulo (Congonhas), Curitiba, Goiânia, Ilhéus, Porto Seguro e Presidente Prudente.

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PSB recusa-se a dar apoio ao governo de Nicolás Maduro

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) recusou-se a externar sua solidariedade ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que enfrenta uma onda de protestos em seu país por ter convocado uma Constituinte que poderá mantê-lo no poder mais fortalecido. O PSB tem como presidente o pernambucano Carlos Siqueira.

Já o PT, o PCdoB e o PDT defendem a permanência do governo chavista. Na última quarta-feira (19), petistas e comunistas subscreveram em Manágua, capital de Nicarágua, a resolução final do 23º encontro do “Foro de São Paulo”, organização que reúne diversos partidos de esquerda da América Latina e do Caribe.

O texto defende a elaboração de uma nova Constituição (tal como quer Maduro), exalta o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e diz que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”.

A solidariedade do PT ao governo de Maduro foi externada na ocasião pela senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do partido. Já Ana Prestes (PCdoB), da Fundação Maurício Grabois, afirmou que “nosso apoio ao Maduro é total”.

O PDT não enviou representante à Manágua mas, por meio do seu presidente nacional, Carlos Lupi, disse o seguinte: “Nós apoiamos a autonomia do povo venezuelano de decidir o seu destino. Condenamos atos de violência, mas pontuamos que, no caso da violência, ela vem dos dois lados”.

Oficialmente, o “Foro de São Paulo” tem sete partidos brasileiros inscritos: PT, PDT, PCdoB, PCB, PPL, PSB e PPS. A maioria deles, porém, deixou de enviar representantes ao evento nos últimos anos.

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Redução do número de parlamentares no Brasil

Por: *Maurício Costa Romão

Como parte das reformas que intenta levar a cabo no seu mandato, o novo presidente francês, Emmanuel Macron, propôs a redução de 1/3 no número de parlamentares no país (de 577 deputados para 192 e de 348 senadores para 116).

No Brasil, em um momento de graves crises superpostas e de um completo desencanto do eleitorado com o “establishment”, principalmente com a classe política e o Legislativo, a iniciativa do mandatário francês encontrou imediato eco na população, que passou a almejar medida semelhante por aqui.

Na verdade o assunto já está sendo tratado no Senado Federal. Dormita na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, desde de março deste ano, a PEC 106/2015, de autoria do senador Jorge Viana (PT-AC), que reduz em um terço o número de senadores e em 25% o número de deputados federais. Os senadores diminuiriam de 81 para 54 e o de deputados de 513 para 385.

No site do Senado, até o dia 12 de julho deste mês, os internautas favoráveis à redução sugerida na Proposta somavam 1,3 milhão, contra menos de 8 mil contrários.

Na justificação da PEC, o autor relembra que a Câmara dos Deputados, hoje com 513 membros, já teve apenas 289 parlamentares na legislatura de 1946 e

“Não obstante, não há como afirmar que o crescimento da Câmara dos Deputados foi fator determinante para a melhora de nossa representação”.

No caso do Senado, o propositor argumenta que nem as dimensões continentais (cita, por exemplo, para comparação, os Estados Unidos, que só têm dois senadores por estado) nem a complexidade social do Brasil justificam três representantes por unidade da federação na Câmara Alta, e arremata:

“Por isso, sem prejuízo do caráter representativo do Congresso, a proposta por nós apresentada aumenta a eficiência do uso dos recursos públicos. Afinal, cada parlamentar, para a consecução de seus deveres constitucionais, exige considerável estrutura de assessoramento e de apoio administrativo”.

Do ponto de vista quantitativo, relativamente à sua dimensão territorial e populacional, o número de deputados federais do Brasil está de bom tamanho.

De fato, numa comparação com dez países democráticos importantes (vide tabela abaixo) o deputado brasileiro só perde para o congênere dos Estados Unidos em termos do contingente populacional que representa.

POPULAÇÃO E NÚMERO DE DEPUTADOS (Países selecionados – 2015)
População (em milhões) 2015 | Nº de Deputados | Habitantes por Deputado (em milhares)
Estados Unidos | 322,0 | 435 | 740,2
Brasil | 205,0 | 513 | 399,6
Rússia | 146,7 | 450 | 325,8
Japão | 126,8 | 480 | 264,2
México | 121,0 | 500 | 242,0
Alemanha | 81,2 | 598 | 135,8
França | 67,1 | 577 | 116,3
Reino Unido | 64,8 | 659 | 98,3
Itália | 60,7 | 630 | 96,4
Espanha | 46,4 | 350 | 132,7
Argentina | 43,1 | 257 | 167,8

Com efeito, enquanto cada deputado americano representa 740 mil habitantes, o parlamentar brasileiro é responsável por um média de 400 mil representados. Em compensação, a média brasileira é maior do que a dos demais países selecionados e do que a de muitos outros no mundo.

Fazendo um cotejo com a Itália, por exemplo, o deputado brasileiro representa quatro vezes mais pessoas que o colega italiano. Visto de outra forma, pelos padrões de “eficiência” do parlamentar brasileiro, a Câmara dos Deputados da Itália só precisaria ter 152 parlamentares.

Enfim, o número de deputados federais no Brasil, contrario sensu, é adequado à dimensão continental e populacional do país. O que realmente destoa de muitas nações é o aspecto financeiro, quando se observa o salário e vantagens que o deputado brasileiro recebe.

A tabela seguinte desfila os benefícios recebidos pelos deputados federais no Brasil.

DEPUTADO FEDERAL NO BRASIL BENEFÍCIOS (até janeiro de 2016 – em R$)
Benefício | Média mensal | Por ano
Salário | 33.763,00 | 438.919,00
Ajuda de custo | 1.113,46 | 13.361,57
Cotão* | 39.884,31 | 478.611,67
Auxílio-moradia | 744,27 | 8.931,30
Verba de gabinete para até 25 funcionários | 92 mil | 1.104.000,00
Total de um deputado | 167.505,04 | 2.010.060,48
Total dos 513 deputados | 85.930.085,52 | 1.031.161.026,24

Note-se, de início, que os custos e auxílios complementares são cinco vezes maiores que o salário do deputado. No todo, cada deputado recebe cerca de R$ 167,5 mil por mês, o que equivale a mais de R$ 2,0 milhões por ano. Somados os 513 parlamentares, o custo anual chega a mais de R$ 1,0 bilhão.

Estudos relativamente recentes (The Economist, ONU, Transparência Brasil, entre outros) mostram que os salários e vantagens do parlamentar brasileiro (juntando deputado federal e senador) estão entre os maiores do mundo, muito acima do de congressistas de países ricos.

Então, do ponto de vista financeiro, a PEC 106, se aprovada, traria realmente grande economia de recursos do Tesouro com a atividade parlamentar. Basta dizer que a diminuição proposta no número de deputados federais (128) reduziria os gastos em R$ 257,3 milhões/ano.

Registre-se, por oportuno, que o número de deputados estaduais é função do quantitativo de deputados federais. Com a diminuição destes, os Legislativos das unidades da federação sofreriam redução proporcional, trazendo menos despesas do erário com a atividade parlamentar no Brasil todo.

Naturalmente que a importância do Legislativo como instituição imprescindível do Estado Democrático de Direito não pode ser avaliada, sintetizada e medida apenas por meros demonstrativos e comparativos de custos financeiros.
Muito menos ainda se deve atrelar o mérito da atividade parlamentar somente à mensuração de despesas que o exercício do mister congressual acarreta aos cofres públicos. Num e noutro caso, há que se ter outros parâmetros que levem em conta a relevância do Poder Legislativo e a importância das funções e atribuições de seus membros.

Entretanto, os injustificáveis excessos financeiros concedidos aos parlamentares e os vultosos gastos administrativos praticados no Congresso Nacional (e também, com raras exceções, nos Legislativos estaduais e municipais) chamam a atenção da sociedade, que passa a atribuir mais importância ao custo de manutenção dessas instituições e de seus legisladores do que ao seu papel no regime democrático. Não sem razão.

*Maurício da Costa Romão é economista.

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Temer pede a seus ministros que “caiam em campo” contra o seu afastamento

Antes de viajar nesta quinta-feira (6) para a Alemanha, a fim de participar de uma reunião dos 20 países que têm as maiores economias do mundo, o presidente Michel Temer reuniu-se a portas fechadas com 22 ministros, aos quais pediu que “caiam em campo” para tentar evitar que a Câmara Federal autorize o STF a processá-lo por corrupção passiva.

Três dos quatro pernambucanos estavam lá: Mendonça Filho (Educação), Fernando Filho (Minas e Energia) e Bruno Araújo (Cidades). Raul Jungmann (Defesa) não compareceu porque está fora do país mas foi representado pelo secretário geral.

Temer acha que os ministros têm força política para convencer os parlamentares dos seus partidos a não votarem contra ele nem na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, por onde o processo será iniciado, nem tampouco no plenário.

É porém um erro de avaliação, pois governador não tem mais controle sobre suas bancadas federais, que dirá ministro de estado.

Participaram da reunião com o presidente, além dos três pernambucanos, os ministros Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Leonardo Picciani (Esporte), Marcos Pereira (Indústria e Comércio), Helder Barbalho (Integração Nacional), Torquato Jardim (Justiça), Sarney Filho (Meio Ambiente), Dyogo Oliveira (Planejamento), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Ricardo Barros (Saúde), Maurício Quintella (Transportes), Marx Beltrão (Turismo), Eliseu Padilha (Casa Civil), general Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Grace Mendonça (Advocacia-Geral da União), Moreira Franco (Secretária-Geral da Presidência), e Luislinda Valois (Direitos Humanos).

Faltaram Henrique Meirelles (Fazenda), Raul Jungmann (Defesa) e Blairo Maggi (Agricultura).

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Jarbas viaja com Rodrigo Maia para a Argentina

O deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) viajou nesta quinta-feira (6) para a Argentina, em missão oficial, em companhia do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ora se preparando para a eventualidade de substituir Michel Temer na Presidência da República, e mais quatro parlamentares.

Na Argentina, a comitiva brasileira se reunirá com congressistas daquele país. Também viajaram com Rodrigo Maia os deputados Benito Gama (PTB-BA), Heráclito Fortes (PSB-PI), Rubens Bueno (PPS-SP) e Rogério Rosso (PSD-DF).

Fortes ofereceu um almoço a Temer em sua mansão de Brasília, na última terça-feira (4), mas já começa a dar sinais de que poderá romper com o governo.

Maia é o segundo na linha sucessória presidencial. Ele deveria assumir hoje (6) a Presidência da República diante da viagem que Temer fez para a Alemanha, mas ausentou-se do Brasil, de propósito, para tentar dissociar a sua imagem da do atual presidente.

O convite a Jarbas deve-se ao fato de o deputado Pernambuco ter sido um dos maiores defensores da candidatura dele à presidência da Câmara Federal.

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Criada, a partir de Pernambuco, a Câmara de Comércio Brasil – Cabo Verde

Já foi oficialmente criada e se encontra em pleno funcionamento a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Brasil – Cabo Verde.

Ela foi instituída por um grupo de empresários pernambucanos e seu objetivo é estimular as transações comerciais entre os dois países, a partir de Pernambuco, que está a apenas seis horas de voo da África.

Segundo a assessoria da entidade, o volume de negócios entre os dois países ainda é pequeno. Cabo Verde, formada por um conjunto de 10 ilhas vulcânicas no Oceano Atlântico, ocupa o 181º lugar no ranking das maiores economias de exportação no mundo. Sua economia tem como carro-chefe a produção de pescados

“A missão da Câmara de Comércio é estreitar as relações comerciais do Brasil (e especialmente de Pernambuco), com aquele país, que ainda é bastante tímida”, diz Francisco Assis de Souza, um dos membros fundadores da Câmara.

Segundo ele, em 2016, os negócios entre Brasil e Cabo Verde somaram aproximadamente U$ 150 milhões mas a previsão para este ano é de U$ 430 milhões.

Cabo Verde exporta filé de peixe, plataformas de perfuração, peixes processados e produtos petrolíferos. Mas, para o Brasil, o grosso da exportação é de pedras semi-preciosas.

Desde o início da semana passada, representantes da Câmara de Comércio estão em Cabo Verde e foram recebidos por assessores do 1º ministro José Ulisses Correia. Eles assinaram um acordo comercial e trocaram opiniões sobre a economia dos dois países.

O primeiro negócio fechado entre Pernambuco e Cabo Verde foi a venda de todos os móveis da Câmara de Dirigentes Lojistas daquele país, que serão fabricados pela pernambucana Móveis Design.

Pernambuco está também interessado na venda de confecções, para Cabo Verde, produzidas no pólo de confecções do Agreste – Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe.

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Azul vai dobrar número de voos entre o Recife e Orlando

A empresa aérea Azul anunciou nesta quinta-feira (22) que vai dobrar os voos semanais entre o Recife e Orlando (Flórida) a partir do dia 1º julho.

A companhia já havia anunciado voos extras para a alta temporada de julho, mês de férias escolares no Brasil e verão nos Estados Unidos. Agora, os voos passarão a ser regulares, operados quatro vezes por semana em todos os meses do ano.

Isso representará, segundo a companhia, um crescimento de 100% na oferta de assentos do Recife para a Flórida, além de benefícios para toda a região Nordeste. Os novos voos serão operados às segundas e sextas-feiras, somando-se aos atuais que saem às quintas-feiras e domingos.

Os bilhetes para os voos de julho, agosto e setembro já estão à venda nos canais de atendimento da Azul. As operações a partir de outubro ainda dependem de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A aeronave desta rota é o Airbus A330, o maior da frota da companhia e o mais moderno do mercado brasileiro.

“Temos registrado alta demanda na rota e isso nos mostra que fomos certeiros ao implementar esse voo, apenas seis meses atrás. Vamos continuar investindo e ajustando as operações no Recife para proporcionar ainda mais comodidade, rapidez e oferta de destinos para toda a região Nordeste”, declarou Daniel Tkacz, diretor de Planejamento de Malha da Azul.

As conexões para Orlando por meio do Aeroporto do Recife são acessíveis, com apenas uma parada, aos viajantes que partem de Salvador, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, São Luís, João Pessoa, Teresina, Belém, Petrolina e São Paulo (Campinas e Guarulhos).

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A política além dos partidos de direita e esquerda

Por: *Samy Pinto

Não é raro que no cenário político haja mudanças de poder. Atualmente, se vê em alguns países, como um pêndulo, a governança ir da esquerda para a direita, como no caso da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, e, em outros casos, até mesmo começar a seguir um novo rumo. O centro começa a chamar cada vez mais a atenção, a exemplo da ascensão de Emmanuel Macron, na França. Toda essa movimentação causa nos partidos desses países um profundo questionamento sobre as posições ideológicas adotadas por eles e como essas escolhas refletem na sociedade.

Quando se analisa o quadro político, econômico e social da Europa, por exemplo, se enxerga um continente em crise e, em alguns pontos, beirando a falência. Não é difícil constatar, ao conversar com europeus de países com origem histórica socialista, que aquele modelo utópico de governo foi praticamente destruído pelos fatos históricos. 

Ao trazer esse debate para o Brasil, muitos historiadores e filósofos têm dito que o país acabou de acordar, com um certo atraso, para a conversa sobre a direita e a esquerda. As discussões políticas e econômicas vêm tomando um tom mais exacerbado, mais agressivo, já que temos uma esquerda e direita que gritam, mas que parecem não apresentar ideias concretas sobre governar. Suas vozes se tornam apenas artifícios para obter o poder.

O Brasil hoje testemunha políticos que somente identificam os problemas apontados pela sociedade, e em alguns casos até mesmo por um seleto grupo dentro dela, e fazem uso de qualquer cartilha, seja de direita ou de esquerda, para pegar a frustração da população e alcançar o poder. O filósofo Ortega y Gasset descreve uma situação que ocorre em países que vivenciam um “boom” econômico, com destaque para os que utilizam o modelo capitalista, que é o declínio intelectual que traz graves consequências à nação.

Na descrição do filósofo, o crescimento expressivo leva a um delírio que causa uma queda intelectual das pessoas, que se preocupam apenas em enriquecer. Nesse momento, surgem os pseudo intelectuais e uma crise de valores muito grande, devido à busca por ganhar dinheiro fácil e de forma ilícita. A moral fica inexistente, a corrupção domina e, como consequência, a economia sofre. Tudo começa com um declínio intelectual, que leva a um declínio moral e de valores, findando em um declínio econômico.

Via de regra, numa sociedade há aqueles que produzem riqueza – eles sempre são a minoria – e a maioria trabalhadora. As comparações entre o rico e o pobre despertam frustrações nos homens que os políticos usam para obter o poder. E isso não só no Brasil, é no mundo inteiro. Era preciso, desde o início, trabalhar de forma harmônica com as realidades existentes dentro de uma nação, pois não é preciso ser rico para ser feliz. Esse ponto nunca foi trabalhado. A mente humana foi possuída por essa sensação de necessidade de riqueza, então a voz da esquerda, que se levantou na história, era para trazer justiça a essa questão.

As vozes da esquerda normalmente recolhem todas as frustrações da sociedade, seja sobre a distribuição de riqueza, seja pela intelectualidade e escolaridade, dos direitos do instinto sexual, social e gastronômico. O ponto determinante em que esse caminho falha é que, quem assume o poder geralmente está distante daquele ser filosófico, do intelectual que Platão idealizou para a política, na Grécia antiga. A política acaba sendo para os oportunistas que têm a habilidade de identificar os problemas, recolher essas decepções e criar a ilusão de que conseguirão resolver os entraves de uma nação inteira.

Nessa situação, é importante resgatar pensadores que, assim como Platão, enxerguem a política e o governo como ferramentas para dar uma vida digna para as pessoas. E no caso, dar uma vida digna é garantir a liberdade da população.

Na Europa, atualmente, socialistas franceses já pensam em fazer congressos para rever suas posições, assim como no Brasil o próprio PT (Partido dos Trabalhadores), que é a principal voz da esquerda brasileira, também está revendo o seu caminho. Essa reflexão ganha grande e positiva importância, visto que os partidos de esquerda geralmente são doutrinários, não mudam os princípios, mas maquiam os fatos. Quando Karl Marx e outros pensadores criticaram o capitalismo, eles o fizeram de forma intelectual. Foi feito um diagnóstico circunstancial de momento da época, que por si só não vingou no período.

Então, qual a função do governo no cenário atual?

Como um crítico aguçado, Karl Marx dizia que as pessoas e os filósofos estão a compreender o mundo, mas não estão transformando o mundo. A transformação é parte, o cerne da educação. Ao educar o indivíduo e criar famílias sólidas, se constrói uma nação que caminha na direção certa.

Com esse pensamento em mente, não basta apenas entender o mundo, mas começar a transformá-lo, e educar seria ensinar o homem a decidir o que é bom e o que é ruim, tomar conta de si mesmo e ser responsável por sua própria vida, e não esperar sempre direitos sociais para cuidarem deles. Deve-se olhar para os regimes na Europa e entender que essa dependência do Estado só levou a um rombo nas contas, na economia, refletindo na sociedade posterior na forma de um aumento de desemprego muito grande. Então, o governo deve seguir por este caminho educacional, garantindo a liberdade ordenada às pessoas.

A história está trazendo que a região do centro, o liberalismo, é o melhor para a própria visão do homem. As ideias comunistas e de extrema esquerda, a história já colocou para escanteio, mas não se pode deixar de levar em consideração as críticas que todos esses pensadores proporcionaram para melhorar e aperfeiçoar as ideias do liberalismo.

O Brasil recentemente descobriu que existe essa discussão de direita e esquerda, mas ela já terminou desde 1989, quando quebrou o muro de Berlim. O país precisa hoje de governadores que saiam desse pseudo-intelectualismo, desse vício do uso de falas de nichos que estão frustrados só para ganho do poder. A população deve procurar personagens que pensam em dar vida digna para as pessoas, para que todos possam ter autonomia, iniciativa e responsabilidade, esses valores liberais que estão muito mais afinados com a própria essência do ser humano.

*Samy Pinto é rabino, economista e formado em Letras pela USP.