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Azul vai dobrar número de voos entre o Recife e Orlando

A empresa aérea Azul anunciou nesta quinta-feira (22) que vai dobrar os voos semanais entre o Recife e Orlando (Flórida) a partir do dia 1º julho.

A companhia já havia anunciado voos extras para a alta temporada de julho, mês de férias escolares no Brasil e verão nos Estados Unidos. Agora, os voos passarão a ser regulares, operados quatro vezes por semana em todos os meses do ano.

Isso representará, segundo a companhia, um crescimento de 100% na oferta de assentos do Recife para a Flórida, além de benefícios para toda a região Nordeste. Os novos voos serão operados às segundas e sextas-feiras, somando-se aos atuais que saem às quintas-feiras e domingos.

Os bilhetes para os voos de julho, agosto e setembro já estão à venda nos canais de atendimento da Azul. As operações a partir de outubro ainda dependem de aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A aeronave desta rota é o Airbus A330, o maior da frota da companhia e o mais moderno do mercado brasileiro.

“Temos registrado alta demanda na rota e isso nos mostra que fomos certeiros ao implementar esse voo, apenas seis meses atrás. Vamos continuar investindo e ajustando as operações no Recife para proporcionar ainda mais comodidade, rapidez e oferta de destinos para toda a região Nordeste”, declarou Daniel Tkacz, diretor de Planejamento de Malha da Azul.

As conexões para Orlando por meio do Aeroporto do Recife são acessíveis, com apenas uma parada, aos viajantes que partem de Salvador, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, São Luís, João Pessoa, Teresina, Belém, Petrolina e São Paulo (Campinas e Guarulhos).

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A política além dos partidos de direita e esquerda

Por: *Samy Pinto

Não é raro que no cenário político haja mudanças de poder. Atualmente, se vê em alguns países, como um pêndulo, a governança ir da esquerda para a direita, como no caso da vitória de Donald Trump nos Estados Unidos, e, em outros casos, até mesmo começar a seguir um novo rumo. O centro começa a chamar cada vez mais a atenção, a exemplo da ascensão de Emmanuel Macron, na França. Toda essa movimentação causa nos partidos desses países um profundo questionamento sobre as posições ideológicas adotadas por eles e como essas escolhas refletem na sociedade.

Quando se analisa o quadro político, econômico e social da Europa, por exemplo, se enxerga um continente em crise e, em alguns pontos, beirando a falência. Não é difícil constatar, ao conversar com europeus de países com origem histórica socialista, que aquele modelo utópico de governo foi praticamente destruído pelos fatos históricos. 

Ao trazer esse debate para o Brasil, muitos historiadores e filósofos têm dito que o país acabou de acordar, com um certo atraso, para a conversa sobre a direita e a esquerda. As discussões políticas e econômicas vêm tomando um tom mais exacerbado, mais agressivo, já que temos uma esquerda e direita que gritam, mas que parecem não apresentar ideias concretas sobre governar. Suas vozes se tornam apenas artifícios para obter o poder.

O Brasil hoje testemunha políticos que somente identificam os problemas apontados pela sociedade, e em alguns casos até mesmo por um seleto grupo dentro dela, e fazem uso de qualquer cartilha, seja de direita ou de esquerda, para pegar a frustração da população e alcançar o poder. O filósofo Ortega y Gasset descreve uma situação que ocorre em países que vivenciam um “boom” econômico, com destaque para os que utilizam o modelo capitalista, que é o declínio intelectual que traz graves consequências à nação.

Na descrição do filósofo, o crescimento expressivo leva a um delírio que causa uma queda intelectual das pessoas, que se preocupam apenas em enriquecer. Nesse momento, surgem os pseudo intelectuais e uma crise de valores muito grande, devido à busca por ganhar dinheiro fácil e de forma ilícita. A moral fica inexistente, a corrupção domina e, como consequência, a economia sofre. Tudo começa com um declínio intelectual, que leva a um declínio moral e de valores, findando em um declínio econômico.

Via de regra, numa sociedade há aqueles que produzem riqueza – eles sempre são a minoria – e a maioria trabalhadora. As comparações entre o rico e o pobre despertam frustrações nos homens que os políticos usam para obter o poder. E isso não só no Brasil, é no mundo inteiro. Era preciso, desde o início, trabalhar de forma harmônica com as realidades existentes dentro de uma nação, pois não é preciso ser rico para ser feliz. Esse ponto nunca foi trabalhado. A mente humana foi possuída por essa sensação de necessidade de riqueza, então a voz da esquerda, que se levantou na história, era para trazer justiça a essa questão.

As vozes da esquerda normalmente recolhem todas as frustrações da sociedade, seja sobre a distribuição de riqueza, seja pela intelectualidade e escolaridade, dos direitos do instinto sexual, social e gastronômico. O ponto determinante em que esse caminho falha é que, quem assume o poder geralmente está distante daquele ser filosófico, do intelectual que Platão idealizou para a política, na Grécia antiga. A política acaba sendo para os oportunistas que têm a habilidade de identificar os problemas, recolher essas decepções e criar a ilusão de que conseguirão resolver os entraves de uma nação inteira.

Nessa situação, é importante resgatar pensadores que, assim como Platão, enxerguem a política e o governo como ferramentas para dar uma vida digna para as pessoas. E no caso, dar uma vida digna é garantir a liberdade da população.

Na Europa, atualmente, socialistas franceses já pensam em fazer congressos para rever suas posições, assim como no Brasil o próprio PT (Partido dos Trabalhadores), que é a principal voz da esquerda brasileira, também está revendo o seu caminho. Essa reflexão ganha grande e positiva importância, visto que os partidos de esquerda geralmente são doutrinários, não mudam os princípios, mas maquiam os fatos. Quando Karl Marx e outros pensadores criticaram o capitalismo, eles o fizeram de forma intelectual. Foi feito um diagnóstico circunstancial de momento da época, que por si só não vingou no período.

Então, qual a função do governo no cenário atual?

Como um crítico aguçado, Karl Marx dizia que as pessoas e os filósofos estão a compreender o mundo, mas não estão transformando o mundo. A transformação é parte, o cerne da educação. Ao educar o indivíduo e criar famílias sólidas, se constrói uma nação que caminha na direção certa.

Com esse pensamento em mente, não basta apenas entender o mundo, mas começar a transformá-lo, e educar seria ensinar o homem a decidir o que é bom e o que é ruim, tomar conta de si mesmo e ser responsável por sua própria vida, e não esperar sempre direitos sociais para cuidarem deles. Deve-se olhar para os regimes na Europa e entender que essa dependência do Estado só levou a um rombo nas contas, na economia, refletindo na sociedade posterior na forma de um aumento de desemprego muito grande. Então, o governo deve seguir por este caminho educacional, garantindo a liberdade ordenada às pessoas.

A história está trazendo que a região do centro, o liberalismo, é o melhor para a própria visão do homem. As ideias comunistas e de extrema esquerda, a história já colocou para escanteio, mas não se pode deixar de levar em consideração as críticas que todos esses pensadores proporcionaram para melhorar e aperfeiçoar as ideias do liberalismo.

O Brasil recentemente descobriu que existe essa discussão de direita e esquerda, mas ela já terminou desde 1989, quando quebrou o muro de Berlim. O país precisa hoje de governadores que saiam desse pseudo-intelectualismo, desse vício do uso de falas de nichos que estão frustrados só para ganho do poder. A população deve procurar personagens que pensam em dar vida digna para as pessoas, para que todos possam ter autonomia, iniciativa e responsabilidade, esses valores liberais que estão muito mais afinados com a própria essência do ser humano.

*Samy Pinto é rabino, economista e formado em Letras pela USP.

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ParlaSul aprova relatório de Humberto Costa condenando violência policial no governo Temer

O Parlamento do Mercosul (ParlaSul) aprovou nesta segunda-feira (29) por 51 votos contra 3 uma resolução relatada pelo senador brasileiro Humberto Costa (PT-PE) condenando a violência policial no governo do presidente Michel Temer.

A resolução cita especificamente a repressão aos manifestantes que protestaram contra o governo, em Brasília, na semana passada, o massacre de índios e a chacina de trabalhadores rurais no Estado do Mato Grosso.

A reunião dos parlamentares dos países do Mercosul ocorreu em Montevidéu, capital do Uruguai.

O documento defende também uma saída democrática para o Brasil em caso de interrupção do mandato do presidente da República.

“Trata-se de uma importante moção, que contou com apoio da esmagadora maioria, em meio à situação absurda pela qual passa o nosso país, hoje, em que um ministro da Justiça (Osmar Serraglio) é trocado em pleno domingo (28) com o claro objetivo de tentar salvar a pele de Michel Temer da investigação da Lava Jato”, disse o senador pernambucano.

Segundo ele, os integrantes do ParlaSul entendem que a democracia brasileira corre risco devido ao clima de instabilidade que reina no país.

De acordo com o senador, os deputados Roberto Freire (PPS-SP) e Rubens Buenos (PPS-PR) foram “agressivos e truculentos” na reunião, e falaram apenas sobre a situação da Venezuela, deixando o Brasil de lado.

Enquanto isso, na Universidade de Brasília (UnB), realizou-se nesta segunda-feira o seminário “Estado de Direito ou Estado de Exceção?”, com participação de vários juristas e parlamentares da Oposição.

Já em São Paulo, ocorreu um ato em defesa das eleições presidenciais diretas com participação do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e do ex-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral.

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Fernando Bezerra participa em Nova York de seminário sobre o Brasil

O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) participou em Nova York, no final de semana, da sexta edição do seminário World Economy and Brazil.

O evento, promovido pela Fundação Getúlio Vargas e Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, foi realizado na Harvard Business School Club.

Foram palestrantes, entre outros, o prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), o embaixador do Brasil nos EUA, Sérgio Amaral e o ex-presidente do Banco Central, Carlos Geraldo Langoni.

Para o senador, o evento foi importante para mostrar aos participantes que o Brasil está saindo da recessão e reiniciando o seu processo de crescimento econômico.

“O Brasil precisa voltar a crescer e a atrair investidores. Este momento nos Estados Unidos é importante para que possamos mostrar que estamos no rumo certo”, disse o senador pernambucano.

O representante do PSB participou do evento como convidado da Fundação Getúlio Vargas, de onde foi aluno. E vai cumprir nos EUA a seguinte agenda:

16/05
10h- Sede do Governo do Estado de Nova Jersey. Assuntos: Divisão de Aplicação de Aeronaves e Projeto de Aplicação em Diesel
17/05
14h- Sede da Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Energético do Estado de Nova York. Assuntos: Pesquisa, Abastecimento e Energia.
19/05
14h- Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey. Assuntos: Divisão do Meio Ambiente e Energia.

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Moro e José Eduardo Cardozo dividem os holofotes na Universidade de Oxford

O juiz Sérgio Moro e o ex-ministro da Justiça no governo Dilma, José Eduardo Cardozo, sentaram à mesma mesa na tarde deste sábado (13) durante um debate no fórum “Brazil Forum UK” realizado na Universidade de Oxford, em Londres.

O único pernambucano a participar deste evento foi o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que defende as reformas trabalhista e previdenciária.

Moro e o ex-ministro discutiram o papel do Judiciário na democracia brasileira, mas a operação Lava-Jato também entrou na discussão.

Sérgio Moro chegou ao local sob aplausos e vaias. “Não sei se alguém esperava um confronto”, declarou o juiz abrir o fórum.

Segundo ele, a Lava Jato serviu para mostrar o quando a corrupção está espalhada pelas instituições brasileiras.

José Eduardo, que sempre foi um crítico da Lava Jato, questionou as prisões preventivas decretadas por Moro, que justificou cada uma delas como necessária para evitar furos na operação.

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Armando participa em Londres de fórum sobre os problemas do Brasil

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) participará em Londres, neste final de semana (13 e 14), do fórum “Brazil UK”.

O evento vai reunir representantes das áreas política, econômica e jurídica para uma grande troca de idéias sobre os principais problemas do nosso país.

O senador pernambucano fará sua palestra neste sábado (13) na conceituadíssima London School of Economics sobre “Eficiência e dinamismo: como os negócios podem transformar a economia brasileira?”.

Do mesmo painel participarão a vice-presidente do grupo Latam, Claudia Sender, o especialista em agronegócio, Marcos Jank e o advogado Roberto Quiroga Mosquera.

O Forum Brazil UK é realizado anualmente por alunos brasileiros de pós-graduação de diversas universidades britânicas com apoio da Brazilian Society da Universidade de Oxford.

Além do senador, também foram convidados para este Fórum o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), O ministro Luís Roberto Barroso (STF), os ex-ministros Ciro Gomes, Isabela Teixeira, José Eduardo Cardoso, Patrus Ananias e Jacques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

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O Brasil elegeria um novo Collor?

Coluna Fogo Cruzado – 10 de maio

Presidente eleito da França disputou a eleição por um partido criado há 1 ano e que não tem nenhum deputado

Em entrevista à “Folha de São Paulo” de anteontem, o ex-presidente FHC apontou o prefeito de São Paulo, João Dória, filiado ao PSDB e o apresentador de TV Luciano Huck, sem partido, como o “novo” no cenário político porque não têm envolvimento com a Lava Fato. Lula, disse o tucano, assim como o PT, o PSDB e o PMDB foram fortemente atingidos pela operação, sendo que o petista, que lidera as pesquisas de intenção de voto para 2018, “perdeu a classe média e o pessoal do dinheiro”, e isso não teria mais volta. Dória e Huck, portanto, seriam as duas caras novas às próximas eleições, assim como foi na França o presidente eleito Emmanuel Macron, que se elegeu com 39 anos por um partido (“Em Marcha”) recém criado, que não tem um único parlamentar. Bom lembrar que quando o Brasil elegeu Collor em 1989 ele tinha apenas 40 anos de idade e seu partido era o PRN, que ele criara um ano antes exatamente para ser candidato.

Litígio judicial

Informa o ex-prefeito de Araripina, Alexandre Arraes (PSB), que não existe litígio entre a prefeitura e o Governo do Estado pela posse do Hotel Pousada do Araripe. O imóvel, garante, é de propriedade do Governo, que cedeu uma parte do terreno para a construção de uma UPA. O litígio da prefeitura foi com um cidadão que ocupou o Hotel devido a uma questão trabalhista.

Exclusão – Para o ex-prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), o Palácio das Princesas agiria corretamente se não convidasse o prefeito Raimundo Pimentel (Araripina) para acompanhar Paulo Câmara naquele município porque a ligação política dele é com o senador Armando Monteiro (PTB).

Audiência – Paulo Câmara foi recebido ontem em audiência pela presidente do BNDES, Maria Sílvia Marques Bastos, em meio a rumores (não confirmados pelo Palácio do Planalto) de que ela estaria demissionária por contrariar interesses políticos de aliados de Michel Temer.

Relação – Já foi melhor a relação institucional entre a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB) e o Palácio das Princesas. No governo de Eduardo Campos, o antecessor dela, José Queiroz (PDT), era recebido em Palácio sem marcar audiência. Raquel já pediu, mas não marcaram.

Buraqueira – O deputado Júlio Cavalcanti (PTB) cobrou do secretário Sebastião Oliveira (Transportes) a recuperação da PE-270 no trecho entre Buíque e Águas Belas dizendo que ela tem mais buracos do que “tábua de pirulito”.

Gerência – O ex-prefeito de Tuparetama, Deva Pessoa (PSB), não foi nomeado gerente do Pajeú na Casa Civil, como se disse nesta coluna, e sim gerente regional do IPA.

Assalto – Aliado do prefeito Geraldo Júlio (PSB), o vereador recifense Marco Aurélio (PRTB) fez duras críticas ao sistema de segurança do Governo do Estado pelo fato de sua mulher, Neide e sua filha, Maria Marie, encontrarem-se no interior de uma agência da CEF que foi assaltada.