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“Cão de guarda” de Eduardo Cunha será o relator da CPI da JBS

Integrante da “tropa de choque” do ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), ora preso em Curitiba por sentença do juiz Sérgio Moro, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) foi escolhido nesta terça-feira (12) para ser o relator da CPI mista que vai investigar um suposto favorecimento do BNDES ao grupo JBS durante os governos do PT.

A indicação foi feita pelo presidente da Comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). Os sub-relatores serão os deputados Francischini (SD-PR) e Hugo Leal (PSB-RJ).

A CPI vai investigar também o acordo de “delação premiada” celebrado entre o Ministério Público Federal e os dois proprietários da empresa – Joesley e Wesley Batista.

Existe a suspeita nos meios políticos de que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, foi muito generoso com os dois empresários, pois aceitou uma cláusula segundo a qual eles não seriam presos.

O acordo foi cumprido até a semana passada, período em que a dupla permaneceu em liberdade, palitando os dentes e falando em “comprar” o MPF e alguns ministros do Supremo.

No sábado passado (9), todavia, Rodrigo Janot solicitou ao ministro Edson Fachin a prisão temporária de Joesley Batista e do seu braço direito, Ricardo Saud, e teve o pedido deferido. Ambos deverão ficar presos em Brasília por pelo menos cinco dias para não atrapalhar as investigações.

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Inaldo Sampaio