Câmara mantém hegemonia do PSB e Bolsonaro quebra a do PT

Coluna Fogo Cruzado – 1º de janeiro de 2019

Pernambuco precisa de investimento em saúde, segurança e infraestrutura

Pernambuco entra hoje em um novo ciclo com o quarto governo consecutivo comandado pelo PSB. São dois mandatos de Eduardo Campos e dois de Paulo Câmara, o assessor que ele preparou para sucedê-lo à frente do governo estadual após passagem pelas Secretarias de Administração e da Fazenda. Câmara não fez um governo extraordinário porque enfrentou limitação de recursos. Mas conseguiu ser visto pelos pernambucanos como um gestor probo e esforçado e isso foi suficiente para garantir sua reeleição, embora com 1 milhão de votos a menos do que obteve em 2014. Ele iniciará hoje o segundo governo com uma equipe renovada mas vai precisar de muito esforço e criatividade para deixar a sua marca como gestor. Já se sabe que apenas com “dinheiro azul e branco” não conseguirá fazer grandes obras nem concluir as que se encontram inacabadas. Vai necessitar mais do que nunca de empréstimos bancários para investir em obras de infraestrutura como estão fazendo o Ceará, o Piauí, Alagoas e Sergipe, ainda mais porque não tem identidade política com o presidente Jair Bolsonaro, que tomará posse hoje à tarde sem um único ministro das regiões Norte e Nordeste. O governador tem uma maioria folgada na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa, mas só isto não basta para fazer um grande governo. É fundamental também ter dinheiro para investir nas áreas em que Pernambuco está mais necessitado, especialmente saúde, segurança e infraestrutura.

Porção pernambucana

Próximo dia 4 tomará posse na presidência do TCE-SC o conselheiro Adircélio Moraes. Ele nasceu em BH e chegou ao Recife com apenas 1 ano, onde ficou até os 25. Formou-se em Ciências Contábeis pela UFPE e antes de passar no concurso do TCE-SC trabalhou em empresas privadas. Todos os anos ele vem ao Recife para uma confraternização de ex-alunos do Colégio Boa Viagem.

A mudança – Após ter perdido o controle do PR pernambucano, o deputado Sebastião Oliveira está de malas prontas para se transferir para o PSL. Ele já conversou com Luciano Bivar, presidente nacional do partido, que pretende elevar a bancada federal de 52 para 60 deputados.

A disputa – Por falar em PSL, em dezenas de municípios pernambucanos onde o partido não está constituído há uma verdadeira briga de foice pelo controle da legenda. De uma mesma cidade têm chegado à direção regional do partido diversas comissões provisórias, o que obrigará Bivar a decidir com quem ficará a legenda.

A reinvenção – O governador Camilo Santana (CE) e o ex-ministro Tarso Genro (RS) passaram a defender dentro do PT a “refundação” do partido, mas ninguém oferece a fórmula para se fazer isto. Se for pra “refundá-lo” com os mesmo quadros, é melhor deixá-lo como estar.

A cobrança – Dois 22 ministros de Bolsonaro, os que serão mais vigiados pela imprensa são Ricardo Vélez (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores). O primeiro por ser completamente desconhecido nos meios acadêmicos e o segundo por ser fanático por Trump.

O turismo – O deputado Rodrigo Novaes (PSD), novo secretário do Turismo de Pernambuco, sabe que tem um desafio pela frente: ser igual ou melhor do que Felipe Carreras (PSB), que foi um bom secretário. Por isso passou a virada do ano mergulhado nos assuntos da pasta.