Câmara do Recife dá início a processo de revisão do plano diretor da cidade

A Câmara Municipal do Recife deu início nesta terça-feira (18) à revisão do Plano Diretor da cidade, prevista para ocorrer a cada 10 anos.

A casa aprovou requerimento do vereador Rodrigo Coutinho (Solidariedade) para instituir a comissão especial que conduzirá os trabalhos.

Pelo Regimento Interno, o autor do requerimento se tornará automaticamente presidente da comissão, que vai tratar, dentre outras questões, das diretrizes de desenvolvimento urbano do município, desde sua ocupação, passando pelas questões de mobilidade e ambiental, até a definição de zonas de interesse humano.

Na prática, é o instrumento que planeja e dita como a cidade deve crescer, considerando as mudanças do contexto tecnológico, a preservação da memória e a garantia de moradia e lazer dos moradores.

Para conduzir os trabalhos, foi solicitada a composição da comissão especial, que fará as propostas de emendas ao plano proposto pela Prefeitura do Recife, após consulta popular.

Serão escolhidos 7 vereadores, entre eles um relator, que deverá apresentar a versão final do texto e submetê-lo à votação em plenário da Casa de José Mariano.

“Já discuti com os colegas sobre a necessidade de termos um grupo de trabalho plural, que represente as diversas forças da sociedade. Se teremos representante da iniciativa privada e do setor construtivo, é importante que tenhamos também representante dos movimentos sociais e coletivos recifenses. O plano que sairá desta Casa será o que melhor corresponda ao tipo de crescimento que a cidade e seus moradores desejam para a próxima década”, declarou Coutinho, que também preside a Comissão de Planejamento Urbano e Obras e integra a Comissão de Acessibilidade e Mobilidade.

A última versão do Plano Diretor ocorreu em 2008, prevendo a forma como a cidade deveria crescer a  partir da contribuição do governo, sindicatos, ONGs, universidades, empresas privadas e população. Todos esses agentes se reuniram para pensar na inovação, tecnologia, sustentabilidade, preservação, integração e inclusão social que garanta as áreas de lazer e moradia a partir da inclusão e sustentabilidade.