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Operação que levou Dirceu de volta à cadeia se chama “Pixuleco”

João Vaccari Neto - foto Agência Brasil

Foi batizada pela Polícia Federal de “Pixuleco” a 17ª fase da “Operação Lava Jato”, deflagrada nesta segunda-feira (3), que levou o ex-ministro José Dirceu de volta à cadeia.

O título é uma referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para se referir ao dinheiro cobrado de empreiteiras que prestavam serviço à Petrobras.

O ex-ministro foi preso hoje (3) de manhã em sua residência de Brasília e seria conduzido à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

João Vaccari Neto também está preso em Curitiba acusado de receber dinheiro de propina para o Partido dos Trabalhadores como se fossem “doações legais”.

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Irmão de Eduardo Campos diz que a aeronave que o matou tinha falha no projeto

Antônio Campos - divulgação

A notícia, bombástica, foi manchete nesta segunda-feira (3) do jornal Folha de Pernambuco: o advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, diz que a aeronave que se acidentou com o ex-governador – Cessna Citation – tinha erro no projeto de fabricação.

Segundo ele, o erro era no estabilizador horizontal da aeronave, que a colocou em posição nose down (nariz para baixo) e a teria feito auto-comandar-se quando se encontrava em alta velocidade, desorientando os pilotos.

Problemas idênticos teriam ocorridos com outras aeronaves do mesmo modelo.

A Folha procurou a fabricante do avião – Cessna Aircraft Company – mas ela disse que não comenda investigações em andamento.

Além de Eduardo Campos, morreram no mesmo acidente mais seis pessoas, entre elas o jornalista Carlos Percol, os fotógrafos Alexandre Severo e Marcelo Lyra e o ex-deputado Pedro Valadares (PSB-SE).

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Prefeituras vão ganhar mais tempo para extinguir os “lixões”

Eduardo Cunha -- foto Agência Brasil

O presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deve colocar em votação ainda este mês um requerimento para que o projeto de lei nº 2.289/2015, oriundo do Senado, seja analisado em regime de urgência.

O projeto prevê alterações no Plano Nacional de Resíduos Sólidos, estendendo para 2021 o prazo para os municípios substituam os “lixões” por aterros sanitários.

Pelo novo projeto, capitais e municípios de regiões metropolitanas poderão cumprir essa exigência até 31 de julho de 2018.

Já idades de até 100 mil habitantes e próximas de fronteiras com países vizinhos poderão fazê-lo até 2019.

Para municípios entre 50 mil e 100 mil habitantes o prazo será 2020 e para aqueles com população inferior a 50 mil será 2021.

Pela lei que está em vigor, o prazo para o encerramento dos “lixões” foi encerrado no dia 2 de agosto de 2014.

Estudo realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) revela que 3.334 municípios brasileiros (59,8% do total) ainda possuem “lixões”.

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Governador entrega novas vans para o programa “Pernambuco conduz”

Paulo Câmara I - foto aluísio moreira

O governador Paulo Câmara entregou nesta segunda-feira (3), às 9h, durante solenidade no Palácio do Campo das Princesas, 15 novas vans para o programa “Pernambuco Conduz”.

Trata-se de um programa iniciado em 2011 pelo então governador Eduardo Campos para fazer o transporte de pessoas que têm dificuldade de locomoção.

Com a aquisição desses novos veículos, a frota foi elevada para 45 unidades, adaptadas, beneficiando 120 pessoas que estavam na fila de espera e assegurando dois mil novos atendimentos mensais.

O programa é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, cujo responsável é o ex-deputado Isaltino Nascimento.

Ele atende, além da Região Metropolitana do Recife, os municípios de Timbaúba, Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde e Petrolina.

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Lobo ou cordeiro?

Por: *Fernando Henrique Cardoso

Passei três semanas de julho na Europa, entre o trabalho (pouco) e o descanso (a que reluto a me entregar). Ainda agora escrevo da Sardenha. Caminhando pelos pequenos portos da ilha, assim como pelos da Córsega, sentindo a placidez que ainda hoje envolve a vida dessa gente, não pude evitar a nostalgia pelo nunca vivido por nós metropolitanos.

Nostalgia e inveja, mesmo sabendo, pela leitura apaixonante de Fernand Braudel, cujo livro sobre o Mediterrâneo carrego comigo, que a placidez atual mal esconde as agitações do passado, quando sarracenos, fenícios, normandos, gregos, romanos e toda gama de diferentes povos lutavam pela conquista do Mare Nostrum.

As marcas de tudo isso estão esculpidas nos fortes, torres e casamatas que se espalham pela região, quando não pelas correntes que fechavam literalmente a entrada do porto de Bonifácio, uma fortificação erguida pelo Papa Bonifácio II, incumbido da defesa da Córsega, no final do século IX.

Naqueles tempos não havia o furor pela informação em tempo real. É verdade que a notícia de um ataque pirata a uma localidade entre Gênova e Split chegava a Nápoles em três horas, graças aos fogos que, nessas ocasiões, encarregados acendiam nas torres ao longo da costa de Portofino. Mas nenhuma informação, por certo, cruzaria rapidamente o Mediterrâneo de Chipre a Gibraltar, muito menos dali à costa brasileira do outro lado do Oceano Atlântico.

Hoje, não passa dia ou noite sem que o celular ou o e-mail perturbe a paz do pretendente ao sossego. Não há notícia, boa ou má, relevante ou não, que as tecnologias atuais e a ansiedade por comunicar “novidades” não façam chegar de imediato a quem deseje ou não dela saber.

Assim, tive minha tranquilidade entrecortada, não pela agitação dos mares, mas pelo lento e contínuo noticiário sobre o desmoronar de muito do que se construiu a partir da Constituição de 1988 no Brasil. A desagregação vem de longe, mas parece ter ricocheteado com mais força no mês de julho. Tornou-se claro para a opinião pública que a crise atual nada tem a ver com a “lá de fora”, e que ultrapassa o ridículo insistir em que a culpa é do FHC.

Tornou-se óbvio que há um acúmulo de crises: de crescimento, de desemprego, de funcionamento institucional, moral, de condução política. Tardiamente, círculos petistas se lembraram de que talvez fosse oportuno conversar com os tucanos… Parece a história do abraço do afogado.

Calma, minha gente, há tempo para tudo. Há hora de conversar, hora de agir e hora de rezar.

Na ocasião da viagem que a presidente Dilma e os ex-presidentes fizemos juntos à África do Sul, em dezembro de 2013, para assistir ao funeral de Mandela, disse a todos que a descrença da sociedade no sistema político havia atingido limites perigosos.

Ainda não era possível antecipar o tamanho da crise em gestação, mas não restava dúvida de que o país enfrentaria dificuldades econômicas e que essas seriam ainda maiores se as suas lideranças políticas não dessem resposta ao problema da legitimidade do sistema político.

Disse também que todos nós ali presentes, independentemente do grau maior ou menor de responsabilidade de cada um, deveríamos nos entender e propor ao país um conjunto de reformas para fortalecer as instituições políticas.

A sugestão caiu no esquecimento.

Naquela ocasião, como em outras, a resposta do dirigente máximo do PT foi, ora de descaso, ora de reiteração do confronto, pela repetição do refrão autorreferente de que antes dele tudo era pior. Para embasar tal despautério, o mesmo senhor, no afã de iludir, usou e abusou de comparações indevidas.

Mais uma vez agora, sem dizer palavra sobre a crise moral, voltará à cantilena de que a inflação e o desemprego de hoje são menores do que em 2002, omitindo que, naquele ano, a economia sofreu com o medo do que poderia vir a ser o seu governo, um sentimento generalizado que, em benefício do país, meu governo tratou de atenuar com uma transição administrativa que permitiu ao PT assumir o poder em melhores condições para governar. Sobre a crise de hoje, nenhuma palavra…

Perguntado por uma repórter sobre se o ex-presidente Lula me havia enviado emissários para abrir um diálogo, respondi que ele não precisa de intermediários para isso, pois tem meus telefones. E condicionei o eventual encontro: desde que seja para uma discussão de agenda de interesse nacional e pública. Por que isso?

Porque não terá legitimidade qualquer conversa que cheire a conchavo ou, pior, que permita a suspeita de que se deseja evitar a continuidade nas investigações em marcha, ou que seja percebida como uma manobra para desviar a atenção do país do foco principal, a apuração de responsabilidades.

Será que chegou o tempo de rezar pela sorte de alguns setores da vida empresarial e política? Talvez. Mas a hora para agir já não é mais, de imediato, do Congresso e dos partidos, mas, sim, da Justiça. Essa constatação não implica dizer um “não” intransigente ao diálogo.

Decidam a Justiça, o TCU e o Congresso o que decidirem, continuaremos a ter uma Constituição democrática a nos reger e a premência em reinventar nosso futuro. Tomara que as aflições pelas quais passam o PT e seus aliados lhes sirvam de lição e os afastem da arrogância e do contínuo desprezo pelos adversários, até agora tratados como inimigos.

É hora de reconhecerem de público que a política democrática é incompatível com a divisão do país entre “nós” e “eles”. Para dialogar, não adianta se vestir em pele de cordeiro. Fica a impressão de que o lobo quer apenas salvar a própria pele.

Mais ainda, passou da hora de o lulopetismo reconhecer que controlar a inflação e respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal nada têm a ver com neoliberalismo, senão que são condição para que as políticas sociais, tanto as universais como as específicas, possam ter efeitos duráveis.

Em suma, cabe aos donos do poder o mea-culpa de haver suposto sempre serem a única voz legítima a defender o interesse do povo.

*Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República.

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PSB reinicia por Itambé a sua “Agenda 40” de 2015

Sileno Guedes - foto Roberto Pereira

O presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, retomou por Itambé, no último final de semana, a “Agenda 40” do partido visando às eleições do próximo ano.

Foi o primeiro dos 12 encontros que irão ocorrer ainda este ano em todas as regiões do Estado. O PSB controla hoje 57 prefeituras em Pernambuco, mas deve chegar a 58 com a filiação da prefeita de Arcoverde, Madalena Brito, eleita pelo PTB em 2012.

Em Itambé, o PSB reuniu representantes de todos os 17 municípios da Mata Norte, além de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas da região.

Além do presidente estadual, estiveram presentes o secretário de organização do partido, João Campos, filho do ex-governador Eduardo Campos, e os prefeitos Bruno Ribeiro (Itambé), Kaká Bezerra (Aliança), Carlinhos do Moinho (Carpina), Gileno Filho (Ferreiros), José Pereira (Paudalho) e Jaílson do Armázem (Lagoa do Carro).

“Esta é uma oportunidade para organizarmos a nossa base e fazer um grande trabalho político pensando na eleição do ano que vem. O PSB é, e sempre foi, um partido que prioriza o diálogo com as bases e todos os setores da sociedade. Com esses encontros, estamos fortalecendo essa tradição e preparando o partido para as eleições do ano que vem”, afirmou Sileno Guedes.

A próxima parada da “Agenda 40” será no próximo sábado, dia 8, na cidade de Palmares, voltado para todos os municípios da Mata Sul.

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Ettore participa de sua última inauguração em São Lourenço da Mata

030815 - divulgação

O prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca, participou neste domingo (2) da sua última inauguração à frente da municipalidade.

Com recursos do FEM, ele reformou as instalações da Escola Rosina Labanca, no bairro do Parque Capibaribe.

Na ocasião, o prefeito confirmou que estará encaminhando na próxima semana o seu ato de renúncia à Câmara Municipal para assumir a direção da Arpe (Agência dos Serviços Regulados de Pernambuco).

A reinauguração da Escola contou com a presença do governador Paulo Câmara, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Uchoa (PDT), dos secretários Antônio Figueira (Casa Civil), Danilo Cabral (Planejamento) e Fred Amâncio, do vice-prefeito Gino Albanez (PSB), do deputado estadual Vinicius Labanca (PSB) e do ex-deputado (e secretário executivo da Casa Civil) André Campos (PSB).

“Estou me afastando do governo municipal, mas não estou me afastando da tarefa de servir ao povo de São Lourenço. Vou continuar trabalhando para o engrandecimento desta cidade. Vamos continuar juntos ajudando o governador Paulo Câmara, que tem uma grande responsabilidade pela frente, pois pegou um ano de crise e está conseguindo fazendo milagres, com poucos recursos”, declarou o prefeito.

Labanca, que é prefeito pela quarta vez, agradeceu a todos os integrantes da sua equipe – secretários municipais, diretores, etc. – bem como aos vereadores do seu grupo políticos, e reforçou o pedido a todos para que continuem contribuindo para a gestão do futuro prefeito Gino Albanez.

“Deixo a prefeitura com a consciência tranquila do dever cumprido. Saio da mesma maneira que entrei: com honradez e a cabeça erguida”, concluiu.

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Rede varejista de Alagoas inaugura filial em Caruaru

José Queiroz - reprodução internet

Desde a noite da última sexta-feira (31) Caruaru passou a contar com um filial da rede de supermercados Unicompras, que tem sua sede em Alagoas.

O evento teve a presença do vice-governador daquele Estado Luciano Barbosa (PMDB), do ex-governador de Pernambuco João Lyra Neto (PSB) e do prefeito José Queiroz (PDT).

“Para nós é motivo de alegria que, em plena crise, este empreendimento tenha escolhido Caruaru para investir porque aqui é a terra da prosperidade. A pujança dessa cidade está na capacidade de liderar, pois várias cidades são ligadas a Caruaru, uma cidade que repousa sua economia na força da sulanca que, junto com Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, formam o segundo maior polo do país”, disse o prefeito da cidade.

O vice-governador Luciano Barbosa também elogiou a escolha de Caruaru para receber a nova filial.

“É um grande privilégio poder prestigiar um momento como este em uma terra pujante como Caruaru. Esse trio de empreendedores vai se somar à força empreendedora de Caruaru”, disse ele.

A filial foi responsável pela abertura de 350 novos postos de trabalho na capital do Agreste.

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José Dirceu é preso na 17ª fase da Operação Lava Jato

José Dirceu - Foto Victor Soares- hor-ABr

O ex-ministro José Dirceu voltou a ser preso na manhã desta segunda-feira (3), em Brasília, por ordem do juiz Sérgio Moro, em decorrência da 17ª fase da Operação Lava Jato.

Ele teria recebido propinas, disfarçadas de “consultorias”, no valor de R$ 29 milhões, de empresas que tinham contrato com a Petrobras por intermédio de sua empresa JD Assessoria e Consultoria.

Nesta 17ª fase da Operação, a Polícia Federal cumpriria 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva.

O ex-ministro foi preso, preventivamente, juntamente com seu irmão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, que foi detido em Ribeirão Preto (SP).

Ele cumpria prisão domiciliar, em Brasília, como um dos réus do mensalão e teve dois pedidos de habeas corpus preventivo negado pelo TRF da 4ª região (Porto Alegre)

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Oposição de Olinda tenta barrar empréstimo no BNDES

arlindo_siqueira-divulgação

Os vereadores Arlindo Siqueira (PSL) e Jorge Federal (PMDB) pediram a interferência do Ministério Público de Contas para tentar barrar um empréstimo de R$ 35 milhões que o prefeito de Olinda, Renildo Calheiros (PCdoB), deseja fazer no BNDES dando como garantia o FPM.

O procurador geral do MPCO, Cristiano Pimentel, considerou consistentes os argumentos dos dois vereadores – de que o município não teria condições financeiras de arcar com esse empréstimo – e solicitou informações ao presidente da Câmara, Marcelo Soares (PCdoB) e ao secretário da Fazenda Jorge Alberto Costa Faria.

Ambos têm o prazo de 72 horas, a contar da última sexta-feira, para esclarecer ao MPCO as condições e critérios que seriam utilizados pela Prefeitura para contrair o empréstimo.

O prefeito pediu autorização à Câmara para fazer a operação, porém o projeto ainda não foi votado.

Segundo o vereador Jorge Federal (PMDB), da bancada de oposição, um dos pontos que suscitam “indício de irregularidade” é o percentual do empréstimo a ser destinado a consultorias e estudos: R$ 12 milhões.

Em caráter de “urgência”, o chefe do Ministério Público do TCE solicitou o envio de cópias de todos os anexos de todos os documentos que instruem o projeto de lei 39/2015.

“Vários pontos precisam ser esclarecidos e explicados”, dizem os dois vereadores, ressaltando a necessidade de haver “cautela redobrada” na hora de o município contrair dívidas “neste momento de crise econômica pela qual atravessa o país”.