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Aécio a um passo de passar Marina

Coluna Fogo Cruzado – 2 de outubro

Após substituir Eduardo Campos na chapa presidencial do PSB, Marina chegou a aparecer, numa simulação de 2º turno, com 50% das intenções de voto

Antes de ser vice de Eduardo Campos, Marina Silva apareceu numa pesquisa do Datafolha com 27% de intenções de voto para presidente da República. Isso em abril do corrente ano. Após tornar-se candidata, em razão da morte do ex-governador, quase duplica esse percentual numa simulação de segundo turno com a presidente Dilma Rousseff. Isso no final de agosto. Agora, que o Brasil passou a conhecer melhor a personagem e o que ela faria à frente do governo, está num processo de encolhimento igual àquele de Ciro Gomes na campanha de 2002. E não adianta culpar por isso apenas os ataques dos adversários, Dilma Rousseff e Aécio Neves, nem seu pouco tempo de televisão. A candidata perde votos em todas as regiões do país e em todas as faixas de renda e de escolaridade porque seu discurso é ruim e pouco consistente para quem deseja governar o Brasil. E corre o sério risco de perder para Aécio Neves a vaga no 2º turno.

O debate da TV Globo

Dos debates promovidos pelas TVs com os três principais candidatos a governador – Paulo Câmara (PSB), Armando Monteiro (PTB) e Zé Gomes (PSOL) -, o mais atrativo foi o da Globo por causa do formato. Em vez de jornalistas e gente do povo fazendo perguntas aos candidatos, eles próprios se questionaram uns aos outros sob a mediação de Márcio Bonfim. Como os três deixaram o estúdio “cantando” vitória, só uma pesquisa de opinião dirá quem foi o vencedor.

Duelo – Faltando quatro dias para as eleições, radicalizou-se a disputa entre Paulo Câmara (PSB) e Armando Monteiro (PTB), mas nada que se pareça com o Ceará. No vizinho Estado, o ex-ministro Ciro Gomes chama o líder nas pesquisas, Eunício Oliveira (PMDB), de “Pinóquio mentiroso”, “pilantra”, “frouxo”, “covarde” e “chantagista”. Eunício disse que vai processá-lo.

Licença – Em razão do pedido de licença dos governadores Cid Gomes (CE) e Raimundo Colombo (SC), assumiram o governo os desembargadores Geraldo Brígido e Nélson Schaefer.

É Dilma – Depois que Dilma cresceu nas pesquisas e ameaça reeleger-se no 2º turno, a tropa do PTB-PE que a mantinha escondida da campanha de Armando Monteiro (PTB) “dilmou” de vez.

Exceção – Se Paulo Câmara (PSB) eleger-se governador, terá sido o primeiro a chegar lá, de 1970 aos dias de hoje, sem ter sido antes vice-governador, prefeito do Recife ou ministro.

Pé frio – O ex-jogador Romário (foto), que lidera as pesquisas pela vaga do Senado no RJ, fez uma gravação pedindo votos para o colega de partido Fernando Bezerra (PSB). Em 2012 ele fez campanha para candidatos a prefeito do PSB em cinco cidades pernambucanas e perdeu todas.

Toalha – Sob a alegação de que o PSB não está cumprindo a ajuda financeira que Eduardo Campos lhe prometera, o candidato do partido ao governo de Minas, Tarcísio Delgado, entregou os pontos. Faz campanha apenas em Juiz de Fora, de onde foi prefeito em três ocasiões.

Desgaste – Anteontem, a cinco dias para a realização do pleito, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, chegou a 10% de intenções de voto, ante 49% de Geraldo Alckmin (PSDB). É o pior desempenho do partido naquele Estado desde a sua fundação em 1979. Padilha é “amigo-irmão” de Mozart Sales (PT) que é candidato a deputado federal por Pernambuco.

Cassação – Dorany Sampaio, presidente do PMDB-PE, corrige informação desta coluna. O último deputado que Paudalho, sua terra, mandou para a Assembleia Legislativa não foi seu irmão, Almany, e sim ele próprio, em 1966. Almany foi eleito em 58 e reeleito em 62. Mas foi cassado em 66 por ter votado contra a cassação dos colegas Cláudio Braga e Gilberto Azevedo, ambos sindicalistas.