Aumenta a desaprovação ao governo de Jair Bolsonaro

Coluna Fogo Cruzado – 20 de março de 2019

O Ipespe fez uma pesquisa por telefone, por encomenda da corretora XP Investimentos, sobre como os brasileiros estão avaliando o governo de Jair Bolsonaro e constatou aumento da reprovação e diminuição da aprovação. De acordo com o levantamento, a parcela da população que considera o governo “ruim” ou “péssimo” subiu de 17% para 24%, enquanto a que avalia a gestão como “boa” ou “ótima” caiu de 40% para 37%. Já a parcela que avalia o governo como “regular” é de 32%, mesmo resultado do levantamento anterior que foi realizado no mês de fevereiro. Mesmo assim, o governo tem um saldo positivo de 13 pontos porcentuais. O Ipespe realizou mil entrevistas por telefone em todo o país entre os dias 11 e 13 deste mês de março. A pesquisa mostra também que a expectativa positiva em relação ao governo do atual presidente está caindo. Em janeiro, quando assumiu a Presidência da República, a taxa dos que esperavam que o governo chegaria ao seu final avaliado positivamente passou era de 63%, caiu para 60% em fevereiro e agora está em 54%. Já a expectativa de “ruim” e “péssimo”, que era de 15% em janeiro, se manteve neste patamar no mês passado e subiu para 20% em março. A expectativa de “regular” era de 19% em janeiro, 20% em fevereiro e agora está 19%.

AVALIAÇÃO DOS CONGRESSISTAS

A imagem do Congresso Nacional continua negativa na cabeça da maioria dos brasileiros, segundo pesquisa do Ipespe. Para 37% da população, o desempenho do Poder Legislativo é “ruim” ou “péssimo”, ao passo que 18% o veem como “bom” ou “ótimo”. Os porcentuais são similares aos registrados na pesquisa anterior do mesmo instituto. O presidente do Congresso é o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE) apresentou seis emendas à Medida Provisória 873/19, editada pelo presidente Bolsonaro, que proíbe o desconto da contribuição sindical dos salários dos trabalhadores. A MP também altera os critérios de cobrança e recebimento de contribuições dos trabalhadores aos sindicatos. Um das emendas revoga o dispositivo que trata a contribuição como “facultativa” e diz que o recolhimento deve ser feito exclusivamente por meio de boleto bancário.

CANSOU ANTES DA HORA

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirma que são tantas as críticas à PEC da reforma previdenciária que ela caminha para ser rejeitada ainda na Câmara Federal. “Do jeito que está, essa reforma não passa. É inaceitável o que querem fazer com os mais pobres, estabelecendo menos da metade de um salário mínimo para os idosos com 60 anos”, diz o senador pernambucano, que é contra o projeto mas não apresente um projeto alternativo.

RELAÇÕES COM A CHINA

Presidente nacional do PSL, o deputado federal Luciano Bivar (PE) vai se encontrar amanhã (21) em Brasília com o embaixador da China no Brasil, Song Yang. Bivar vai representar o presidente Bolsonaro, que no dia 21 de abril próximo estará participando da reunião do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Pequim. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, na atualidade.

CPI DA LAVA TOGA

Até ontem (19), o senador Alessandro Vieira (PPS-SE) tinha conseguido 29 das 27 assinaturas necessárias para propor a “CPI da Lava Toga” visando a investigar o “ativismo judicial” nos tribunais superiores. Um dos alvos da CPI seria o ministro Gilmar Mendes (STF), o mais político dos 11 ministros da Suprema Corte.

COMISSÃO ESPECIAL

O Senador e presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), assinou ontem (19) o ato de criação de uma comissão especial para acompanhar a tramitação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. A comissão é composta por nove titulares e 9 suplentes. O presidente é o senador Otto Alencar (PSD-BA) e, o relator, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Os demais integrantes titulares são Eduardo Braga (MDB-AM), Espiridião Amim (PP-SC), Cid Gomes (PDT-CE), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), Jaques Vagner (PT-BA), Rodrigo Pacheco (DEM-GO) e Elmano Férrer (PODE-PI).

PSDB NÃO SERÁ DE DIREITA

Apesar dos esforços do governador de SP, João Doria (PSDB), no sentido de levar o PSDB para a “direita” com a concordância do virtual futuro presidente, Bruno Araújo (PE), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirma que isto não ocorrerá. “Esse espaço da direita está ocupado pelo PSL e pelo Bolsonaro”, afirma Jereissati. “Fomos criados com uma visão social-democrata e de lá para cá fomos solidificando o PSDB como um partido de centro. Nosso espaço é este, uma visão liberal na economia, bastante liberal nos costumes e que vê o estado como elemento regulador e atuante na questão dos desequilíbrios sociais”, afirmou.

CERCO AOS CALOTEIROS

O presidente Bolsonaro deve encaminhar ao Congresso ainda este mês um projeto de lei que estabelece regras para cobrança dos grandes devedores da Previdência. Só o grupo JBS do empresário Joesley Batista, segundo o deputado Danilo Cabral (PSB-PE), deve mais de R$ 2 bilhões. O secretário-adjunto de Previdência do Ministério da Economia, Narlon Nogueira, avalia que será possível recuperar algo em torno dos R$ 150 bilhões, o suficiente para cobrir o déficit orçamentário deste ano.

CRÉDITOS PODRES

Ao todo, a dívida dos grandes devedores da Previdência soma mais de R$ 500 bilhões, mas muitas das empresas devedoras não existem mais, tais como a Varig, Vasp, Transbrasil e Mesbla. As três primeiras já foram as maiores companhias aéreas do Brasil. Foram substituídas pela GOL, AZUL E AVIANCA.

COMENTARISTA VERSÁTIL

O radialista e ex-vereador de Belo Jardim, Valdemir Cintra, passou a integrar, como comentarista, a equipe da Rede Agreste de Rádios que cobre toda aquela região. Ele é de uma versatilidade a toda prova, pois emite opiniões, com segurança, tanto sobre poesia popular como sobre política regional e nacional. Além disso, apresenta um programa na Radio Asas FM da cidade de Lajedo. Um de seus grandes admiradores era o ex-governador Eduardo Campos.

DAQUI NINGUÉM ME TIRA

Carlos Lupi foi reconduzido ontem (18) à presidência nacional do PDT durante convenção do partido realizada em Brasília. O deputado federal André Figueiredo (CE), foi mantido em uma das vice-presidências. Lupi ocupa a presidência do PDT desde a morte do então presidente, Leonel Brizola, em 2004. De Pernambuco estavam presentes, entre outros, o deputado federal Wolney Queiroz e o deputado estadual José Queiroz.

AUSÊNCIA SENTIDA

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) não participou da convenção nacional do PDT, mas vários políticos do Ceará estavam presentes, entre eles o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio e o presidente da Câmara Municipal, vereador Antonio Henrique. Também foi visto lá o presidente do partido no Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Alves, que foi prefeito de Natal em duas ocasiões.

COERÊNCIA TRABALHISTA

Desde a sua I Convenção Nacional, em 12 de julho de 1981, o PDT tem sido coerente em defesa do trabalhismo que era pregado pelo ex-governador Leonel Brizola. O partido fechou questão contra a reforma previdenciária e quem desobedecer à sua orientação será expulso dos seus quadros.