Aécio afundou o PSDB, diz Régis

Coluna Fogo Cruzado – 9 de julho de 2019

O vereador recifense André Régis, presidente do PSDB do Recife, endossa a resolução do PSDB de São Paulo pela expulsão do deputado Aécio Neves dos quadros do partido. Ele afirma que o parlamentar mineiro é um dos grandes responsáveis pelo desprestígio em que o PSDB hoje se encontra, desde que veio à nota o áudio em que ele solicita R$ 2 milhões ao empresário goiano Joesley Batista para pagar despesas com advogados. O dano à imagem dos tucanos foi tão acentuado, afirma Régis, que seu candidato a presidente da República em 2018, Geraldo Alckmin, um político respeitado e três vezes governador do Estado de São Paulo, obteve menos de 5% dos votos válidos, quando até então o PSDB rivalizara com o PT pelo comando do Palácio do Planalto, tendo o próprio Aécio ficado em segundo lugar em 2014 com cerca de 50 milhões de votos. Régis entende que o PSDB “acovardou-se” ao não expulsar Aécio de imediato, e que o dano à imagem do partido persistirá enquanto ele permanecer filiado. De qualquer sorte, o cerco ao ex-senador está-se fechando, pois o PSDB paulista não tomaria decisão tão drástica sem o aval do governador João Doria e do presidente nacional Bruno Araújo.    

Biógrafo de Escobar

A palestra mais aguardada hoje no Congresso Pernambucano de Municípios, no Centro de Convenções, é a do jornalista colombiano Alonso Salazar, autor de uma biografia de Pablo Escobar (1949-1993), chefe do “Cartel de Medellín” e um dos maiores traficantes de drogas do mundo. Salazar elegeu-se prefeito dessa cidade defendendo o combate à violência com políticas sociais.

Segue o partido

Paulo Câmara não irá a Brasília, hoje, a convite do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para participar de uma reunião governadores que terá como pauta a reinserção de estados e municípios na reforma previdenciária. O governador de Pernambuco já teve oportunidade de posicionar-se contra o parecer do relator Samuel Moreira e vai seguir a posição do PSB.

Resistência ao presidente

O Nordeste continua sem “engolir” direito o presidente Bolsonaro. Em todas as pesquisas feitas de abril para cá, ele obteve nesta região o menor percentual de aprovação e o maior de desaprovação. Esse quadro só tende a melhorar se o governo fizer algo de concreto pelos nordestinos, tal como Lula fez com a transposição do São Francisco e a Bolsa Família.

Voto nulo

O ex-governador João Lyra Neto (PSDB) confessou ontem à Rádio CBN do Recife que votou em Alckmin, o candidato do seu partido, na última eleição presidencial, mas no segundo turno anulou o voto. Como não confia mais no PT, do qual já fez parte, nem acreditava em Bolsonaro, decidiu anular o voto, “que é uma posição política”, em vez simplesmente de votar branco.

A crise dos hoteis

Não é só Pernambuco que registra o fechamento de um grande número de hoteis, especialmente depois da Copa de 2014. O presidente da Embatur, Gilson Machado Neto, que é pernambucano, diz que o fenômeno é nacional. Há hoje, no Brasil, segundo ele, cerca de 150 hoteis que não resistiram aos efeitos da crise e fecharam suas portas, alguns deles em Boa Viagem.

Minuto de silêncio

O jornalista pernambucano Nélson Rodrigues costumava dizer que “o Maracanã vaia até minuto de silêncio”. Por desconhecer essa frase ou não dar-lhe importância, o presidente Bolsonaro foi assistir à partida Brasil (3) x Peru (1), pela final da Copa América e lá comprovou o que o “Anjo pornogrático” dizia. Recebeu aplausos, é verdade, mas não escapou de vaias.

Dosimetria errônea

O cantor e compositor João Gilberto, que era natural de Juazeiro (BA) e foi sepultado ontem no Rio de Janeiro, foi descrito como “gênio” por setores da mídia nacional e internacional. Talvez haja aí certo exagero, pois se o introspectivo João era mesmo “gênio”, por ter inventado uma batida de violão, como classificar Mozart, Beethoven, Bach e Carlos Gomes?