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Mendonça diz que não se submeterá a patrulhamento da Fetape

O líder do DEM na Câmara Federal, Mendonça Filho, divulgou nota nesta sexta-feira (31) rebatendo críticas da Fetape ao seu comportamento por ter liderado naquela Casa a derrubada do decreto presidencial que instituía conselhos populares na definição das políticas públicas do governo federal.

Ei-la:

1 – Os conselhos sociais existente no País foram criados por projeto de Lei, seja no âmbito municipal, estadual ou federal. O que significa que foram discutidos no Parlamento e com segmentos da sociedade. A primeira vez que se tentou criar e definir regras de funcionamento para os conselhos sociais de forma autoritária e antidemocrática foi agora com a presidente Dilma. Com uma canetada, assinando um decreto presidencial, a presidente feriu o princípio democrático da autonomia entre os poderes. Conselhos sociais podem e devem ser criados, desde que passem pelo Congresso, poder ao qual cabe constitucionalmente discutir e aprovar a matéria.

2 – É nítido que no País existem segmentos da chamada esquerda que querem e defendem que o Governo do PT governe sem Congresso. O que significa governar sem os representantes do povo. Essa posição, sim, é flertar com o autoritarismo reinante na América Latina, a exemplo da Bolívia e Venezuela;

3 – O PT e a presidente Dilma querem criar os ditos conselhos populares bolivarianos para reforçar o aparelhamento partidário existente na máquina pública, a exemplo das agências reguladoras. O País sabe que o resultado desse aparelhamento é incompetência na gestão pública e denúncias de corrupção como o caso lamentável da Petrobrás;

4 – Como foi editado, o decreto da presidente Dilma estava formatado para que o critério de escolha dos integrantes desses conselhos obedecesse à lógica do alinhamento político, ideológico e partidário com o PT e com o Governo da presidente;

5 – Tenho 28 anos de vida pública, com ficha limpa, e uma trajetória reconhecida em defesa dos princípios democráticos. Reconhecimento de entidades sérias como a OAB nacional pela qual fui homenageado pelas minha posições em defesa da democracia. Na minha vida pública criei, formei e integrei conselhos sociais. Dois desses conselhos – o Estadual de Gestão da Seca e o de Reforma Agrária – tive o prazer de formar e integrar com entidades como a Fetape, na época presidida por José Rodrigues;

6 – Sempre tive posições claras. Nunca me submeti e nem irei me submeter a patrulhamento da Fetape ou de quem quer que seja. Qualquer explicação sobre minhas posições farei ao eleitor, que confiou a mim a sua representação na Câmara dos Deputados. Não vou me intimidar com histerismo petista, nem da esquerdopatia, que querem impor ao Brasil um modelo venezuelano;

7 – O Projeto de Decreto Legislativo (PDC 1.491/20140) que revogou o decreto presidencial 8243/2014, ao contrário do que tenta fazer crer a Fetape, não é uma posição antidemocrática, nem foi decisão monocrática. O projeto foi discutido com juristas, tramitou na Câmara e contou desde o primeiro momento com o apoio de 19 dos 22 partidos representados na Casa, entre os quais o PDT, o PPS, o PV e o PSB, este último partido com o qual a Fetape tem afinidade política histórica. Isso significa que o projeto de minha autoria foi aprovado com o apoio de 410 dos 513 deputados. Ou seja, maioria esmagadora da Câmara dos Deputados.

8 – Para finalizar, está claro que a Câmara dos Deputados votou contra o decreto presidencial bolivariano por interesses institucionais e não ideológicos. O fato de a presidente estar no poder e ser reeleita agora não significa que a sociedade tenha dado a ela poderes de ser dona da República, passar por cima dos outros poderes, muito menos ser dona da verdade absoluta. Aproveito para reafirmar que recebi de parcela expressiva dos pernambucanos a confiança para continuar desempenhando o meu papel de oposição cobrando, fiscalizando, denunciando e, acima de tudo, defendendo os princípios democráticos e os interesses do nosso Estado.

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Lula volta a dizer em vídeo que não lê a revista “Veja”

O ex-presidente Lula postou um novo vídeo em sua conta no facebook rebatendo críticas que foram feitas ao PT durante a campanha eleitoral.

Segundo ele, se não tivesse havido os governos do PT “uma grande parcela da sociedade estaria marginalizada como sempre esteve”.

O presidente afirma na postagem que a revista “Veja” atuou nesta campanha como “panfleto” da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB).

Disse ele: “Se você olhar a ‘Veja’ como uma revista de informação, você fica muito nervoso pela quantidade de mentiras. Agora, se você olhar a ‘Veja’ como um panfleto da campanha do Aécio, você sofre menos. Vi essa revista como um panfleto da campanha do Aécio, talvez o melhor panfleto da campanha (dele)”.

O ex-presidente já havia classificado como uma “tentativa de golpe” a revista ter antecipado sua saída às bancas, na semana passada, com uma capa dizendo que ele e Dilma tinham conhecimentos do escândalo na Petrobras.

“Ela (revista) achava que a partir das coisas que ela contou poderia ganhar o processo eleitoral. Na verdade, ela deu um instrumento para a campanha do Aécio trabalhar na imprensa escrita e televisada”.

O ex-presidente voltou a dizer que não lê a revista “Veja” há muito anos e que ela já se definiu ideologicamente há muito tempo (o que não é nenhum pecado, diga-se de passagem).

Textual do ex-presidente: “Ela (revista) odeia o PT, odeia o governo do PT. Mas em vez de ficarmos nervosos, irritados, e todo mundo bravo, a gente tem de ver o seguinte: a ‘Veja’ é uma revista de oposição ao governo. Pronto, acabou”.

Contrariados com a publicação da matéria, militantes do PT picharam a sede da Editora Abril, em São Paulo, na madrugada da última segunda-feira, fato que foi repudiado por Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) e por diversas entidades representativas dos órgãos de imprensa.

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Questões regionais dificultam a fusão, diz o senador José Agripino

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), praticamente sepultou a tese da fusão do seu partido com o PSDB como vinha sendo admitido por várias lideranças, entre elas o deputado Mendonça Filho, dirigente da legenda em Pernambuco.

“Há perspectivas ou a possibilidade de fusões, mas não está na nossa pauta neste momento”, disse o político potiguar à Agência Estado.

Segundo ele, houve um almoço de líderes de bancada na última terça-feira, em Brasília, que reuniu DEM, Solidariedade, PSD, PSDC. No entanto, nada de concreto foi discutido, só conversa para alimentar o noticiário dos jornais.

“Todos estão conversando sobre a prática da oposição, a linguagem da oposição e perspectiva de blocos. Se a perspectiva de blocos evoluir para fusões, poderá ser discutida porque fusão tem implicações que remetem aos estados. É uma coisa que tem de ser muito bem cuidada, precisa ter muita cautela”, disse o presidente do DEM.

Em 2010, o DEM conseguiu eleger 43 deputados federais, número que caiu para 28 em 2012 depois que parte da bancada migrou para o recém-criado PSD, que passou a atuar na base governista.
Agora, elegeu apenas 22 deputados federais (um dos quais, Mendonça Filho, em Pernambuco).

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Presidente do PSB reunirá o partido no próximo dia 5

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, marcou para o próximo dia 5, em Brasília, uma reunião com os deputados federais e senadores eleitos.

O objetivo da reunião é unificar o discurso do partido em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff.

Hoje, o partido se divide em três posições: uma ala defende a reaproximação com o governo, outra que faça oposição e uma terceira que fique independente.

De Pernambuco estarão presentes o senador eleito Fernando Bezerra Coelho e os deputados federais eleitos ou reeleitos Fernando Filho, Gonzaga Patriota, Danilo Cabral, Felipe Carreras, João Fernando Coutinho e Tadeu Alencar.

Este último, inclusive, admitiu recentemente numa entrevista o retorno do PSB à base governista dizendo que a aliança do seu partido com o PSDB para apoiar Aécio Neves (PSDB) foi “circunstancial”.

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Nenhum pernambucano foi cotado até agora para o ministério de Dilma

A imprensa do sul continua fazendo especulações sobre o futuro ministério da presidente Dilma Rousseff.

Já foram citados como “ministeriáveis”, entre outros, o presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco, o empresário Josué Gomes da Silva (filho do ex-vice-presidente José Alencar), a senador Kátia Abreu (PMDB-TO), o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD) e o governadores Jaques Wagner (BA) e Cid Gomes (CE).

Não se falou até agora, entretanto, em nenhum pernambucano para o primeiro escalão ministerial.

No entanto, como Dilma Rousseff obteve aqui no Estado quase 71% dos votos válidos, supõe que ela pretenda convidar alguém do PT ou do PTB para fazer parte do seu governo. E os nomes de maior visibilidade são os seguintes: os senadores Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB) e os deputados federais não reeleitos João Paulo, Pedro Eugênio e Fernando Ferro, todos do PT.

De todos, quem tem a melhor relação pessoal com a presidente reeleita é o ex-prefeito do Recife.

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João Lyra Neto e Paulo Câmara vão assistir ao concerto da Orquestra Criança Cidadã

Os governadores João Lyra Neto (atual) e Paulo Câmara (atual) confirmaram presença nesta sexta-feira (31), no Vaticano, para assistir à apresentação para o Papa Francisco da orquestra pernambucana “Criança Cidadã”.

O concerto, sob a regência do maestro Nilson Galvão Júnior, está marcado para a Sala Clementina.

Constam do repertório músicas de Bach, As Quatro Estações (Vivaldi) e trechos da Serenata composta por Tchaikovsky. Haverá ainda a participação especial da violinista japonesa Yoko Kubo

Segundo o regente, o repertório é basicamente erudito e sacro. “Mas se eles permitirem pretendemos fazer também algumas homenagens tocando um tango argentino (Cabeza) e o hino do San Lourenzo, que é o time do papa”.

O projeto “Criança Cidadã” nasceu há oito anos na comunidade do Coque, no Recife, à época um dos bairros mais violentos da capital pernambucana.

Foi idealizado pelo juiz de direito João Targino e atualmente atende a 170 jovens e crianças de forma gratuita.

Após a passagem pela Itália, os meninos do Coque vão se apresentar em Lisboa, no próximo dia 4, para o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho.

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Ariano já tem substituto na Academia Brasileira de Letras

O escritor e jornalista Zuenir Ventura foi eleito nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, para a vaga de Ariano Suassuna na Academia Brasileira de Letras.

Ariano morreu no dia 23 de julho deste ano, no Recife, aos 87 anos de idade, poucos dias após concluir o livro “O jumento sedutor” que ainda não tem data para chegar às livrarias.

Zuenir recebeu 35 dos 37 votos possíveis, sendo18 de acadêmicos presentes e 19 por meio de cartas. Os poetas Thiago de Mello e Olga Savary, que concorreram com Zuenir, tiveram um voto cada.

Zuenir tem 83 anos de idade e é colunista do jornal “O Globo”. É bacharel em Letras pela UFRJ e professor aposentado da mesma instituição.
Ele já trabalhou no “Correio da Manhã” e no Jornal do Brasil e nas revistas Fatos & Fotos, Visão e Veja.

Em 1988 lançou o livro “1968 – O Ano que Não Terminou” que está na 48ª edição e já vendeu cerca de 400 mil exemplares.

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Bolsonaro avisa ao PP que será candidato a presidente em 2018

Chateado porque nenhum candidato a presidente da República declarou-se “de direita”, nessas eleições, o deputado federal reeleito, Jair Bolsonaro (PP), o mais votado no Rio de Janeiro com 464 mil votos, já avisou ao seu partido que será candidato em 2018.

Em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, Bolsonaro disse o seguinte: “Sou de direita mesmo e não tenho vergonha de dizer. Vou disputar o Planalto. Se meu partido não me apoiar, mudo de legenda para concorrer”.

Segundo ele, o eleitorado “de direita” votou em Aécio Neves (PSDB) por falta de alternativa. E está ansioso para votar num candidato que represente o seu pensamento.

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André de Paula vai ao encontro da presidente Dilma Rousseff

Único pernambucano eleito para a Câmara Federal pelo PSD, o deputado André de Paula confirmou nesta sexta-feira (31) que estará em Brasília na quarta-feira da próxima semana para um encontro no Palácio da Alvorada com a presidente reeleita Dilma Rousseff.

O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, é quem está informando aos parlamentares eleitos que deseja recebê-lo na próxima terça-feira, 4, às 11 horas da manhã.

O PSD foi o primeiro partido, depois do PT, a declarar apoio à reeleição da atual presidente.

O partido está representado no governo pelo ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos. Mas o seu representante no novo governo deverá ser o próprio Kassab.

O PSD elegeu 37 deputados federais, entre eles André de Paula, e três senadores.

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PSDB quer disputar o “3º turno” com o PT

Por meio do deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), o PSDB protocolou ontem (30) no Tribunal Superior Eleitoral um pedido de auditoria nas urnas eletrônicas para verificar o resultado das eleições.

Os tucanos afirmam que há “uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira” pelo fato de o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, só ter divulgado o resultado da eleição presidencial por volta das 20h30 quando foram computados os votos do Estado do Acre.

O atraso se deu porque o Acre tem uma diferença de três horas em relação a Brasília no novo horário de verão.

Petistas repudiaram a decisão do PSDB de pedir a recontagem dos votos afirmando que esse partido quer forçar um “terceiro turno” após o seu candidato Aécio Neves ter perdido a eleição para Dilma Rousseff.

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, “o PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido e entrando perigosamente por um ambiente de terceiro turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria”.