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É preciso que se olhe o “conjunto da obra”

Coluna Fogo Cruzado – 3 de setembro

É legítimo e patriótico que se cobre de Marina o que faria com o Brasil se por acaso for eleita presidente da República

A história de vida de Marina Silva tem semelhanças com a de Lula. Marina nasceu num seringal do Acre, alfabetizou-se aos 17 anos e depois se juntou a Chico Mendes para iniciar uma luta sem trégua em defesa da Amazônia. Lula nasceu na zona rural de Garanhuns, emigrou num pau-de-arara para São Paulo, aos 12 anos, e lá tornou-se presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, liderando uma greve da categoria que havia sido proibida pelo regime militar. Mas isso por si não qualifica ninguém para ser presidente da República, ainda mais numa conjuntura como esta em que Dilma Rousseff vai entregar o país ao sucessor, como dizia Eduardo Campos, em situação pior do que recebeu. Por isso é legítimo e patriótico que se cobre de Marina o que ela faria com o Brasil se por acaso chegar lá. Se, como afirmava o ex-governador, não devemos “desistir do Brasil”, também não se pode entregá-lo a quem não mostre capacidade para geri-lo.

A pisada de bola de Agripino

Até a data de sua morte, em 13 de agosto último, Eduardo Campos não admitiu uma única vez apoiar Aécio (PSDB) para presidente se porventura não chegasse ao segundo turno. Sempre que era questionado sobre o assunto, dizia: “Não falo sobre isto porque vou estar no segundo turno e ganhar a eleição”. José Agripino (DEM-RN), coordenador da campanha de Aécio, já admitiu apoiar Marina, para livrar o país do PT. E foi censurado internamente pela alta cúpula do PSDB.

Poesia – Um dos momentos mais belos da sessão da Câmara Federal realizada ontem, em memória de Eduardo Campos, foi quando o poeta Antônio Marinho (de São José do Egito) subiu à tribuna para prestar-lhe uma homenagem, em versos. Seu pai, o também poeta “Zeto”, de Canhotinho, compôs “Volta Arraes ao Palácio das Princesas/ Vai entrar pela porta que saiu”.

Comício – O comando da campanha de Armando Monteiro (PTB) despachou ontem para Petrolina o ex-prefeito de Sanharó, Geovane Freitas, para preparar o comício de amanhã.

Presença – Diferentemente do que foi dito nesta coluna, o ex-deputado Roldão Joaquim (PDT) foi a São Joaquim do Monte, sua terra, domingo, receber o senador Armando Monteiro (PTB).

Tensão – É grande a tensão na Frente Popular por conta de votos que teriam sido prometidos por Eduardo Campos a alguns deputados estaduais e federais que estão em “zona de risco”.

Confiança – Se Marina ganhar a eleição, pelo menos um ex-auxiliar de Eduardo Campos tem vaga garantida no time presidencial: Sérgio Xavier (foto) que foi secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade. Ele já atua hoje como “secretário particular” da candidata do PSB.

Equívoco – Lula diz nas inserções do PT no rádio e na TV que João Paulo é “muito querido pelos pernambucanos”, por isso nunca perdeu uma eleição. Errado. João Paulo perdeu em 96 para prefeito de Jaboatão e em 2012 para vice do Recife na chapa de Humberto Costa.

Trio – Santa Cruz do Capibaribe lançou este ano três candidatos a deputado estadual: Diogo Moraes (PSB), que concorre à reeleição, o vice-prefeito Dimas Dantas (PP) e o vereador Ernesto Maia (PSL). Diogo se aliou em 2012 ao atual prefeito Édson Vieira, que era deputado estadual pelo PSDB, a pedido de Eduardo Campos, para derrotar o deputado José Augusto Maia (PROS). E conseguiu.

Estilo – Caso seja eleita presidente, Marina deverá repetir o “estilo Itamar” (Franco): governar com pessoas e não com partidos. Itamar convidou para ser seu líder na Câmara Federal o pernambucano Roberto Freire, cujo partido (PPS), à época, tinha apenas três parlamentares. Pôs Luíza Erundina (então no PT) no Ministério da Administração e Jamil Haddad, indicado por Arraes, na Saúde.

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Datafolha começa a divulga nesta quarta-feira uma nova rodada de pesquisas

Armando Monteiro Neto - Divulgação_

O Instituto Datafolha registrou sexta-feira passada, dia 29, uma nova pesquisa eleitoral sobre a intenção de votos dos brasileiros para presidente da República.

Será a segunda pesquisa desse Instituto após Marina Silva ter sido confirmada como candidata do PSB em substituição a Eduardo Campos.

A pesquisa foi contratada pela Folha de São Paulo e pela TV Globo a fim de baratear os custos para as duas empresas.

Os pesquisadores entraram em campo na última segunda-feira e concluem o trabalho nesta quarta, donde se conclui que a pesquisa pode ser divulgada à noite no Jornal Nacional.

O Datafolha registrou também pesquisas eleitorais que estão sendo feitas nos seguintes Estados: Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará e Distrito Federal.

Os levantamentos vão aferir as intenções de voto para os governos estaduais e a vaga do Senado Federal.

A coleta dos dados começou hoje (2) e termina amanhã (3). No Ceará, ela começou ontem (1º) e termina hoje.

Antes dessa nova rodada de pesquisas, a presidente Dilma Rousseff (PT) estava empatada com a candidata Marina Silva (PSB): 34% x 34%.

Nos Estados, o 1º lugar estava com Armando Monteiro (PE), Geraldo Alckmin (SP), Fernando Pimentel (MG), Ana Amélia (RS), Eunício Oliveira e José Roberto Arruda (DF).

Armando perdeu fôlego na última pesquisa do Ibope, ao passo que o candidato governista, Paulo Câmara (PSB), avançou bastante.

A pesquisa desta quarta vai dizer se houve apenas “acomodação” dos dados ou se o candidato do PSB está em processo de “virada”.

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Câmara faz sessão especial em homenagem a Eduardo Campos

020914 - Foto - Gustavo Lima - Câmara dos Deputados

A Câmara Federal prestou uma homenagem nesta terça-feira aos ex-deputados Eduardo Campos e Pedro Valadares, que morreram num acidente de avião no dia 13 do mês passado.

A sessão foi dirigida pelo presidente Henrique Alves (PMDB-RN) e foi marcada por discursos de diversos líderes de bancada.

De Pernambuco falaram Jorge Corte Real (pelo PTB), Mendonça Filho (pelo DEM) e Luciana Santos (pelo PCdoB). Roberto Freire (SP) falou pelo PPS e Chico Alencar (RJ) pelo PSOL.

Para o presidente Henrique Alves, a morte do ex-governador de Pernambuco deixa uma “lacuna irreparável” na política nacional.

“Perdemos a oportunidade de vê-lo um dia cumprir a promessa de ampliar, para todo o País, experiências revolucionárias que pôs em prática como mandatário estadual. Nos seus dois mandatos à frente do governo pernambucano, impregnou o Estado com tal atmosfera de modernidade administrativa e busca por justiça social que, ao deixar o cargo, tinha mais de 80% de aprovação dos seus conterrâneos”, disse o presidente.

Afirmou também que Eduardo Campos era um político do diálogo, pois soube “trafegar entre a esquerda radical e a direita mais conservadora sem trair os seus princípios”.

Ele sabia que o confronto de concepções de mundos diferentes não deve produzir vencidos nem vencedores, mas sim o saudável debate democrático”, salientou.

Durante a sessão, foram entregues aos familiares dos dois ex-parlamentares placas de homenagem e exibidos vídeos sobre a trajetória política de ambos.

Assistiram à sessão a viúva Renata Campos e seus cinco filhos, a mãe do ex-governador, Ana Arraes, o irmão Antonio Campos, o governador João Lyra Neto, o prefeito Geraldo Júlio, o candidato a governador, Paulo Câmara (PSB), e vários deputados estaduais e federais da Frente Popular.

“Sua bem-sucedida trajetória no governo de Pernambuco, bem como na maneira de fazer política, servem de exemplo e de inspiração para todos nós, comprometidos com a construção de um Brasil mais próspero, mais justo e mais solidário”, disse Henrique Alves.

A sessão foi encerrada com uma homenagem prestada ao ex-governador, em versos, pelo poeta e declamador, Antonio Marinho, natural de São José do Egito (PE).

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Governador da Paraíba está perdendo a batalha pela reeleição

Ricardo Coutinho  - foto Agencia Brasil

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, um dos poucos do PSB que estavam firmes com a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, está perdendo a batalha pela reeleição.

Pesquisa do Ibope divulgada ontem aponta o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) liderando a corrida eleitoral com 47% das intenções de voto, ante 33% do governador e 3% do senador Vital do Rêgo (PMDB).

A pesquisa foi encomendada pelo pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, afiliadas da Rede Globo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 28 e 31 do mês de agosto com 812 eleitores de 43 municípios paraibanos.

Em 2010, Coutinho fez aliança com Cássio Cunha Lima para enfrentar o candidato do PMDB, José Maranhão.

A aliança foi “costurada” no Recife pelo então governador Eduardo Campos. Em troca, Cássio ficou com a vaga de senador.

No início deste ano, alegando que o governador não “ouve” ninguém, Cássio comunicou a Eduardo Campos que iria romper a aliança. Rompeu e será candidato contra ele.

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Agripino vai pagar caro por ter admitido Aécio fora do 2º turno

José Agripino - Foto Moreira Mariz-Agência senado

O senador José Agripino (DEM-RN), coordenador nacional da campanha de Aécio Neves, continua sendo bombardeado por todos os lados por ter admitido votar em Marina Silva (PSB) se seu candidato não chegar ao segundo turno.

Sua fala causou desconforto nas principais lideranças do PSDB, embora o próprio Aécio tenha dito que o colega foi induzido pelo repórter que o entrevistou a dar aquela resposta um tanto óbvia. Ou seja, se Aécio beber água no primeiro turno, a opção do PSDB no segundo é mesmo Marina. Ou seria o PT?

Até o presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, estranhou a declaração de Agripino, tida como algo de “político amador”.
“Ele está dizendo isso? Então não tem segundo turno. Ele jogou a toalha”, disse o dirigente socialista.

Por outro lado, um colunista do jornal “Valor”, Raimundo Costa, afirma que Aécio pode renunciar à candidatura para ir cuidar da de Pimenta da Veiga (PSDB), em Minas, que está perdendo nas pesquisas para o petista Fernando Pimentel.

No meio desse tiroteio, Aécio usou seu horário político desta terça-feira (2) para pedir aos brasileiros que façam uma reflexão entre ele e Marina Silva.
Ele (tucano) seria a “mudança segura”, ao passo que Marina Silva seria um salto no escuro.

Até a eleição, tanto o seu discurso como o da presidente Dilma Rousseff será nesta linha: de que Marinha não tem
bagagem e nem experiência política para ser presidente da República.

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Paulo Rubem faz ataque à política de segurança de Pernambuco

paulo rubem - foto agência câmara

O deputado federal Paulo Rubem Santiago (PDT), candidato a vice-governador na chapa do senador Armando Monteiro (PTB), deixou de lado a diplomacia política e começou a fazer ataques à política se segurança do governo estadual.

Foi durante uma plenária da deputada estadual Teresa Leitão (PT) no Colégio São Bento, em Olinda.

Para o deputado, é preciso questionar o chamado “Pacto pela Vida” porque a criminalidade está aumentando em Pernambuco.

Segundo ele, Pernambuco “é o terceiro Estado do Nordeste onde mais se mata criança e adolescente”, sendo que em mais de 60 municípios não há delegado de plantão.

“Se a educação do Estado também é modelo de analfabetismo, com mais 1 milhão de pessoas analfabetas, onde está esse novo modelo de gestão?”, perguntou.

O deputado criticou também a situação de abandono em que se encontram as áreas periféricas do Recife.

Disse ele: “Tenho caminhado muito com João Paulo e Armando Monteiro por bairros como Coque, Coelhos, Água Fria, Brasília Teimosa e o que observamos é muito lixo das ruas, galerias entupidas, mau cheiro, mosquitos, escolas e postos de saúde funcionando com muita precariedade”, relatou.

O candidato à vice também sugeriu ao prefeito Geraldo Júlio (PSB) que construa ciclovias e ciclofaixas para os trabalhadores que moram no Jordão, em Casa Amarela e no Sítio dos Macacos.

“Quem mais precisa da ação governamental, não conta com ela. É um governo midiático”, observou.

 

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Programa de Aécio Neves será anunciado na próxima semana

Aécio Neves - Foto George Gianni

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, vai apresentar na próxima semana o seu programa de governo, aprofundando as diretrizes já encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O programa, disse ele, “terá a marca da coerência e da consistência das propostas, que foram amplamente debatidas com vários setores da sociedade comprometidos com a retomada do crescimento econômico e o desenvolvimento social”.

Uma das novidades do programa do tucano é a transformação do Ministério da Justiça em Ministério da Segurança Pública e da Justiça.

O programa prevê também o apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de autoria do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), vice da chapa, que abre a possibilidade de a Justiça aplicar o Código Penal a crimes cometidos por menores entre 16 e 18 anos.

De acordo com o candidato, em casos de crimes considerados extremamente graves ou cometidos de forma repetida pelo menor, o juiz pode decidir pela responsabilização penal do adolescente, depois de ouvido o Ministério Público e de exames criteriosos feitos por especialistas, atestando que o jovem tem discernimento sobre o ato que praticou.

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Governador pede pressa ao Banco Mundial na liberação de recursos para Pernambuco

020914 - foto divulgação SEI

O governador João Lyra Neto esteve nesta terça-feira, em Brasília, com a diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah Wetzel, para cobrar mais agilidade na liberação de um empréstimo para pôr em prática dois projetos: o Programa de Sustentabilidade Hídrica e o Programa de Desenvolvimento Rural Sustentável de Pernambuco.

À saída, disse que sua expectativa é que sejam liberados, até o final do mês, cerca de R$ 100 milhões para esses dois programas.

“A nossa parceria com o Banco Mundial é antiga, mas esta foi a primeira oportunidade que tive de me reunir com a diretora Deborah Wetzel, desde que assumi o governo, em abril. Foi uma visita institucional, na qual pudemos acompanhar o conjunto de projetos que estão em andamento, e depois tratamos especificamente desses dois, o PSH e o Prorural. A diretora confirmou a liberação, já na próxima semana, de R$ 57 milhões para o PSH. Mas como é tudo feito por etapas, também estamos na expectativa de mais uma liberação de aproximadamente R$ 40 milhões até o final deste mês”, afirmou João Lyra Neto.

“Não se trata de empréstimos, mas de liberações para projetos que estão em andamento”, frisou o governador.

Também participaram da reunião o secretário de Planejamento e Gestão de Pernambuco, Frederico Amâncio; o coordenador geral de Operações do Banco Mundial, Boris Utria; e o coordenador do Programa para Política Econômica, Governança e Gênero, Roland Clarke.

 

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Humberto chama Marina de “conservadora e contraditória”

Humberto Costa - foto Agencia Brasil

O crescimento de Marina Silva nas pesquisas como candidata do PSB à Presidência da República levou o senador Humberto Costa (PT-PE) à tribuna do Senado, nesta terça-feira, unicamente para atacá-la.

Para o líder petista, sua ex-colega de ministério (no governo Lula) tem discurso “incoerente” e um programa de governo cheio de inconsistências.

Disse que a “nova política” pregada pela candidata é um “engodo”, uma vez que o partido onde está provisoriamente abrigado, o PSB, “segue trilhando o caminho de antigas práticas da política brasileira”.

“Ela recrimina as velhas raposas, mas está com seu palanque cheio delas. Recrimina o PSDB, mas seu tesoureiro de campanha é o candidato a vice na chapa do governador tucano de São Paulo (Geraldo Alckmin). Recrimina o PT mas, no Rio, o seu candidato ao Senado está na chapa do nosso colega, senador Lindbergh Farias (PT). Recrimina também os transgênicos e a indústria de armas, mas o seu vice (Beto Albuquerque) recebeu contribuições eleitorais de empresas privadas desses setores. Ou seja, Marina esconde por baixo do xale o que há de mais conservador neste país”, disse o senador pernambucano.

Para o senador, o programa de governo de Marina, lançado na última sexta-feira, “é a síntese das contradições que a sua candidatura representa”.

“É um conjunto de promessas que não aguentou ficar 24 horas em pé. Depois de divulgado, não suportou a pressão de setores descontentes com o seu teor. Foi desfigurado, em menos de um dia, por um punhado de tuitadas”, disse o líder petista no Senado em relação às “errata” publicadas pelo PSB sobre direitos civis da comunidade LGBT e energia nuclear.

“Como alguém se propõe a governar o Brasil desse jeito? Isso demonstra a tibieza, a fraqueza da chapa presidencial de Marina Silva, que – refutando tudo e todos – não teria ninguém para governar caso vencesse a eleição. Não teria base neste Congresso, não teria aliados, não teria apoios para aprovar projetos e jogaria o Brasil numa paralisia extremamente perigosa”, acrescentou.

O líder do PT deixou bem claro que as críticas que faz a Marina Silva não são se natureza pessoal.

“Todos nós reconhecemos a sua bela história de vida, a luta em favor da causa ambiental e o seu bom desempenho como parlamentar. O que questiono aqui é o seu projeto para o Brasil, a 7ª economia do mundo, um país de mais de 200 milhões de habitantes, cheio de grandes complexidades que não podem ser geridas com invenções e truques, como quem tira coelho de cartola”, afirmou.

O senador disse também que Marina despreza uma das maiores descobertas brasileiras de todos os tempos: o pré-sal.

“Foram anos de esforço humano e de investimentos públicos empreendidos pela Petrobras até que descobríssemos esse tesouro que nos tornará, proximamente, num dos maiores exportadores de petróleo do planeta”, observou.

“Por disposição da presidenta Dilma, mais de R$ 1,3 trilhão do pré-sal serão investidos na saúde e na educação do nosso país nos próximos 30 anos. Mas a candidata Marina Silva dá as costas a tudo isso. Nas diretrizes de política nacional de energia do seu programa de governo, sequer há citação das palavras ‘petróleo’ e ‘pré-sal’”, alfinetou.

O parlamentar concluiu seu discurso dizendo que os brasileiros já manifestam o entendimento de que não querem mais retroceder e devolver o Brasil a um passado de atraso e miséria, “a marca do PSDB”.

Segundo ele, o desafio agora é outro. “O desafio é enxergar o perigo por trás desse ‘novo’ que se propõe, desse obscurantismo que envolve essa dita ‘nova política’, que se diz progressista. Podemos preservar o que conquistamos e seguir as mudanças que iniciamos sem retroceder a um passado sombrio e sem saltar em um precipício, rumo ao desconhecido”, finalizou.

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Priscila Krause questiona “competência” da PCR para captar recursos federais

Priscila Krause 2 - divulgação

A vereadora e candidata a deputado estadual, Priscila Krause (DEM), foi à tribuna da Câmara nesta terça-feira (2) para questionar a competência da administração do prefeito Geraldo Júlio (PSB) na gestão e captação de recursos públicos.

O questionamento foi a propósito do atraso da última etapa da Via Mangue.

A Prefeitura alega que a obra atrasou por absoluta falta de recursos. Parte da obra (trecho subúrbio-Centro) deveria ter sido entregue ontem e como isso não ocorreu a vereador afirma que houve “falta de planejamento”.

Para a vereadora, é inadmissível que a Prefeitura tenha tanto dinheiro para gastar com publicidade e coloque em plano secundário obras de mobilidade.

“O governo já gastou R$ 28 milhões só em publicidade de janeiro a setembro deste ano e não tem dinheiro para terminar a Via Mangue? Só a Fundação de Cultura gastou, nesse mesmo período, R$ 42,9 milhões com shows e eventos. Como é que não tem dinheiro para terminar a Via Mangue?”, perguntou.

Disse também que a Câmara Municipal deu recentemente uma autorização ao prefeito para contrair um empréstimo de R$ 400 milhões para as contrapartidas do município.

A autorização para o empréstimo, disse ela, foi solicitada pelo prefeito Geraldo Júlio (PSB) em abril de 2013 e aprovada em regime de urgência.

A vereadora disse também que há outros convênios com o governo federal que não estão sendo honrados, citando como exemplos os que foram assinados para construção do Hospital da Mulher e reforma do “Geraldão”.