Coluna Fogo Cruzado – 24 de abril

Aliando-se ao PSB, diz Marília Arraes, PT correria o risco de não eleger nenhum federal

A vereadora Marília Arraes não tem mais dúvida de que eventual aliança do seu partido (PT) com o PSB para apoiar a reeleição do governador Paulo Câmara está descartada, por cinco motivos. Primeiro: o PSB acaba de lançar um candidato a presidente da República que é o ex-ministro Joaquim Barbosa. Logo, a troco de que o PT de Pernambuco apoiaria o atual governador? Segundo: por mais que o senador Humberto Costa afirme que a decisão sobre a aliança é da direção nacional, a senadora e presidente nacional do PT, Glesi Hoffmann, já disse que a palavra final sobre essa matéria é da direção estadual. Terceiro: se o PT eventualmente se aliasse ao PSB, correria o risco de, mais uma vez, não eleger nenhum deputado federal, tal como aconteceu em 2014, quando serviu de “cauda” para o PTB. Agora, diz ela, serviria de “cauda” para o PSB. Quarto: qual foi o gesto que o PSB fez em relação ao PT sob o ponto de vista nacional? Alguma vez externou o desejo de apoiar o ex-presidente Lula? Quinto: conversou duas vezes com o ex-presidente sobre a eleição estadual e ouviu dele a recomendação para continuar trabalhando a candidatura e, se possível, falar em alguma rádio da capital ou do interior todos os dias. Por último, acha que seria uma “desmoralização” para o PT aliar-se a um partido que contribuiu com 34 votos para aprovar o impeachment de Dilma Rousseff.

A chapa de federais

Pelas contas de Marília Arraes, o PT elegerá, pelo menos, 2 deputados federais em Pernambuco nas eleições de 6/10, contando com os votos de legenda. Deverão estar na chapa, dentre outros, Humberto Costa, Fernando Ferro e Carlos Veras (presidente da CUT-PE). Crê também que terá chance de vitória quem se candidatar ao Senado empunhando o slogan “o senador de Lula”.

O adeus – Gilson Machado foi o 14º constituinte pernambucano a falecer após a promulgação da Carta de 88. Antes dele faleceram Fernando Lyra, Osvaldo Coelho, Paulo Marques, Ricardo Fiúza, Geraldo Melo, José Mendonça, Maurílio Ferreira Lima, Cristina Tavares, Wilson Campos, Horácio Ferraz, Osvaldo Lima Filho, Antonio Farias e Mansueto de Lavor.

Saia justa – Candidato derrotado à prefeitura de Jaboatão em 2014, o ex-vereador Manoel Neco (PP), que é candidato a deputado estadual, iria fazer dobradinha com Lucas Ramos (PSB), mas como este decidiu concorrer à reeleição, aliou-se a Felipe Carreras (PSB). Assim que soube, a executiva estadual do PP enquadrou-o. Só pode apoiar alguém de outro partido se ela autorizar.

De Deus – A bancada evangélica já representa 16% da Câmara Federal e o propósito das Igrejas é elevar esse percentual para 20%. Em Pernambuco, em 2014, os dois primeiros colocados para a Alepe são evangélicos: Cleiton Collins (216 mil votos) e Plesbítero Adalto (158 mil). Para a Câmara Federal, o 2º e o 5º colocados também são evangélicos: Pastor Eurico e Anderson Ferreira.

Ranking municipal – Teve início ontem o prazo para que os prefeitos comecem a enviar ao TCE, por meio eletrônico, os dados que irão compor o “Índice de Efetividade da Gestão Municipal”. Serão analisados para o “ranking” dados sobre educação, saúde, gestão fiscal, meio-ambiente, etc.

Data única – Como constituinte em 1987, Gilson Machado apresentou uma emenda pela coincidência dos mandatos. Ou seja, as eleições se realizariam no mesmo ano para vereador, prefeito, deputado estadual e federal, senador, governador e presidente da República. Não foi aprovada.

A fadiga democrática

Por: *Gaudêncio Torquato O mundo padece de síndrome da fadiga democrática. A pertinente observação é do escritor, jornalista e poeta belga David Van Reybrouck, para quem as Nações atravessam um...