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PSDB mancha a imagem de Aécio

Coluna Fogo Cruzado – 20 de dezembro

“Xiitas” do PSDB estão contribuindo para arranhar a imagem do senador Aécio Neves, que foi seu candidato a presidente

Ficou feio para o senador Aécio Neves a tentativa feita pelo seu partido de tentar deslegitimar a segunda eleição de Dilma para presidente da República e a de Michel Temer para vice. O senador teve um gesto simpático ao telefonar para a presidente, no domingo do segundo turno, para parabenizá-la pela vitória, mas de lá para cá vem errando o passo. Já foi à Justiça Eleitoral pedir uma auditoria nas urnas eletrônicas e ontem permitiu que os “xiitas” do PSDB fossem de novo ao TSE solicitar a cassação do registro da candidatura da presidente reeleita. Ora, se o PT porventura beneficiou-se de recursos ilícitos da Petrobras para fazer sua campanha, deixe-se que o caso seja investigado pela Polícia Federal e o Ministério Público, que vêm atuando muito bem na “Operação Lava Jato”. Questionar a legitimidade do mandato da presidente e do seu vice, a essa altura do campeonato, é uma espécie de “3º turno” que a Justiça Eleitoral deve indeferir.

A despedida dos senadores

Pela ordem, despediram-se do Senado nos últimos 15 dias os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Eduardo Suplicy (PT-SP) e José Sarney (PMDB-AP). Jarbas vai se transferir para a Câmara e Suplicy retomará sua militância no PT de SP, podendo inclusive ser candidato a vereador nas eleições de 2016. Simon e Sarney é que deram adeus à vida pública. Estão na política há mais de 50 anos e decidiram parar para cuidar dos netos.

Equação – Sendo ainda novato na política, Paulo Câmara (PSB) enfrentou muitas dificuldades para montar o secretariado porque não é fácil administrar o apetite de uma Frente que tem 21 partidos. Hoje, bem mais aliviado pelo arrefecimento das pressões, o governador eleito está montando o segundo e espera encerrar todas as escolhas antes das festas do Natal.

Missão – Como já havia dito lá atrás que não haveria “governo João Lyra” e sim a continuidade do de Eduardo Campos, o atual governador está aliviado por estar concluindo bem a sua missão.

Tucano – Já se diz na cúpula do PSDB que o deputado Daniel Coelho não está no partido por convicção, e sim por “conveniência” e isso o desobriga de apoiá-lo para a prefeitura do Recife.

Cobrança – O deputado Augusto César (PTB) disse em discurso na Alepe que o Hotel Santa Maria (Araripina) deixou de atender aos usuários do Sassepe porque o Estado não está pagando.

Sangue – O deputado João Fernando Coutinho (foto) reconquistou na Câmara Federal a cadeira que foi do avô, Joaquim Coutinho, um dos parlamentares mais brilhantes que Pernambuco já teve. Pertencia ao partido que apoiava o governo militar (Arena), mas era um liberal convicto.

Suplência – Com a convocação de quatro deputados federais para o time de Paulo Câmara, os dois primeiros suplentes da Frente Popular passarão a ser Creusa Pereira (1º) e Severino Ninho (2º). Creusa é ex-prefeita de Salgueiro (três vezes), e Ninho de Igarassu (duas vezes).

Oposição – A oposição ao governo de Paulo Câmara na Assembleia Legislativa será feita pelo PTB (seis deputados), o PT (três deputados), o PSOL (Edilson Silva), o PSL (Socorro Pimentel) e o DEM (Priscila Krause). Nesse cenário de heterogeneidade, Edilson e Priscila têm tudo para brilhar porque, diferentemente de petistas e petebistas, nunca foram aliados do governo Eduardo Campos.

Presença – Paulo Câmara (PE) Rodrigo Rollemberg (DF) e Ricardo Coutinho (PB), os três governadores eleitos pelo PSB, fizeram questão de ir a Brasília, anteontem, para assistir à diplomação de Dilma no auditório do TSE. É a prova de que o partido reconhece a legitimidade do mandato dela e que pretende manter uma relação amistosa com o governo federal em benefício deles próprios.

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Eleitos de Pernambuco são diplomados pela Justiça Eleitoral

Paulo Câmara - foto Roberto Pereira

O governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e seu vice, Raul Henry (PMDB), foram diplomados nesta sexta-feira (19) pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Fausto Campos.

A diplomação se realizou no Teatro Guararapes (Centro de Convenções) e foi prestigiada pelo governador João Lyra Neto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Uchoa (PDT) e o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Frederico Neves.

Familiares dos eleitos lotaram todas as dependências do Teatro, que ficou pequeno para acomodar todos os interessados na solenidade de diplomação.

Também foram diplomados o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o seu suplente Carlos Augusto Costa (PV), além dos 25 deputados federais e dos 49 estaduais eleitos.

Os deputados federais diplomados, pela ordem de votação, foram: Eduardo da Fonte (PP), Pastor Eurico (PSB), Jarbas Vasconcelos (PMDB), Felipe Carreras (PSB), Anderson Ferreira (PR), Daniel Coelho (PSDB), Bruno Araújo (PSDB), João Fernando Coutinho (PSB), Sebastião Oliveira (PR), Danilo Cabral (PSB), Fernando Filho (PSB), Sílvio Costa (PSC), Tadeu Alencar (PSB), Gonzaga Patriota (PSB), André de Paula (PSD), Adalberto Cavalcanti (PTB), Marinaldo Rosendo (PSB), Betinho Gomes (PSDB), Zeca Cavalcanti (PTB), Ricardo Teobaldo (PTB), Mendonça Filho (DEM), Wôlney Queiroz (PDT), Jorge Corte Real (PTB), Luciana Santos (PCdoB) e Kaio Maniçoba (PHS).

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Dilma nomeia Vital do Rego para cargo de ministro do TCU

Vital do Rêgo Neto - foto Agência Brasil

O Diário Oficial da União desta sexta-feira (19) publica o ato da presidente Dilma Rousseff nomeando o senador Vital do Rêgo Neto (PMDB-PB) para o lugar do pernambucano José Jorge no Tribunal de Contas da União.

José Jorge completou 70 anos no dia 18 de novembro e, pela Constituição, teve que se aposentar compulsoriamente.

Vital do Rego teve o seu nome aprovado pelo Senado para o cargo de ministro do TCU por 63 votos a favor e apenas um contra. Já na Câmara Federal o nome dele foi aprovado por 313 x 8.

O senador paraibano, que terá que renunciar ao mandato, presidiu as duas CPIs da Petrobras do Congresso sobre denúncias de corrupção na estatal.

Ele também comandou a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e relatou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2015, que serve de base para a elaboração do Orçamento.

Vital vai relatar no TCU todos os processos envolvendo a Petrobras que estavam sob a relatoria do seu antecessor, José Jorge.

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João Bosco Almeida será o presidente da Empresa Suape

João-Bosco-Almeida-divulgação

O ex-presidente da Chesf e atual secretário de Infraestrutura do Governo do Estado, João Bosco Almeida, será convidado (se é que ainda não foi) pelo governador eleito, Paulo Câmara (PSB), para dirigir a Empresa Suape S/A.

João Bosco trabalhou nos governos de Miguel Arraes Eduardo Campos e conhece como a palma da mão os projetos de infraestrutura de interesse de Pernambuco.

Já o fazendário Roberto Tavares teve o seu nome confirmado pelo governador eleito para permanecer à frente da Compesa.

Ele considera Tavares “um excelente técnico” e por isso não vê motivo para substituí-lo na presidência da empresa.

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Sílvio Costa Filho será o líder da oposição na Alepe

silvio costa filho - foto joão bita-alepe

O deputado estadual Sílvio Costa Filho (PTB) deverá ser confirmado na próxima terça-feira, dia 23, como o futuro líder da oposição na Assembleia Legislativa do Estado.

A escolha se deu pelo fato de ele pertencer ao maior partido de oposição na Casa, que terá seis representantes a partir de fevereiro.

Além dele próprio, Augusto César, Júlio Cavalcanti, Álvaro Porto, José Humberto Cavalcanti e Romário Dias.

A bancada de oposição será composta por 14 deputados, sendo seis do PTB, três do PT e um do PSOL, PDT, DEM, PRB e PSL.

Ela vai reivindicar três cargos na futura mesa diretora, mas, pelo princípio da proporcionalidade, talvez fique com apenas dois.

O PTB é o terceiro partido da Casa a defender abertamente o princípio da proporcionalidade, mediante o qual a maior bancada (PSB) fica com a presidência e a 1ª secretaria, a segunda maior (PTB) a 1ª vice-presidência, a terceira maior (PP) a 2ª vice-presidente, e assim por diante.

Se esses partidos não voltarem atrás, acaba-se qualquer possibilidade de o deputado Guilherme Uchoa (PDT) ser reeleito, pois os três somados têm exatamente 25 parlamentares (maioria simples).

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Ex-diretor da Petrobras delatou 28 políticos, três dos quais de Pernambuco

Humberto Costa - foto Agencia Brasil

Soou como uma “bomba” em Brasília, nesta sexta-feira, a notícia do jornal “O Estado de São Paulo” segundo a qual o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, usou a “delação premiada” para relacionar os 28 políticos que teriam recebido dinheiro retirado do esquema de propina da Petrobras.

Ao todo, seriam 10 políticos do PP, 8 do PT, 8 do PMDB, 1 do PSB e 1 do PSDB.

O jornal obteve a lista completa dos supostos beneficiários, entre os quais estariam pessoas que até aqui ainda não haviam sido mencionadas pela imprensa como o governador do Acre, Tião Viana (PT), reeleito em 2014.

De Pernambuco, foram citados pelo ex-diretor da Petrobrás o senador Humberto Costa (PT), o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e o ex-deputado Sérgio Guerra (PSDB). Os dois últimos morreram este ano e não têm mais como se defender.

Costa teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010, fato que ele nega, categoricamente, já tendo prestado esclarecimentos por meio da tribuna do Senado.

Eduardo Campos, por sua vez, teria recebido R$ 20 milhões para a campanha do PSB em 2010 (fato que o PSB também desmente) e Sérgio Guerra, que foi presidente nacional do PSDB, teria recebido R$ 10 milhões para ajudar a arquivar a CPI da Petrobrás instalada no Senado em 2009. O emissário para o recebimento do PSB teria sido o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB), que nega o fato.

Sobre a acusação a Eduardo Campos, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse desconhecer a existência desse dinheiro e reafirmou a confiança dele e do partido na honorabilidade do ex-governador.

Também foram citados na matéria os ex-governadores do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), o ex-ministro Antonio Palocci (PT), os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o atual ministro de Minas e Energia, Edson Lobão e os ex-ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Mário Negromonte (Cidades).

Todos, por meio de nota ou de seus advogados, negam o recebimento de dinheiro ilegal das mãos de Paulo Roberto Costa. Investigar os políticos que estariam ligados ao “esquema” será a oitava fase da “Operação Lava Jato”.

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Mendonça apoia Eduardo Cunha para presidente da Câmara Federal

Jarbas Vasconcelos - foto Agência Brasil

A bancada do DEM na Câmara Federal, liderada pelo pernambucano Mendonça Filho, declarou apoio à candidatura do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), para presidência da Casa, seguindo a mesma posição do peemedebista Jarbas Vasconcelos (PE) de quem foi vice-governador.

Com isso, Cunha ampliou ainda mais o seu raio de influência na Casa junto aos partidos de oposição.

Ele já tinha o apoio do PSC e do Partido Solidariedade e com mais o PMDB e o DEM passa a contar, até agora, com 115 dos 513 parlamentares.

Já o PT lançou a candidatura do deputado Arlindo Chinaglia (SP), que já presidiu a Casa na década passada.

E o PSB apresentou a candidatura do deputado Júlio Delgado (MG), que disputou em 2012 contra Henrique Alves (PMDB-RN) e perdeu a parada.

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Processos contra Argolo e Bolsonaro ficaram para 2015

jair_bolsonaro_foto_renato_araujo_ABr

O presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB-RN), não pretende mais mover nenhuma palha para levar adiante os processos de cassação dos mandatos dos deputados federais Luiz Argôlo (SD-BA) e Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Segundo ele, devido ao recesso parlamentar não haverá tempo hábil neste final de ano para que os dois parlamentares sejam julgados por quebra do decoro parlamentar.

Argôlo, acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, conseguiu evitar a votação em plenário do pedido de cassação do seu mandato, já aprovado pelo Conselho de Ética.

Um pedido de vistas de um deputado de Rondônia adiou a votação do recurso que ele próprio apresentou na Comissão de Constituição e Justiça.

Já Bolsonaro responde a processo no Conselho de Ética por ter dito na tribuna da Casa que só não estupraria a colega Maria do Rosário (PT-RS) “porque ela não merece”.

O Conselho de Ética instaurou processo contra o ex-capitão do Exército, após representação feita pelo PT, PCdoB, PSOL e PSB.

Como a Câmara entrará em recesso na próxima semana, há quem entenda que o processo contra os dois parlamentares terá que ser obrigatoriamente arquivado, não podendo ser retomado na legislatura seguinte.

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Não há “3º turno” na Justiça Eleitoral, diz o ministro Dias Toffoli

Dias Toffoli - foto agência brasil

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, aproveitou a solenidade de diplomação da presidente Dilma Rousseff, em Brasília, para mandar o seguinte recado ao PSDB que acabara de defender o indeferimento do registro da candidatura dela: “Não há terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem, porque não há espaço”.

Segundo o ministro, que foi indicado para o STF pela própria Dilma, após ter trabalhado no governo Lula como advogado geral da União, pelo menos para a Justiça Eleitoral as eleições de outubro último são “página virada”.

A ação do PSDB foi encaminhada ao corregedor-geral eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, numa prova de que o senador Aécio Neves (PSDB) ainda não está aceitando a derrota nas urnas.

Isso porque, logo após as eleições, o senador pediu ao próprio TSE uma auditoria no resultado das eleições e impugnou a prestação de contas do Partido dos Trabalhadores.

Durante a cerimônia de diplomação, Toffoli disse já ter conversado com os colegas do TSE e também com o corregedor-geral, que tem posição semelhante.

“Não há espaço, repito, para terceiro turno, que possa vir a cassar o voto desses 54.501.118 eleitores (que votarem em Dilma)”, disse ele.

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Armando se despede do Senado fazendo a defesa da indústria

Armando Monteiro - Ana Luiza Sousa-Divulgação

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) fez seu último discurso ontem, no Senado, antes de assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Ele será substituído pelo suplente Douglas Cintra (PTB), empresário caruaruense, que já o havia substituído por 120 dias durante a campanha eleitoral.

Monteiro, que será empossado em 1º de janeiro, defendeu que a retomada do crescimento econômico deve ter por base a indústria, por ser o setor que gera inovação tecnológica e emprego de qualidade.

“Não podemos permitir que a indústria continue a perder posição relativa de participação no PIB, o Produto Interno Bruto”, disse ele, que foi aparteado por vários senadores.

O senador Antônio Aureliano (PSDB-MG) disse que, mesmo sendo de oposição, elogiava a presidente Dilma Rousseff pela indicação de Armando Monteiro para o MDIC.

“Vossa Excelência é uma luz no meio da descrença deste governo”, declarou. “Foi a escolha certa, do homem certo”, frisou a senadora Ana Amélia (PP-RS), que atua no Senado com independência e votou em Aécio Neves (PSDB) para presidente da República.
Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) declarou ter o petebista pernambucano “conhecimento e experiência” para assumir aquela pasta.

Em seu discurso, Armando fez um rápido balanço da sua atuação parlamentar como deputado federal e senador.

Ele disse que na Comissão de constituição e Justiça relatou e ajudou a aprovar o Código de Direitos e Garantias do Contribuinte, agora em tramitação na CAE, que amplia os direitos e garantias do contribuinte e dá maior equilíbrio à relação entre o contribuinte e o Fisco.

Na Comissão de Assuntos Econômicos, entre outras iniciativas, foi o relator da Medida Provisória que reduziu de 11% para 5% a contribuição previdenciária do microempreendedor individual e do projeto de lei complementar que limitou a cobrança integral e antecipada do ICMS das micro e pequenas empresas. A lei está em vigor desde agosto.

Monteiro também participou da aprovação do projeto que criou o Simples Nacional, que unificou num só todos os impostos que eram cobrados das micro e pequenas empresas.

Destacou ainda iniciativas que beneficiaram Pernambuco, como a aprovação de incentivos para a instalação da Fiat Chrysler em Goiana e a inclusão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das obras do Arco Metropolitano e da duplicação da BR-423 entre São Caetano e Garanhuns.