Um hino de amor a (terra) Uiraúna

Coluna Fogo Cruzado, 20/07/19

Luíza Erundina, a valente paraibana que partiu para São Paulo em 1971 e acabou virando prefeita da maior cidade do Brasil, 17 anos depois, reuniu em livro as crônicas que escreveu para homenagear a terra natal, Uiraúna, na fronteira com o Rio Grande do Norte. Foi de lá que também saíram o jornalista José Nêumanne Pinto, os irmãos Eustácio, José Aécio e Sávio Vieira, que fizeram história em Pernambuco na medicina privada, além do empresário João Fernandes Claudino, fundador e proprietário do Armazém Paraíba. Foi por meio dessas crônicas que se soube que Erundina é filha de um seleiro (mestre Tonheiro) e de uma dona de casa (dona Enedina) e que queria estudar Medicina em João Pessoa para ser, talvez, a Zilda Arns do Nordeste, porém foi impedida de fazê-lo por perseguição do regime militar. A opção que lhe restou foi a militância política em São Paulo, onde fez carreira meteórica: fundadora do PT em 1980, vereadora em 1982, deputada estadual em 1986, prefeita em 1988, ministra de estado em 1993 (governo Itamar) e deputada federal (hoje pelo PSOL) desde 1998. Foi ainda por meio deste livro que se soube que Claudino foi um dos precursores no Nordeste da política de ajudar aos mais pobres através de fundações. Há 50 anos ele fundou em Uiraúna a Fundação Lica Claudino, que se destaca na região em políticas sociais, culturais e educacionais. Erundina permanece tão apaixonada pela terra que batizou suas crônicas com o título “Um Hino de Amor a Uiraúna”.

Cai fora, Carreras!

Os 11 deputados do PSB que votaram a favor da reforma da previdência, mais os 8 do PDT que também dissentiram do partido e estão ameaçados de expulsão, poderiam se juntar e fundar uma nova legenda. Seria um partido de centro-esquerda, moderno, a menos que ainda acreditem em Carlos Siqueira (PSB) e Carlos Lupi (PSB). Felipe Carreras (PSB) cabe nesse time.

Curso no exterior

Mais uma vez, a prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), afastou-se do cargo por 15 dias para fazer um curso no exterior. Estão na mesma turma, entre outros, os governadores Eduardo Leite (RS) e Hélder Barbalho (PA). Até a volta da tucana, Caruaru estará sob comando do vice Rodrigo Pinheiro (PSDB), que é de extrema confiança da família Lyra.

A costura de 2022

O senador Fernando Bezerra (MDB) vai dizer ao deputado Tony Gel (MDB), quando se encontrarem agora em agosto, que o melhor que ele fará em 2020 é apoiar a reeleição da atual prefeita de Caruaru. Dirá que a oposição está dividida em três pedaços e que o melhor a fazer é preparar o MDB para tentar voltar ao governo estadual em 2022 com a candidatura dele, senador.

Como tirar o tio?

O deputado Diogo Moraes (PSB) está com um abacaxi para descascar em Santa Cruz do Capibaribe, onde exerce forte liderança política. Convencer o tio, Fernando Aragão (PSB), a abdicar da disputa pela prefeitura em favor dele ou do ex-prefeito José Augusto (Avante). Aragão não quer abrir mão porque perdeu para Édson Vieira (PSDB) em 2016 por apenas 900 votos.

Proventos iguais

À frente da Secretaria de Defesa Social desde o início do governo Paulo Câmara, o delegado federal Antonio de Pádua garante que nesse curto período de tempo conseguiu tranquilizar a tropa do ponto de vista salarial. Afirma que um delegado de polícia em final de carreira vai para a inatividade com proventos quase iguais aos de um delegado da Polícia Federal.

Oposição pela direita

Empresário de sucesso em Paulista, Felipe do Veneza (Water Park) filiou-se ao DEM para disputar a prefeitura em 2020. Ele vai assumir o “discurso da direita” no município, próximo da linha bolsonarista, por entender que a cidade rejeita tanto o candidato do prefeito Júnior Matuto (Francisco Padilha) quanto a volta do ex-prefeito Yves Ribeiro (ainda sem partido).

Fora de combate

Já que o ex-senador Armando Monteiro (PTB) “mergulhou” após o insucesso de 2018, líderes petebistas começam a fazer a travessia para a Frente Popular. Dois prefeitos praticamente já foram embora (Mário Ricardo, de Igarassu e Bruno Pereira, de São Lourenço), um foi abandonado (Cintra Galvão, de Belo Jardim) e um 4º está preso (Demóstenes Meira, de Camaragibe).

E por que não Célia Cardoso?

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