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É estratégico para o PSB ganhar no Recife

Coluna Fogo Cruzado – 29 de agosto

Pela quantidade de candidatos que lançou, o PSB pernambucano sairá das urnas deste ano com o maior número de prefeitos, mas para que a vitória tenha brilho terá que vencer também nos grandes centros, ou pelo menos na maioria deles. A situação do partido é relativamente confortável em Paulista (Júnior Matuto) e Cabo de Santo Agostinho (Lula Cabral). Mas nem tanto, pelo menos até agora, em Caruaru (Jorge Gomes), Olinda (Antonio Campos), Petrolina (Miguel Coelho) e Jaboatão (Heraldo Selva). Claro que esse quadro ainda pode se alterar porque a campanha propriamente dita só teve início sexta passada. No entanto, é no Recife que o PSB irá travar a sua batalha mais difícil porque a situação do prefeito Geraldo Júlio não é confortável como o partido gostaria. Ele é o segundo colocado nas pesquisas, perdendo para o ex-prefeito João Paulo, e se não ganhar no primeiro turno pode ter uma desagradável surpresa no segundo.

A vitória do PSB só terá brilho se o partido vencer também na capital com o atual prefeito Geraldo Júlio

1º lugar em mobilização

Santa Cruz do Capibaribe mantém a tradição e continua realizando os maiores comícios do Estado. Qualquer evento de campanha dos candidatos Édson Vieira (PSDB) e Fernando Aragão (PTB) reúne milhares de pessoas. Vieira disputa a reeleição com o apoio do PSB do deputado Diogo Moraes, ao passo que Aragão, que é vereador, é apoiado pelo ex-prefeito José Augusto Maia (PTB).

Profecia – Do deputado federal Sílvio Costa (PTdoB) sobre a disputa eleitoral pela prefeitura do Recife: “O candidato que vencer a eleição será o grande líder de Pernambuco a partir de 2017”. Por essa avaliação, se Geraldo Júlio (PSB) for reeleito ofuscará a liderança política do governador Paulo Câmara.

Adesão – Toinho do Pará, ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e candidato a vereador, não é mais liderado político do também ex-prefeito José Augusto. Aderiu ao prefeito Édson Vieira (PSDB).

Receita – O prefeito de Afogados de Ingazeira e presidente licenciado da Amupe, José Patriota (PSB), que é acostumado a vencer desafios, luta agora pela reabertura da agência da Receita em sua cidade.

Plano – Raul Henry indicou o sociólogo José Arlindo Soares para elaborar o plano de governo do deputado Ricardo Costa, candidato do PMDB à prefeitura de Olinda. O esboço já está pronto.

Vácuo – Convicto de que será prefeito de Sertânia, o deputado Ângelo Ferreira (PSB) não pretende apoiar ninguém do Pajeú/Moxotó para eventualmente substituí-lo na Assembleia Legislativa. Fechou com o deputado Diogo Moraes (PSB), que faz política no Agreste, já pensando na volta em 2022.

Reeleição – A divisão das oposições em Belo Jardim dá mais tranquilidade ao prefeito João Mendonça (PSB) para postular a reeleição. O grupo do ministro Mendonça Filho lançou o dentista Dr. Maneco (SD) e, o ex-deputado Cintra Galvão, o empresário Hélio dos Terrenos (PTB). O prefeito adorou.

Nas ruas – O prefeito Jorge Alexandre (PSDB) já está fazendo “porta a porta” em Camaragibe em busca da reeleição. O clima na cidade ainda é frio, mas deverá esquentar agora em setembro. A oposição lançou dois candidatos e isso favorece o atual prefeito, que está muito bem avaliado. O PCdoB marcha com João Lemos, que é ex-prefeito, e o PTB com o advogado Demóstenes Meira, que vem de duas derrotas consecutivas: 2008 e 2012.

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Geraldo Júlio inaugura comitês de mais dois vereadores de sua coligação

Geraldo Júlio - Foto - Andrea Rego Barros

O prefeito do Recife e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB) participou neste final de semana da inauguração de comitês de mais dois vereadores de sua coligação: Eurico Freire (Rede) e Marcos di Bria (PSDC).

O prefeito aproveita esses eventos para prestar contas de suas ações naquele bairro e também para pedir o “voto casado” nas próximas eleições municipais.

“É importante esta casadinha, com o voto no 40 para prefeito e o voto nos candidatos a vereador da Frente Popular”, é o bordão usado pelo prefeito.

Geraldo Júlio tem o apoio de 20 partidos, os quais lançaram, juntos, 370 candidatos a vereador. É com esse “exército” que ele espera ganhar a eleição no primeiro turno.

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Candidato do PT à PCR aposta no “volta, João”

João Paulo - Foto - Tárcio Alves

O candidato do PT à prefeitura do Recife, João Paulo, adotou como slogan da campanha o “Volta, João” e decidiu massificá-lo nos bairros da periferia, onde tem grande penetração.

Neste sábado, ele fez uma caminhada no bairro da Várzea em companhia do candidato a vice Sílvio Costa Filho (PRB).

João Paulo evita se apresentar como “candidato do PT” devido ao grande desgaste da imagem do partido, que teve início em 2005 com o “mensalão” e se agravou em 2012 com a Operação Lava Jato.

Ele se apresenta como candidato da coligação “Recife pela democracia”, alusão ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff que o PT define como “golpe”.

Na pesquisa mais recente do Datafolha, João Paulo apareceu com 32% das intenções de voto, seguido pelo prefeito Geraldo Júlio (PSB) com 28%, o deputado Daniel Coelho (PSDB) com 10%, a deputada Priscila Krause (DEM) com 6%, o deputado Edilson Silva (PSOL) com 3% e o engenheiro Carlos Augusto Costa (PV) com 1%.

João Paulo foi prefeito do Recife entre 2001 e 2008 e deixou a prefeitura com aproximadamente 80% de aprovação.

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Ex-volante do Santa Cruz inaugura comitê em Olinda

Porfessor Lupércio

Candidato a vereador em Olinda chapa encabeçada pelo Professor Lupércio (SD), o ex-volante do Santa Cruz, Batata, inaugurou o seu comitê neste domingo (28) às margens do campo de Aguazinha.

Ele garante que se for eleito vai defender na Câmara Municipal o incentivo ao esporte como forma de afastar as crianças e jovens de Olinda do mau caminho.

Antes de prestigiar a inauguração do comitê do desportista, Lupércio fez uma panfletagem na Feira de Peixinhos a partir das 7h.

Depois visitou eleitores nos bairros de Salgadinho, Caixa D’Água, Ouro Preto e Jardim Fragoso.

Lupércio está sendo apontado por políticos de Olinda como o “fato novo” da eleição. Ele elegeu-se vereador em 2012 e deputado estadual em 2014.

Este ano, antes de se lançar candidato a prefeito, recebeu pressão de outros postulantes para desistir da candidatura, mas não cedeu.

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“Não mudei minha opinião”, diz Armando sobre o impeachment de Dilma

Armando Monteiro 2 - Fabio Rodrigues Pozzebom-Agência Brasil

O senador Armando Monteiro (PTB) disse ao JC deste domingo (28) que acompanha com atenção o desenrolar do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e não encontrou elementos até agora que o fizessem mudar de opinião.

O senador foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma e disse ser testemunha do esforço feito por ela para realizar o ajuste fiscal.

Para ele, não há comprovação de que a presidente praticou crime de responsabilidade e por isso votou contra a admissibilidade da denúncia e votará novamente na próxima terça-feira.

Já o senador Fernando Bezerra (PSB), que também foi ministro da presidente, disse que votará a favor do impeachment porque ela atirou o país “na maior crise econômica de sua história recente, com 13 milhões de desempregados e dois anos consecutivos de crescimento negativo.

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A propósito da condenação de uma governante inocente: corrupção e corrupções

Por: *Leonardo Boff

A presidente Dilma está sendo condenada mediante um tribunal de exceção por um Congresso Nacional no qual 60% dos membros enfrentam acusações criminais. O Senado que a julga não possui nenhuma moral, pois mais da metade dele, 49 senadores, estão sob acusação de distintos crimes. Contra Dilma não se conseguiu provar nenhum crime. Por isso inventam-se outras razões como pelo “conjunto da obra”, coisa que contradiz a matéria do processo vindo da Câmara: alguns atos governamentais somente do ano 2015.
O economista Luiz Gonzaga Belluzzo bem resumiu a tônica geral deste processo perverso: “Trata-se de uma reação conservadora, retrógrada que se exprime em tentativas autoritárias de impedir o avanço da sociedade. Somos uma sociedade profundamente antidemocrática, preconceituosa e mais que isso, culturalmente deformada. Estamos assistindo hoje uma degeneração do que já é degenerado. Aqui não prosperaram os ideais de democracia e o Estado de Direito. Tudo é feito com truculência, com arbitrariedade, mesmo aquilo que pretensamente é feito em nome da lei” (em Carta Maior 27/06/2016).

Uma outra crítica contundente nos vem do sociólogo, ex-presidente do IPEA, que escreveu um instigante livro: A tolice da inteligência brasileira (Leya 2015): “O golpe foi contra a democracia como princípio de organização da vida social. Esse foi um golpe comandado pela ínfima elite do dinheiro que nos domina sem ruptura importante desde nosso passado escravocrata. Desde então o Brasil é palco de uma disputa entre esses dois projetos: o sonho de um país grande e pujante para a maioria; e a realidade de uma elite da rapina que quer drenar o trabalho de todos e saquear as riquezas do país para o bolso de meia dúzia”(Quem deu o golpe e contra quem, em FSP,04/2016).

O que estamos assistindo é a retomada deste segundo projeto, socialmente perverso e negador de nossa soberania. Basta observar a truculência do ministro das relações exteriores que de diplomata não possui nada. É um agente das privatizações e do alinhamento do Brasil à lógica do neoliberalismo dos países centrais, rompendo com nossos aliados vizinhos, do Mercosul e traindo os ideais de uma diplomacia “ativa e altiva”em diálogo com todos os povos e tendências ideológicas.

Há muitas formas de corrupção. Comecemos pela palavra corrupção. Santo Agostinho explica a etimologia:corrupção é ter um coração (cor)rompido (ruptus) e pervertido. O filósofo Kant fazia a mesma constatação:“somos um lenho tão torto que dele não se podem tirar tábuas retas”. Em outras palavras: há a força do Negativo em nós que nos incita ao desvio. A corrupção é uma das mais fortes.

Antes de tudo, o capitalismo aqui e no mundo é corrupto em sua lógica, embora aceito socialmente. Ele simplesmente impõe a dominação do capital sobre o trabalho, criando riqueza com a exploração do trabalhador e com a devastação da natureza. Gera desigualdades sociais que, eticamente, são injustiças, o que origina permanentes conflitos de classe. Por isso, o capitalismo é por natureza antidemocrático, pois a democracia supõe uma igualdade básica dos cidadãos e direitos garantidos, aqui violados pela cultura capitalista.

Pensando no Brasil podemos dizer que a maior corrupção de nossa história é o fato de as oligarquias haverem mantido grande parte da população, durante quase 500 anos, na marginalidade e terem empreendido um processo de acumulação de riqueza dos mais altos do mundo, a ponto de 0,05% da população (71 mil pessoas) controlarem grande parte da renda nacional.

Temos exemplos escandalosos de corrupção, denunciados ultimamente pelo “Petrolão”, pelo Zelotes e pelo Panamá Papers. Mas não nos enganemos. Há coisa pior. O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, em seu “Sonegrômetro”, denunciou que em 2015 somente em cinco meses houve uma sonegação de 200 bilhões de reais (AntônioLassance, em Carta Maior 02/05/2015). Isso é muito mais do que o “Petrolão” e em apenas 5 meses. Aqui se escondem os grandes corruptores e corruptos que procuram sempre se esconder.

Bem dizia Roberto Pompeu de Toledo em 1994 na Revista Veja: “Hoje sabemos que a corrupção faz parte de nosso sistema de poder tanto quanto o arroz e o feijão de nossas refeições”.

A condenação da presidente Dilma se inscreve nesta lógica da corrupção que tomou conta de grande parte da casta política. O que faz contra ela é uma injustiça sem tamanho: condenar uma inocente e uma governante honesta.

A história não os perdoará. Carregam em suas biografias o estigma de golpistas merecedores de uma soberana repulsa dos que buscam caminhos transparentes e éticos para o nosso país.

*Leonardo Boff é professor emérito de Ética da UERJ e escritor.

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Matuto dá-se muito bem com o PCdoB na vaga de vice

Júnior Matuto - Foto - Francisco Marques

O prefeito de Paulista e candidato à reeleição Júnior Matuto (PSB), manteve o mesmo vice da eleição passada, Jorge Carrero (PCdoB), e até agora se deu muito bem.

É a mesma dobradinha feita no Recife (PSB + PCdoB), em que pese o candidato socialista à prefeitura de Olinda, Antonio Campos, considerá-la um “equívoco”.

A dupla tem apostada em caminhadas pelos bairros para neutralizar a penetração dos oposicionistas Sérgio Leite (PDT) e Severino Ramos (PTB).

Matuto tem dito em seus discursos que lamenta estar sendo alvo de ataques pessoais por parte do candidato do PDT, que já perdeu três eleições.

Disse ele: “Tem candidato que ao invés de ir às ruas mostrar suas intenções, desejos e anseios, sai denegrindo nossa imagem para sair bem na foto. Só que eu não vou entrar nesse jogo. Vamos fazer o que sabemos fazer de melhor, que é conversar com o povo e externar nossas propostas para a melhoria da cidade”.

O prefeito tem batido na mesma tecla durante seus encontros com lideranças políticas e candidatos a vereador, enfatizando que sua campanha será propositiva, evitando perder tempo falando mal de adversários.

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Governador toma o café da manhã com Marina Silva

Marina Silva - Foto Aluísio Moreira _SEI

Acompanhado da mulher, Ana Luíza, o governador Paulo Câmara recebeu no Palácio do Campo das Princesas, neste domingo (28), para o café da manhã, a ex-senadora Marina Silva (Rede), que foi a candidata do PSB à Presidência da República em 2014.

Marina veio a Pernambuco para participar de atos políticos do seu partido e aproveitou a ocasião para fazer uma visita ao comitê de campanha do candidato do PSB à prefeitura de Olinda, Antonio Campos.

Estavam em companhia dele os secretários Felipe Carreras (Turismo) e Sérgio Xavier (Meio Ambiente e Sustentabilidade), o chefe de gabinete do governador, João Campos, filho de Eduardo Campos, o deputado federal Tadeu Alencar e o vereador recifense Eurico Freire.

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Mil veículos já circulam em São Lourenço com adesivos de Gino Albanez

Gino Albanez - Foto -Jardel Colen

Após “adesivaço” ocorrido neste sábado (27), cerca de mil veículos já estão circulando em São Lourenço da Mata com adesivos do prefeito e candidato à reeleição Gino Albanez (PSB).

O ponto de parada dos veículos é o “Conexão 40”,
que fica ao lado do Flamengo Atlético Clube, no centro da cidade.

Gino, candidato da Frente Popular, tem o apoio de maior força política que já se formou em São Lourenço. O vice é Alba Bezerra (PSB).

A Frente é formada por 13 partidos, a saber: PSB, PR, PSC, PMDB, PSD, DEM, SD, PP, PRTB, PRP, PPS, PDT e PSL.

O prefeito tem feito “corpo a corpo” todos os dias pedindo ao povo a continuidade do trabalho que ora realiza.

Ele conta com o apoio do governador Paulo Câmara, do ex-prefeito Ettore Labanca (PSB) e da maioria dos vereadores. O candidato da oposição é Bruno Pereira (PTB), filho do ex-prefeito Jairo Pereira.

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Dilma vai à sessão de seu julgamento na manhã desta segunda-feira

Dilma Rousseff - reprodução GloboNews

A presidente afastada Dilma Rousseff marcou para esta segunda-feira (29), às 9h da manhã, o seu comparecimento à sessão do Senado que vai julgá-la por crime de responsabilidade.

Aconselhada por vários políticos do PT, entre eles o senador Humberto Costa (PE), a presidente decidiu comparecer por duas razões:

Primeira: defender-se da acusação de que cometeu crime de responsabilidade, base jurídica para a instalação do seu processo de impeachment. Ela poderá falar por meia hora, mas esse tempo poderá ser prorrogado pelo ministro Ricardo Lewandowski (STF), que preside o julgamento.

Segunda: olhar para a cara dos oito senadores que foram seus ministros e decidiram votar a favor do processo de impeachment, entre eles o pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Neste sábado (27), após mais de 10 horas de reunião, foi concluída a fase dos depoimentos das testemunhas de defesa e de acusação.

O último a depor foi o professor de direito tributário da UFRJ, Ricardo Lodi Ribeiro, que falou como “informante”. Ele respondeu perguntas de 13 senadores, além do advogado José Eduardo Cardozo (advogado de defesa) é Janaína Paschoal (advogada de acusação). Ele disse que a presidente não cometeu crime de responsabilidade.

Até este domingo (28), 47 dos 81 senadores estavam inscritos para fazer perguntas a Dilma Rousseff, que vai chegar à sessão em companhia do ex-presidente Lula.